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4 coisas que aprendi sobre empreendedorismo no Vale do Silício

Mesmo sendo um berço de inovação mundial e a casa de gigantes como Google, Apple e Facebook, é nas entrelinhas, nos detalhes, que o Vale do Silício pode nos ensinar de verdade

Por | 14/09/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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O que o Vale do Silício tem a nos ensinar? A primeira coisa que vem à mente são as últimas novidades do mundo dos negócios e das redes sociais. No entanto, depois de oito dias de imersão na cultura das empresas do Vale do Silício, os aprendizados que a região pode nos trazer são muito maiores do que simplesmente o sucesso das empresas de tecnologia.

Mesmo sendo um berço de inovação e a casa de gigantes como Google, Apple e Facebook, é nas entrelinhas que o Vale pode nos ensinar de verdade. Ao visitar as empresas e tentar enxergar além das enormes estruturas físicas, minha visão como empreendedora captou verdadeiras lições de empreendedorismo.

Aquele clichê de que "é o empreendedorismo que não se ensina nos livros" é real. Mais real ainda para mim foi constatar que, de fato, o Vale tem algo especial e que precisa ser exportado: a cultura, a inovação e, principalmente, a forma de ser humano.

O que aprendi no Vale do Silício:

1.   Não seja modesto com a missão do seu negócio
Modéstia nem sempre é bom. Não me refiro, é claro, em ser arrogante, mas pensar pequeno definitivamente não faz parte da cultura do Vale. Empresas como Facebook nasceram com missões muito maiores do que simplesmente faturar bilhões.

Enquanto alguns empreendedores fundam seus negócios para "não ter patrão", o que vi no Vale foi que as empresas sonham grande desde os primeiros dias de vida. O Facebook, por exemplo, nasceu com o propósito (nada modesto) de transformar o mundo em um lugar mais transparente.

Elon Musk, fundador da Tesla, Space X, sempre teve como propósito levar pessoas a Marte. Tudo o que ele faz é em prol desse propósito também nada modesto.

Por mais absurdo que seja para um menino em um quarto de universidade conectar o mundo, não economize no seu propósito. Grandes empreendedores não criam serviços para simplesmente ganhar dinheiro. Eles ganham dinheiro para prestar serviços cada vez melhores.

2.   Construa uma marca global
Se pensar pequeno não faz parte da cultura do Vale, não se limite à sua cidade, ao seu estado ou ao seu país. Se seu negócio não for global ou se não tiver potencial para ser, ele não "serve".

Além da escala, crie uma marca. Crie algo que as pessoas amam usar. Em qualquer lugar que eu visitava, havia algo para comprar com alguma marca. Seja uma padaria, seja uma loja de sorvete. Uma caneca, uma camiseta, uma lembrança. Torne o que você vende um objeto de desejo. Torne sua empresa legal de vestir, de ter em cima da mesa ou colada no carro.

3.   Ideias não valem nada
Sim, uma ideia não vale nada. O que vale é a execução. Essa foi uma das frases que mais ouvi nas conversas pelo Vale. A cultura do compartilhamento é muito forte e, partir do momento que as pessoas compartilham mais, a curva de aprendizado de todos diminuiu.

É claro que nem tudo é uma caixa de vidro, onde se vê tudo o que acontece. Mas as conversas informais, os mentores e a troca de experiências fazem do compartilhamento o grande "segredo" do Vale.

Opiniões sinceras e visões diferentes moldam ideias antes de saírem do papel. Justamente por isso se produz tantas coisas de sucesso por lá: ideias são discutidas e compartilhadas sem medo.

4.   Vai lá e faz
Se a ideia não vale nada, executar é a palavra que vale milhões. Quantas boas ideias ficaram apenas no campo das ideias por não saírem do papel? Quantas pessoas você já ouviu dizer: nossa, eu pensei nisso há um tempo, mas não fiz.

"Nada é um erro. Não há vencedores e não há fracasso. Há apenas o fazer". Esta frase pendurada em um cartaz enorme na Universidade de Stanford resume muito bem isso. Não existem boas ideias, existe uma boa execução. É na execução, em campo, que uma ideia se prova boa (ou não).

Em nenhum momento eu me preocupei eu comparar Brasil e EUA ou Brasil e Vale. Minha grande intenção foi saber o que é feito lá e que pode ser reproduzido aqui. É claro que vi coisas que não gostei. A questão está em ver o que serve e o que não serve para a sua realidade. O que se leva na bagagem e o que se trás é onde está o grande valor de se ter contato com outras realidades.

 

Por: Camila Porto

Autora do livro Facebook Marketing e professora de cursos sobre Marketing Digital, Facebook Marketing e Empreendedorismo


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