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WhatsApp no centro das polêmicas eleitorais de 2016

É difícil acreditar que as massas populares acompanharão os programas eleitorais na rádio e TV. Neste cenário, a ferramenta de comunicação pode assumir um caráter de protagonismo

Por | 12/09/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Em um Brasil cada vez mais ideologicamente extremista, a ferramenta de comunicação mais popular do mundo assumirá um caráter de protagonismo no processo eleitoral. É certo que até o fim de outubro vamos conviver com boatos, mensagens "pessoais" dos candidatos e a popularização da linguagem da web para causar boa impressão de modernidade e conquistar a simpatia dos eleitores.

É difícil acreditar que as massas populares acompanharão os massantes e surreais programas eleitorais na rádio e TV. Aliás, este ano este tipo de campanha será ainda mais limitada, uma vez que haverá restrição em doações empresariais pela primeira vez na história. Isso levará as campanhas a outro patamar, talvez o mais simples da história da democracia brasileira.

Um fato que abrirá ainda mais espaço para a linguagem subversiva e intimista da internet, um fenômeno recente, mas poderoso. Um potencial que os políticos já perceberam e certamente vão explorar para decidir as eleições mais divididas ideologicamente de nossa História.

Infelizmente é certo que atitudes desleais como a criação de perfis e contas falsas para disseminar informações contraditórias inflamarão ideias negativas sobre adversários. Foi assim em 2014 e não será diferente agora.

Outro recurso muito utilizado é a recuperação de vídeos antigos com declarações e atos polêmicos dos demais candidatos. O foco é óbvio: a desconstrução na imagem do adversário, colocando em desvantagem frente a opinião pública e a imprensa.

Mas, devido ao recente comportamento da Justiça Federal com o WhatsApp é necessário perguntar: será que a Justiça Federal vai bloquear o aplicativo por conta da falta de civilidade dos candidatos brasileiros?

Acredito que o desvio de conduta de alguns pode vir, mais uma vez, a trazer malefícios a mídia democrática e aos usuários que não tem nada a ver com o jogo sujo.

É preciso que os tribunais eleitorais e os políticos se conscientizem dessas situações e adotem a melhor postura possível para punir os culpados e não generalizar as medidas. Não aguentamos mais o bloqueio do WhatsApp.

Por: Celso Fortes

CEO da Agência Novos Elementos


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