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COBOTS na indústria 4.0: a evolução dos robôs convencionais

O tema indústria 4.0 ainda pode ser novo para algumas pessoas, e é por isso que nesse artigo você encontrará uma de várias tecnologias que compõem a indústria 4.0.

Por Clayton Favaro - 05/04/2021

Antes de chegar aos COBOTS propriamente dito. Vamos entender qual a diferença entre a Robótica colaborativa e Robótica convencional. 

Robótica Convencional 

A robótica convencional já está presente na indústria desde a década de 1950, mas ganhou mais força na década de 1970. Em 2010, surgiram os robôs colaborativos. Esses robôs, pode se dizer que são a evolução dos robôs industriais, no sentido de que outras tecnologias foram implantadas em sua estrutura. 

O robô industrial convencional que a gente conhece, foi projetado para trabalhar em células que são totalmente isoladas, cercadas com dispositivos de segurança que detectam a entrada de um humano no local.  

Essa medida é tomada pois eles trabalham em alta execução e com altas cargas e isso pode trazer sérios riscos para o ser humano. 

Robótica colaborativa  

O robô colaborativo dispõe de sensores nas juntas, que se, eventualmente existir algum contato com o ser humano o robô irá parar o processo, preservando assim a segurança do ser humano. 

Por isso, os robôs colaborativos foram desenvolvidos exatamente para existir essa integração entre homem e máquina. Ou seja, a possibilidade de um ser humano trabalhar no mesmo ambiente que os robôs. 

Um outro ponto de destaque dos robôs colaborativos, é a arquitetura dos braços robóticos. Eles são totalmente arredondados, o que minimiza o impacto, caso exista uma operação colaborativa. 

+ Indústria 4.0 sem mistério: Conceitos e boas práticas nas palavras do Diretor Geral da SCHUNK Brasil.  

Tipos de robôs colaborativos 

Hoje, nós podemos dividir em duas grandes categorias. Os robôs colaborativos móveis ou também conhecidos como AMR (Autonomous Mobile Robots) e os braços colaborativos ou COBOTS (Collaborative Robot). 

Podemos dizer os AMR são uma evolução do AGV (Autonomous Guided Vehicle). Esses robôs convencionais têm como finalidade realizar a movimentação de materiais na logística no processo de manufatura. Porém, os AGVs precisam de uma faixa magnética para realizar essa movimentação.  

Já os robôs móveis colaborativos não necessitam dessa faixa para realizar a movimentação, pois eles contam com scanners que tem a função tanto de segurança para evitar colisões com o ser humano, quanto também de fazer a navegação autônoma.  

Os COBOTS são a evolução dos robôs industriais convencionais. E, por conta das tecnologias atribuídas neles, é possível existir o trabalho homem e máquina no mesmo ambiente. 

A Revolução Industrial  

A palavra revolução é bem forte não é mesmo? E na indústria não poderia ser diferente. Quando nós falamos da Revolução Industrial, podemos dizer que são fatores, tecnologias, ou algo que mudou os processos na fábrica, algo que revolucionou o dia a dia na fabricação ou logística e afins.  

Na primeira Revolução Industrial, nós tivemos a mecanização dos componentes e houve uma migração das pessoas para as fábricas. Na Segunda Revolução o fator principal foi a eletricidade, o petróleo e o gás. 

Já na Terceira Revolução, na década de 1970, a mudança veio com a implementação da automação.

Quando falamos da Quarta Revolução ou a Indústria 4.0, existem novas tecnologias e novos fatores que impulsionam essa revolução. Ou seja, existem vários pilares dessa revolução, como: Big Data, Realidade Aumentada, Internet das coisas, Cyber Segurança. E os robôs colaborativos também são um desses pilares.  

Leia mais: Indústria 4.0 – Por que não ignorar essa tendência?  

E olhando para o cenário atual das indústrias, analisando o tipo de manufatura que temos hoje em dia, podemos ver essa conexão mais clara. A fabricação seriada que teve início lá na Segunda Revolução, principalmente com o Henry Ford, é um exemplo prático onde os robôs colaborativos e os robôs autônomos podem trazer benefícios para a sua fabricação. 

Hoje uma empresa de celular por exemplo, não fabrica apenas um modelo, mas sim N modelos e em uma quantidade absurda. Imagina se eles tivessem que fabricar um modelo de cada vez, quanto tempo e dinheiro não perderiam. Com a robótica colaborativa, esse processo ficou muito mais fácil e ágil. 

E não só com a robótica, utilizando de outros pilares como: Big Data, Digital Twin é possível que você simule toda uma produção, analise dados para que você tome as decisões precisamente, evitando assim produções falhas, ou problemas técnicos nos próprios robôs no meio da fabricação. 

Vantagens e desvantagens dos robôs nas indústrias 

Toda revolução, ou toda tecnologia tem seus prós e contras e com os robôs não é diferente. Umas das desvantagens que podemos destacar dos COBOTS para os robôs convencionais, é a capacidade de carga. 

Os robôs industriais que trabalham isolados, têm capacidade de movimentar cargas de 200, 300 quilos até 1 tonelada. Já os COBOTS, como a finalidade é permitir o trabalho homem/máquina no mesmo ambiente, não é possível essa capacidade. Pois, caso a carga caia do braço do robô, a colisão com o humano pode causar vários danos. 

Uma vantagem que podemos destacar é o software que o compõe, é muito mais amigável. Para fazer o start de um robô colaborativo na indústria você não precisa ser um programador extremamente experiente. Com um rápido treinamento e alguma experiência em robótica você consegue sim programar esses robôs colaborativos.  

Outra vantagem é com relação ao espaço. Os robôs convencionais precisam de uma grande estrutura, para manter o isolamento e segurança entre os humanos. Com os COBOTS é possível a implementação em células muito compactas. Então essa é uma outra vantagem em relação ao layout. 

Leia mais: Como os softwares de gestão ajudam na adaptação da Indústria 4.0

Existe um outro ponto que para muitos pode ser uma desvantagem, mas isso cabe a você enxergar a oportunidade. Ou seja, com toda essa robótica, muitos têm como pensamento que vai perder o emprego, que vai ser substituído por um robô, que só sabe fazer isso, mas é aqui que vem a vantagem.  

Toda essa revolução nada mais é do que uma oportunidade para você mudar de vida e crescer profissionalmente. Os robôs precisam ser programados, ou seja, existe essa oportunidade de aprender sobre robótica, aprender programação e assim crescer profissionalmente.

Indústria 4.0 no Brasil 

A Indústria 4.0 nasceu na Alemanha, e no mundo a fora isso já é comum. Np Brasil, assim como qualquer outra tecnologia, existe um gap para chegar.  

Atualmente esse gap é muito menor do que alguns anos atrás, mas podemos entender como talvez, um dos principais motivos da Indústria 4.0 não ser tão aplicada aqui no Brasil seja a implementação dessa tecnologia.  

Toda a estrutura, pilares, tecnologias até é conhecida aqui, mas a implementação acaba sendo travada nas indústrias. Justamente porque existe um alto valor a ser investido para que isso seja aplicado. E esse é um dos pontos que as indústrias devem entender, que a aplicabilidade dessas tecnologias é um investimento e não um custo. 

Um outro ponto de dificuldade de aplicar é a falta de mão de obra. Ou seja, profissionais da área de robótica/indústrias dispostos e disponíveis para essa implementação. 

Resumindo, a aplicação da Indústria 4.0 tem algumas desvantagens, mas as vantagens são muito maiores. E as indústrias precisam entender que todo esse investimento vai trazer muitos benefícios!

Vídeo sugerido: 

Indústria 4.0 sem mistério! 

Nesse bate-papo, os convidados explicam os desafios que as empresas ainda enfrentam no Brasil e quais caminhos elas devem seguir.
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Por: Clayton Favaro

Diretor de Operações da MBM Solutions, sistema de ERP eleito o melhor do Brasil em 2020 pelo Prêmio Kmaleon