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Pessoas compram significados

Beth Furtado escreve sobre a diferença entre o que a empresa vende e o que as pessoas compram

Por Beth Furtado - 28/04/2009

Por Beth Furtado*

A complexidade dos produtos contemporâneos é sempre um fator de estímulo para longas explicações de características de produtos na comunicação em geral.

Quanto mais lançamentos e produtos alternativos, mais o consumidor é abordado com farto material explicativo, como se a profundidade do conhecimento do produto garantisse sua preferência.

Porém, é importante distinguir: indústrias vendem features, mas pessoas compram significados. Significados do impacto em suas vidas da entrada desses produtos. Significados de perspectivas no seu dia-a-dia, como os proporcionados pela telefonia móvel.

Significados de horizontes que se abrem, como o proporcionado pela tecnologia VOIP. Significados de facilidades oferecidos pelo produto, como o proporcionado pela lava-louça.

Significados de segurança e tranqüilidade, como o proporcionado pela previdência privada. Significados de aumento do bem-estar, como o proporcionado pelos spas urbanos.

Significados que adquirem magnitude quando ancorados em marcas que sabem traduzi-los em melhoria de vida. Cabe, portanto, a reflexão: sua empresa vende o quê?

* Beth Furtado é autora dos livros "Singularidades no Varejo", "Horizontes de Consumo" e "Desejos Contemporâneos" e é sócia-diretora da ALIA, empresa que articula e decodifica conhecimentos, conteúdos e pesquisas e os materializa sob a forma de pensamento estratégico, novos negócios, estratégias de inovação, novos produtos, alternativas de distribuição, experiências de compras, posicionamento de marca e de comunicação, palestras e workshops. Siga no Twitter https://twitter.com/bethfurtado E-mail: bfurtado@aliasite.com.br