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Planejamento Estratégico

Se o foco da sua estratégia está apenas na técnica, algo está errado

Se sua resposta é na empresa, talvez seja hora de repensar o caminho por possivelmente estar diante de uma realidade distorcida de que ela é o centro da relação

Por Bruno Busquet - 13/02/2020

O mundo digital traz grandes desafios para as empresas, até mesmo para as que já nascem nessa economia. Temas como redes, SEO e performance têm se tornado rotina no vocabulário de quem pensa o presente e o futuro dos mercados. A questão que permeia esse discurso, no entanto, diz respeito ao posicionamento estratégico assumido pelas companhias e a grande pergunta que quem atua com marketing (assim como todos que são responsáveis pelos negócios) precisa se fazer é: todo esse raciocínio é feito pensando na empresa ou no consumidor?

Se sua resposta é na empresa, talvez seja hora de repensar o caminho por possivelmente estar diante de uma realidade distorcida de que ela é o centro da relação. Houve um deslocamento nos últimos anos que faz com que o pensamento precise estar focado no consumidor e na experiência gerada como o objetivo principal.

O ponto central da discussão é que uma boa experiência faz a diferença, esteja ela atrelada a soluções tecnológicas ou não. Todas as ferramentas são extremamente valiosas, mas se utilizadas apenas como forma de potencializar a presença da empresa, sem atrelar o pensamento estratégico que mostre como atingir o cliente e permitir que esse tenha uma interação constante com a marca, os resultados atingidos ficarão abaixo das expectativas.

Isso acontece porque a internet tem transformado a maneira como os clientes adquirem bens e serviços. As marcas estão em busca dos consumidores e precisam entender que uma visão exclusiva para o próprio umbigo é um erro. E que diante de uma infinidade de complexidade e tecnologia, vale investir na elaboração da estratégia de marketing que pode deixar tudo muito mais claro na medida em que se consegue entender como seus clientes potenciais podem se relacionar com você em cada canal digital.

Desse modo, podemos destacar que existe muito mais entre a expectativa e a satisfação do cliente do que apenas estabelecer os princípios que vão nortear quais posts são os corretos, se as palavras do SEO estão desempenhado, se o investimento em mídia está trazendo cliques e qual o melhor caminho para a atuação de customer experience. Isso demonstra ser mais do que necessário estabelecer uma relação de compra que cumpra com o papel de manter o cliente satisfeito e pronto para ter com a marca uma relação duradoura.

É claro que todas essas soluções existentes dentro do contexto do marketing digital, quando bem empregadas, executam o princípio básico que possam ao final do dia atrair novos negócios. Mas, precisamos inovar se quisermos estabelecer uma relação de confiança com o cliente e também trabalhar no desenvolvimento da identidade de uma marca.

E esses aspectos devem ser tratados com seriedade na medida em que frustrar as expectativas dos clientes pode ser danoso para o futuro da companhia. A verdade é que o consumidor precisa olhar para a marca e ter a certeza de que a experiência proporcionada vai levar ao consumo, vai levar o consumidor a recomendar a marca para amigos e gerar longevidade.

Mas, veja bem: inovação é diferente de dizer que apenas aquelas ideias ou iniciativas que se apoiam nas ferramentas modernas contam! Agora, o que precisa ser levado em consideração é o fato de que precisa haver uma integração total dos canais aos conceitos do marketing para mostrar ao público alvo que a marca fala uma língua única e mostra uma maior confiança. Dessa maneira, os resultados positivos no que tange a conquista de novos clientes e, ao mesmo tempo, na fidelização de quem já está com a marca são mais do que evidentes.

Enfim, é possível afirmar ainda que todo esse processo exige o surgimento do ecossistema da humanização dos conceitos na conquista do consumidor. De nada adianta ter conceitos de tecnologia amplamente difundidos se na hora de fazer com que essas ferramentas trabalhem a favor do consumidor não existe uma visão de abordagem que parta da interação, porque não podemos nos esquecer que nos dias atuais o relacionamento com a marca está na palma da mão do consumidor.

Por: Bruno Busquet

CEO da agência Tupiniq,in, presidente do POPAI Brasil e conselheiro global da Shop! Association