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Tipo capitalismo, só que mais inteligente

Se gastar menos, gerar menos desperdício e ainda assim consumir mais, então é hora de juntarmos nossas forças e nossos bens. Uma mudança de filosofia que traz benefícios

Por | 26/01/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Quando pensamos em capitalismo, a primeira coisa que geralmente nos vem à cabeça é um sistema desigual, com foco no lucro e sem muita preocupação com a sociedade de modo geral. A concepção que temos sobre o capitalismo é sob uma ótica de egoísmo e ambição. Mas será que deveria ser assim?

Esse sistema econômico foi criado justamente para trazer mais equilíbrio para as relações de trabalho. A partir dele, por exemplo, a mão de obra se tornou um produto e trabalhadores passaram a ser pagos por seus serviços. Ele deu espaço para o lucro e expandiu a circulação de bens. Resumindo, em seu princípio, ele funcionava justamente como uma solução para uma sociedade desigual.

O que veio a seguir deu a ele esse ar avarento. Não foi o capitalismo que gerou todos os danos que nos trouxeram até aqui - nos dividindo entre acumuladores de capital e pessoas na linha da miséria. Os grandes responsáveis por isso fomos nós - eu, você e nossos antepassados. Apesar de termos uma história marcada por um mundo dividido entre socialistas e capitalistas, o que parece mesmo é que não se achou um meio termo saudável para essa discussão. Nós, os mesmos homens que se em algum momento se deixaram guiar pelo lucro e se tornaram míopes, hoje enxergamos que levamos o capitalismo por um caminho insustentável. O que era para ser uma solução, gerou ainda mais problemas cada vez mais graves.

Devemos então abandonar esse sistema? Por toda a culpa nele? Já existem pessoas pensando diferente. Ao invés de adotar extremos, porque não equilibrar posse e divisão de forma que todos saiam ganhando? É dessa mentalidade que nasceu a tão falada economia colaborativa. Esse sistema nada mais é do que uma mudança de mentalidade que faz com que a gente se relacione de maneira diferente com o sentimento de posse, por exemplo, permitindo que mais pessoas possam usufruir das coisas com menos recursos.

Na prática, essa ideia funciona da seguinte forma. Se você tem um carro, que quase não usa, ou um quarto sobrando no seu apartamento, porque não encontrar pessoas para compartilhar esses bens? Assim você ganha, já que estava subutilizando seu bem, e alguém que precisava do mesmo recurso também. Essa lógica já inspirou diversos negócios, desde espaços comunitários de trabalho - os famosos coworkings - até redes de compartilhamento de coisas entre vizinhos, permitindo que mais pessoas usufruam de menos coisas.

Plataformas hoje muito famosas, como é o caso do Airbnb, criam redes mundiais de economia colaborativa. Mas existem exemplos de negócios de todos os tamanhos que apostam na divisão ao invés da soma. É o caso do "Tem açúcar" que estimula a troca entre pessoas que moram na mesma vizinhança - não existe dinheiro envolvido, se você precisa de um sofá cama emprestado e eu tenho um aqui parado, então nós combinamos e todos saem ganhando. Outro exemplo que faz muito sucesso é o site "Enjoei", que funciona como um grande brechó onde todos podem vender e trocar peças de roupa que não usam mais. 

A cada dia, surgem mais exemplos dessa nova mentalidade, mostrando que o capitalismo não é o vilão, não há nada de errado em lucrar e consumir. O que faltava era parar e pensar até onde é necessário seguir nesse ciclo. Se gastar menos, gerar menos desperdício e ainda assim consumir mais, então é hora de juntarmos nossas forças e nossos bens. Precisa de algo? Antes de correr para a primeira loja, pare e pense - será que alguém da minha rede pode ajudar? Pode parecer estranho no início, mas o resultado disso é mais eficiência no consumo e maior otimização de coisas e processos. Uma mudança de filosofia de vida que traz benefícios práticos e bem tangíveis.

Por: Carolina Fernandes

Fundadora da AVO / Branding Consciente






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