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Planejamento Estratégico

A segunda geração da Inteligência Artificial

Todos precisam se atentar o quão relevante a inteligência artificial se tornou em nossas vidas.  Agora ela está apresentando novos paradigmas à sociedade contemporânea 

Por Carlos Henrique Vilela - 10/06/2021

A tecnologia é a grande aceleradora da vida e traz impactos inquestionáveis ao cotidiano. Com o desenvolvimento da tecnologia digital e a chegada das redes sociais, a dinâmica no relacionamento sofreu reconfigurações, pois o tripé internet, rede social e mobile passou a ditar níveis inéditos de escalabilidade e velocidade que impactaram diversas esferas das relações humanas: trabalho, lazer e consumo. Agora, a inteligência artificial está aprofundando esse processo e apresentando novos paradigmas à sociedade contemporânea. 

Hoje, os algoritmos já são uma realidade e encontram-se em todos os cantos da vida cotidiana, da sugestão que recebemos da Netflix, às compras que fazemos na Amazon. Mas quando nos desafiamos a pensar na inteligência artificial, nos deparamos com um tema ainda controverso e complexo, que dialoga com áreas diversas como filosofia, sociologia, psicologia, educação e economia. O fato é que temos que atentar o quão relevante a inteligência artificial se tornou em nossas vidas.  

A comunicação das organizações tende a se beneficiar dos avanços da popularização da IA e das ferramentas de mercado introduzidas por ela, como os chatbots. Segundo relatório da MarketsandMarkets (2020), a indústria de IA deve ultrapassar os US$ 190,61 bilhões até 2025 e uma das principais razões para isso é o aumento exponencial do uso de tecnologia de machine learning pela publicidade e comunicação.

O uso e as aplicações da IA sob a perspectiva mercadológica se revelam promissores, não apenas pelo possível acesso a uma quantidade enorme de informação, mas pela possibilidade de processá-la, extraindo dados valiosos que seriam quase impossíveis sem a interferência da tecnologia digital. Além disso, cada vez mais processos serão otimizados, o tempo das equipes será destinado a tarefas mais intelectuais e criativas, se minimizará desperdício de tempo e recursos. Uma tarefa que só será possível com a fundamental integração de duas áreas que nunca estiveram tão alinhadas: tecnologia e marketing.

Vale ressaltar que, no caso de atendimento ao cliente feito por um assistente virtual, quanto mais interações com o público, mais conhecimento sobre ele se consegue. Por isso, as empresas já estão alcançando níveis de excelência, o que vem se refletindo na percepção dos consumidores e clientes sobre esse tipo de experiência. Os processos, aprimorados sistematicamente, já realizam melhores entregas, atendimentos e recomendações aos consumidores.

Por fim,  recordo que num contexto essencialmente analógico (mídias tradicionais), as informações coletadas serviam  para segmentar a criação de campanhas ou de ações promocionais. Hoje, estamos diante de ações que integram o marketing à tecnologia, de forma não intrusiva,  facilitando as relações de consumo, o atendimento ao cliente, a geração e o aprimoramento de novos produtos, o conhecimento sobre as relações sociais, com foco, entre outras questões, na geração de dados e nos bons resultados comerciais das empresas.
 

Por: Carlos Henrique Vilela

CMO da Leucotron, Cofundador do Hack Town, Graduado em Propaganda e Marketing pela PUC Campinas, com Especialização em Gestão de Marketing pela Fundação Dom Cabral.