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PME, quem atrapalha? A crise ou medo?

Enquanto as grandes retraem, as PMEs podem andar na contramão porque são mais flexíveis às mudanças e muito mais fáceis para manusear a direção e acertar através do erro

Por | 11/06/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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Com o atual cenário da economia do país em crise, aciona-se o medo e a insegurança de muitos empreendedores que acabam pisando no freio e retraindo seus negócios. O mercado é paralisado por um receio súbito gerado pelo fantasma da economia que assombra o mundo corporativo e mais ainda quem está empreendendo sem muita reserva financeira.

Então, é nessa hora que eu começo a pensar se foi realmente a "crise" que atrapalhou alguns negócios ou se foi o "medo" dela que parou tudo. É o efeito placebo desse momento de risco: ela nem bem chegou ao negócio, mas o empreendedor já a colocou lá só para garantir que faz parte da bendita crise! Corta-se custos, as linhas diminuem, os investimentos retraem e mal sabe ele que o processo de atrofia muscular pode ser vital.

Sim, eu a classifico como bendita porque pode gerar novos caminhos para empreender, principalmente com as PMEs. Como? Simples! Com o enfraquecimento das indústrias e grandes corporações, as empresas pequenas são impulsionadas a crescerem. De acordo com um estudo realizado há pouco tempo pelo SEBRAE, os negócios mais promissores e em alta para esse ano de 2105 são as pequenas empresas e para 2016 são nichos e segmentos que ainda nem nasceram. A resposta para isso é óbvia! Enquanto as grandes acionam os motores para retrair, as PMEs podem andar na contramão, porque são mais flexíveis às mudanças e muito mais fáceis para manusear a direção e acertar através do erro. Até o grande mudar, o novo ficou velho e a estratégia se definhou e não acompanhou o mercado, então, enquanto o grande contrai o pequeno "pivota". Por isso a nova tendência de modelos organizacionais vem do crescimento em rede ao invés da verticalização.

Eu diria que nesse cenário, nem todas as empresas dançam conforme a música: as grandes recuam e entram em queda; e as pequenas abraçam o mercado e dão um show em customização e experiência! Onde a flexibilidade criativa é igual a uma banda de gafieira, onde a liderança é dinâmica e a energia evolui o tom da música, modelos hierárquicos que seguem o modelo de orquestra regidas por um CEO cansado e com problemas de saúde vindos do excesso de pressão e trabalho, determinam os índices qualitativos e quantitativos de futuro nos próximos anos.

Há empreendedores que mesmo em meio a essa perturbação econômica estão se mexendo, investindo, ampliando, inovando, criando parcerias, mudando de sede etc... E estão conquistando resultados bem expressivos, pois conseguem enxergar além das circunstâncias, o que não é ser somente otimista, mas também estratégico. O país não vai parar! Se as grandes saem de cena alguém tem que entrar.

Se há uma crise que dificulta muito o mercado é a que atingiu em efeito dominó o empreendedor. No primeiro momento, não dá para alterar o que vemos na economia, mas podemos escolher como ver tudo isso. Crises geram oportunidades e não apenas abismos, a queda dos grandes faz nascer os pequenos; problemas geram novos negócios e o medo e frio na barriga são importantes para sair da inércia e zona de conforto. Mudar de país pode ser uma opção paliativa, ou para trocar o perfil dos problemas. Eu prefiro a opção de querer transformar, já que a vida é finita e o que vale realmente é o agora.

Surge um novo momento na economia que está ressignificando o mercado, onde as pessoas vão se ver na opção de precisar empreender o que gosta e sabe fazer. Vamos deixar de ser um país com espírito empreendedor, que hoje compra uma franquia e acaba se sentido engessado na figura de um "gerente descentralizado", para ser tornar empreendedor e perceber que os melhores valores da vida, vem primeiro do sorriso e depois o dinheiro.

Se vai dar certo? Brinde o vinho e aproveite a garrafa.

Por: Aziz Camali

Sócio fundador da DZN: empresa de inovação aplicada a pessoas e negócios






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