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Conceitos migratórios

Beth Furtado escreve que a queda de fronteiras não é apenas um fenômeno geográfico, mas um acontecimento em diversos negócios

Por | 06/11/2008

bfurtado@aliasite.com.br

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Conceitos migratórios

Por Beth Furtado*

A queda de fronteiras não é apenas um fenômeno geográfico, mas um acontecimento mental que permeia diversos negócios e segmentos. Não vivemos mais a época de concorrências confinadas entre setores e de hábitos restritos a uma categoria.

Muitas inovações são inseridas em determinados mercados e, com o tempo, transpostas para outros muito distantes e distintos da oferta inicial. O auto-serviço foi implantado inicialmente no setor alimentar e, com a receptividade do consumidor, migrou para outros formatos.

O consumidor gostou de poder ver, tocar e experimentar os produtos e passou a querer experiências similares em outras categorias. Aos poucos, o setor de vestuário aderiu ao auto-serviço, seguido pelo de cosméticos, óticas e, em conseqüência, assistimos ao desaparecimento de lojas com balcão ou que impedem o acesso irrestrito aos produtos. Até mesmo joalherias experimentam
alternativas de auto-serviço, ao menos do ponto de vista de exposição irrestrita.

Mais recentemente, outras inovações foram incorporadas em produtos de tecnologia, como eletrônicos, computadores e celulares, gerando no consumidor a expectativa de encontrá-los em outras categorias. Entram em cena mobilidade (iPod), sincronicidade (internet, comunicadores instantâneos) e convergência (celulares).

Todas essas descobertas irão migrar para categorias muito, muito distintas da tecnologia. Nos Estados Unidos, surgiu no setor de limpeza a Method, uma empresa que traz em seu DNA conceitos próximos do setor de cosméticos e muito distantes de sua área de atuação. Comercializando produtos para limpeza de roupas, louças, ambientes e higiene pessoal, a empresa inseriu nesse mercado o design elaborado de embalagens.

Para tanto, convidou profissionais do porte do premiado Karim Rashid para criar embalagens estilosas e de personalidade. Paralelo ao visual, a empresa procurou desenvolver em suas formulações agentes não agressivos ao meio ambiente e ao manuseio de quem as utiliza. Ou seja, bem-estar global.

O interessante é observar a migração de conceitos de categorias não afins para a concepção de uma proposta original. Motivo pelo qual devemos sempre olhar para outros setores, mundos e negócios quando buscamos nos inspirar.

* Beth Furtado é Diretora de Planejamento da QG Propaganda, empresa do Grupo Talent, e autora dos livros: Singularidades no Varejo, Horizontes de Consumo e Desejos Contemporâneos. Indicada ao Prêmio Caboré 2008 na categoria Profissional de Planejamento.

Por: Beth Furtado




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