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Porque a imagem superou de longe a palavra

A imagem e o design falam muito com as nossas emoções. Uma imagem pode nos fazer rir ou chorar. Já o design nos ajuda até a expressar nossa própria identidade

Por | 14/12/2015

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Você já reparou como a imagem ganhou importância na última década em nossas vidas? Para a Geração Z, o Instagram já é mais popular que o Facebook. E o Facebook, por sua vez, tomou o lugar do velho celular quando esta galera organiza programas com os amigos. O próprio Twitter, que suporta apenas 140 caracteres por mensagem, já enxerga seu futuro nos vídeos. Resumindo: quanto menos palavras, melhor!

Os vídeos estão cada vez mais em alta! A maior tendência em mídia social hoje é o storytelling de 5 segundos. Sim, você leu direito: 5 segundos! Nesta categoria entram os vídeos clicáveis, o Vine, o Snapchat e os Gifs animados. Todos eles utilizando pequenos inserts de mídia em movimento para contar uma história rapidamente.

Este fenômeno aparece claramente também na comunicação. Veja só: nos anos 1960, para vender um automóvel, as agências se utilizavam de pelo menos metade da área de um anúncio para explicar em longos textos as vantagens técnicas e estéticas do carro em questão. Era o tal anúncio "saia e blusa", como chamavam os publicitários - metade foto, metade texto. Hoje, se encontra anúncios de página de revista, jornal, outdoor ou na web  feitos somente com a "blusa"; apenas a foto, o logo e nada mais! Tudo confirma o velho ditado: "Uma imagem vale mais que mil palavras."

O design, em todas as suas formas, também ganhou enorme importância neste século. Queremos ver o belo a nossa volta! Desejamos ter objetos de bom design até dentro de nossos banheiros; compramos xampus com embalagens bonitas. Valorizamos o design de nossos gadgets, dos utensílios de nossa cozinha, de nossos eletrodomésticos e dos móveis de nossa casa.

A imagem e o design falam muito com as nossas emoções.  Uma imagem nos leva à lugares jamais visitados. Pode nos fazer rir ou chorar. O design nos ajuda até a expressar nossa própria identidade. As roupas que vestimos, os objetos que expomos, os acessórios usamos e os automóveis que dirigimos dizem muito sobre quem somos!

O design (por si só) é a principal razão pelo apego emocional a um produto.

E pesquisas indicam que a aparência e o estilo de um produto pesam muito na decisão de compra. Queremos decididamente o belo a nossa volta! Muitos projetos arquitetônicos das últimas décadas mais parecem grandes esculturas. Falo, por exemplo, do Museu de Bilbao, do Guggenheim Museum de Nova Iorque, do Auditório do Ibirapuera de SP, do Memorial da América Latina de SP ou da Pirâmide do Louvre, em Paris.

A linguagem visual foi ganhando importância enquanto a palavra escrita e falada foi perdendo.

Isto é fato! Agora, se você me perguntar se considero que esta tendência tem apenas seu lado bom? Eu diria a você que tudo tem seus prós e contras. Esta mudança de comportamento não aconteceu da noite para o dia. Vamos voltar no tempo: na idade média, a ignorância era generalizada e a igreja detinha o domínio sobre a leitura e a escrita. A igreja usava este mecanismo para manter seu poder. A cultura só passou a ser propagada com a invenção da imprensa, por Gutenberg, em 1455. A escrita e a literatura, então, ganharam extrema importância na idade moderna. Um povo desenvolvido passa a ser um povo culto!

A palavra falada e escrita foi sempre valorizada porque fornece às pessoas e à sociedade orientação, informação, cultura, descobertas, forma de expressão, acesso à imaginação e assim por diante. Infelizmente, nos dias de hoje, o hábito de ler e as habilidades verbais que adquirimos com ele, perdeu tremendamente sua força. Estamos lendo menos, não somente aqui, mas  no mundo todo.

O brasileiro já não tinha o hábito de ler livros e hoje lê menos ainda. Menos de 35% dos brasileiros são considerados leitores e, dentro deste público, o hábito de ler caiu para menos da metade de 2008 para cá. Isto é muito triste, já que estes baixos índices afetam não apenas o indivíduo, mas a sociedade como um todo.

Uma sociedade que não lê não está preparada a trilhar novos caminhos nem a evitar armadilhas políticas e econômicas propostas por seus governos.

O hábito da leitura é um dos elementos mais importantes para o desenvolvimento econômico, social e científico do país. E o problema não para por aqui. Considere esta questão: os jovens da geração Z, desacostumados ao uso das palavras faladas e familiarizados apenas a teclarem frases curtas, encontram enorme dificuldade de conversar e expressar-se através da fala. Leia este depoimento melancólico de um jovem de 16 anos, que recorre às mensagens de texto para praticamente tudo:

"Um dia, algum dia, gostaria de aprender a manter uma conversa de verdade". 

Ao ser perguntado por que não consegue ter uma conversa de verdade, ele responde:

"Uma conversa acontece em tempo real e aí não poderei controlar o que vou dizer." 

A verdade é que quando digitamos mensagens, enviamos e-mails ou postamos no Facebook e no Instagram podemos expor a persona que desejamos ser. Esta persona será sempre "o melhor de nós". Temos a possibilidade de editar, deletar, retocar, omitir ou alterar o que digitamos.

As relações humanas, além de acontecerem em tempo real, são ricas, confusas e exigem muito de nós.

Independente destas considerações que você leu, para o bem e para o mal, fique de olhos bem abertos:

Estamos vivendo a era da imagem. E ela veio para ficar!

Pelo menos até onde a vista alcança. Sendo assim, meu caro leitor, surfe esta onda e você chegará à frente de seus concorrentes!

* Berenice Ring - Autora do livro "TSUNAMI: porque as empresas que surfam esta onda gigante chegam à frente de suas concorrentes". Coordenadora do curso de Branding da FGV

Por: Berenice Ring

Coordenadora do Curso de ?Branding: Construção e Gestão de Marcas? do PEC-FGV e Diretora da Fox Branding






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