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O que os eventos digitais têm a aprender com o mercado de games?

Ainda que as empresas não estejam familiarizadas com a programação que envolve a dinâmica dos games, ela representa uma oportunidade concreta para levar inovação para os eventos corporativos

Por Cauê Passero - 17/11/2020

O que temos pela frente, para o ano que vem, é um cenário em que os eventos acontecerão de forma híbrida, com uma parte presencial e uma outra virtual. O que à primeira vista pode parecer um demérito, na verdade tem tudo para representar um ganho, não só em termos de alcance, já que a localização geográfica deixa de ser um empecilho, mas como uma oportunidade valiosa de inovação para as empresas gerarem engajamento. Nesse sentido, a palavra-chave é experiência sensorial e se existe um ambiente onde, já há alguns anos, ela atinge o grau de excelência é no universo dos games.

Segundo a Comscore, o Brasil registrou o crescimento de 20% no uso de jogos on-line logo no início da pandemia e atingiu mais de 84 milhões de brasileiros em junho. Atribui-se à sua experiência imersiva - onde o real se confunde com o virtual – dois indicadores que todas as empresas e marcas, independentes do segmento, desejam alcançar: atração e conexão com o público.

Ainda que as empresas não estejam familiarizadas com a programação que envolve a dinâmica dos games, ela representa uma oportunidade concreta para levar inovação para os eventos corporativos. A tecnologia utilizada em seus cenários 3D, por exemplo, é uma solução acessível do ponto de vista de custo e implementação, o que torna extremamente viável transportar o realismo dos games para o universo corporativo.

Essa foi a solução que adotamos, por exemplo, para a Suzano, que ao transformar a sua tradicional convenção de resultados em um evento virtual, levou uma experiência imersiva para seus funcionários, em seu primeiro evento virtual. Fizemos o mesmo para Facebook, em um evento realizado para seis países na América.

Estou certo de que a apropriação das experiências oferecidas pelos games não é fruto de uma onda momentânea, e sim de uma tendência que nasce com consistência para possibilitar que a inovação de fato aconteça no segmento de eventos corporativos.

Em um futuro breve, a plataforma de transmissão será, diferentemente do que observamos hoje, apenas o fim. O conteúdo e a experiência imersiva, essas sim, serão os diferenciais para atrair e engajar a audiência, seja ela formada por colaboradores, cliente ou fornecedores.

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Por: Cauê Passero

Empreendedor, sócio da Agência Mutala, da Virtual Experience, especializada em tecnologia e produções 3D, e da MyBase, espaço com estúdios, localizado em São Paulo, voltado para produções visuais