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A primeira tela e A Distração Móvel

Dispositivos tiram o foco e levam à síndrome da Atenção Móvel

Por | 13/07/2012

bfurtado@aliasite.com.br

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O conceito de "primeira tela" contempla a interface eletrônica primária para entretenimento, informação e diversão, hoje ocupado pela televisão em nosso país. Mas já temos uma parcela importante da população que tem os dispositivos móveis (smartphones, tablets e notebooks) como primeira tela e esta migração crescerá. Segundo o GFK Consumer Choices, as cinco milhões de unidades vendidas de notebooks em 2011 significam um crescimento de 60%, tornando-se a principal categoria no segmento de computadores. Os tablets  crescerão 200% em 2012 na projeção da consultoria IDC, com a venda de 2,5 milões de unidades, que também projeta um crescimento de 73% na categoria de smartphones, com a venda de 15 milhões de unidades. Segundo a Anatel, o Brasil já tem 54,3 milhões de conexões de banda larga móvel e 20% dos celulares utilizados no país são 3G. Qualquer que seja a fonte do estudo não há dúvida, os dispositivos móveis estão em processo acelerado de adoção pela sociedade, o que significa que mudanças importantes estão em curso e que afetarão o mundo dos negócios daqui para frente.

Você tem observado as pessoas? Nas ruas, no ônibus, no metrô, enquanto dirigem, em casa diante da televisão, nas lojas, circulando em shoppings, durante palestras e cursos? Tem notado para onde elas olham? O que captura sua atenção? Todos os caminhos levam aos dispositivos móveis, já que é a  ferramenta mais absorvente concebida nos últimos anos. Estes novos hábitos inserem muitas consequências. Uma delas é no campo da saúde: teremos um grande incremento de problemas cervicais de tanto olharmos para baixo... Outra consequência é que se hoje vivemos a era de excesso de estímulos que distraem as pessoas, o cenário torna-se crítico com a  síndrome da distração móvel. Recentemente, o NY Times publicou um artigo que aborda esta questão em relação aos estudantes. O artigo trata de uma dificuldade em ascensão, a de focar em uma só tarefa. Não é uma questão de ser multitarefas, habilidade que alguns de fato possuem que significa conviver bem com frentes simultâneas. Neste caso você consegue evoluir em todas, já a dificuldade de focar em tarefas - problema da maioria frente aos estímulos de conexões móveis - impede finalizações, acompanhamento e evoluções de quaisquer tarefas. É como surfar na internet em que se pula de um site a outro, abrindo sucessivas telas sem fechar nenhuma.

Vivi exatamente este cenário recentemente ao participar do Festival de Cannes. Eu estava em uma palestra com o iPad em uma mão onde consultava o app do Festival. Pelo app, além do conteúdo e da programação, dicas etc, era possível selecionar as palestras que eu gostaria de receber cópia e que eram enviadas para um dropbox. Aí acessava esta pasta online para abrir a apresentação e ver simultaneamente o ppt com a palestra, mas o software não conversava com Apple. Perdia uns minutinhos tentando aceitar que não iria conseguir, tentando de novo. Ao mesmo tempo procurava no YouTube o case apresentado e enviava link para meu email e postava alguns no Facebook. Dava também uma passadinha na minha caixa postal e acabava me distraindo (mais) respondendo alguns emails. Na sequência abria o Twiiter para ver os comentários da palestra e aproveitava e clicava em um link que ilustrava um case apresentado pouco antes. Na outra mão, o celular estava aberto também no app em que era possível conferir as próximas palestras para ver se eu iria mudar de sala já que havia diversas simultâneas em diferentes locais. Neste meio tempo, o palestrante estava em algum ponto não identificado e eu com a sensação de que estava em todos o lugares menos ali.

Esta Síndrome de Atenção Móvel insere também uma disputa pela atenção em todas as plataformas e instâncias. O que fazer no intervalo comercial? Adivinha? Ficar assistindo comerciais ou navegar é preciso? Ver uma revista offline ou acessá-la na internet e poder usufruir de recursos dinâmicos? E se as pessoas estão acessando a internet ao dirigir, atravessar ruas, ao almoçar com amigos, o que será que farão em shoppings e lojas, principalmente aquelas que não estão no seu interesse primário? Os dispositivos móveis como primeira tela trazem novas dificuldades e a necessidade de criar presença e atrativos que figurem não apenas nas plataformas digitais mas na vida offline. E não estamos falando de futuro. O futuro digital é realidade, mas as estratégias e táticas ainda são estruturadas para uma realidade analógica.

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