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Digital

Te desafio a olhar o digital fora da caixa

Importante ressaltar que pensar fora da caixa não está diretamente atrelado a buscar ideias mirabolantes e que custem fortunas. Por vezes, algo simples pode ser o caminho correto

Por Bruno Busquet - 23/01/2020

Vocês sabem o que aproxima marcas como Red Bull, Magazine Luiza e Nestlé? Todas elas buscam estabelecer uma estratégia de marketing digital inovadora, que foge do censo comum. Essas empresas falam no seu cotidiano sobre transformação digital e não sobre gestão de redes sociais. E isso nos leva a uma reflexão mais profunda, porque essa disciplina está dentro da chamada economia criativa e tem se tornado a moeda do momento.

Dentro desse contexto, inovação e digital são temas presentes nas rodas de discussão dentro das companhias. A grande questão, porém, é como pensar no digital criando estratégias que fujam do lugar comum, sem perder o foco de se descolar dos concorrentes e ao mesmo tempo, chamar a atenção do consumidor. E, claro, de forma a ter uma entrega garantida e resultados mensuráveis e alinhados ao objetivo da implementação.

Por outro lado, pesquisa desenvolvida pela Pwc mostra que 89% dos brasileiros afirmam que o fator que mais impacta na decisão de compra é a experiência. Assim, é possível concluir que é preciso entregar experiências diferenciadas, pois há quem pague mais para ter produtos inovadores e nesse campo essa visão do digital é imprescindível para as estratégias das marcas.

Importante ressaltar que pensar fora da caixa não está diretamente atrelado a buscar ideias mirabolantes e que custem fortunas. Por vezes, algo simples pode ser o caminho correto. Veja o exemplo do Google. Quando ele foi criado, nasceu apenas para ser um site de buscas e vejam no que se transformou.

Inovação não é sinônimo de tecnologia, assim como ter uma programação de quantidade de posts que será trabalhada em um mês, com qual investimento de mídia será destinado, também não é o significado de presença e projeto digital.  

Assim, identificar soluções criativas e inovadoras no que tange o digital é ir além do raciocínio natural pensando no mercado em questão. Ele exige que os executivos responsáveis pelas estratégias das empresas e todos os envolvidos com a marca consigam ter contato com “mundos” diferentes para que se tenha uma nova perspectiva além de se encontrar ideias onde menos se espera.

Por isso, é natural entender que essa busca por oportunidade para que se consiga distanciar do lugar comum passa, obrigatoriamente, pelo conhecimento detalhado do público-alvo, de seus hábitos de consumo e, ao mesmo tempo, entender como formatar algo que gere valor para essas pessoas, fazendo com que elas atuem favor do seu resultado esperado.

Encarar os desafios propostos pode ser salutar porque obriga o profissional a sair de sua zona de conforto. Ao agir dessa maneira, passa a existir uma interação com as pessoas e uma troca de experiências que é sempre bem vinda na medida em que o marketing digital é movido a tentativas e erros. Eu preciso criar a campanha, medir os resultados e perceber se estou no caminho certo.

O ponto focal é entender que qualquer estratégia digital a ser adotada só fará a diferença se levar em consideração o comportamento do consumidor que, no dia a dia, acaba sendo influenciado por fatores pessoais, sociais e culturais.

Pensando um pouco mais profundamente, podemos destacar que pensar fora da caixa exige criatividade que prima pela inovação e disrupção, que leva a quebra de padrões e paradigmas. Isso porque o conceito de marketing digital parece ser claro, mas, ao mesmo tempo, é extremamente subjetivo e desse modo, a questão central é como extrair o máximo de cada ação desenvolvida no ambiente online.

Mesmo sabendo que os principais canais digitais são blogs, sites, motores de busca, as redes sociais, canais de vídeos, é possível imaginar formatos diferenciados ou mesmo encontrar meios de utilizar essas ferramentas de maneira eficiente.

Na prática, é fazer um exercício diário de se questionar sobre as reais necessidades da empresa e como gerar a eficiência máxima, com o mínimo de dinheiro desembolsado. Em um mundo Instagramável, por exemplo, cada indivíduo conectado ao Instagram pode ser considerado uma mídia de influência para a sua rede. O Brasil é o segundo país que mais usa a plataforma e o terceiro que mais a acessa. Ou seja, por vezes, é mais interessante pensar em ações que despertem o público para o compartilhamento da mensagem desejada (gerando buzz e mídia conquistada com um único investimento) do que estruturar um plano de mídia em torno de posts frios que resultarão em métricas hiper objetivas e sem o benefício de uma experiência atrelada. Qual dos dois cenários é mais agradável para quem está do outro lado?

Crédito imagens: Depositphotos

Por: Bruno Busquet

CEO da agência Tupiniq,in, presidente do POPAI Brasil e conselheiro global da Shop! Association