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Malhe menos e fale mais

Falar bem é pré-requisito para ser percebido, para socializar, para se relacionar, para ser validado e, na mesa de bar, a verdadeira rede social, podemos colocar em prática

Por | 13/10/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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Quantas vezes você esteve numa mesa de um bar ou restaurante e, de repente, as atenções se voltaram para alguém que, até o momento, parecia nem estar ali? Quem é essa pessoa interessante, que eu não havia notado? De onde surgiu? Dúvidas como essas invadem os pensamentos...

Ele ou ela simplesmente já estava ali. Apenas começou a falar, defender suas ideias, de forma eloquente, organizar seu raciocínio e apresentar-se com um belo senso de humor, tudo de forma natural. Mesmo não sendo dotada de grandes atributos de beleza, de repente, os holofotes voltaram-se para ela. Pronto! A ausência de beleza transformou-se em admiração e, a falta de adjetivo, em charme.

O oposto também pode acontecer: uma pessoa linda, acima da média, padrão George Cloney da beleza que, ao abrir a boca, afastou qualquer chance de contato ou socialização. O príncipe virou sapo antes mesmo da meia-noite.

Exemplos como esses mostram que uma boa oratória vai muito além do ambiente corporativo. Falar bem é pré-requisito para ser percebido, para socializar, para se relacionar, para ser validado e, na boa e velha mesa de bar, a verdadeira rede social, podemos colocar tudo isso em prática.

No livro "El arte de hablar bien", de Paul C. Jagot e J.C. Noguin., de 1943, os autores já abordavam o assunto. Saber conversar é ter habilidade para contar histórias interessantes. Os sofistas na Grécia antiga, em 480 a.c., já sabiam de tudo isso e usavam suas técnicas em cidades próximas e locais ao ar livre para atrair estudantes e vender-lhes educação e estratégias de discurso e argumentação. Algumas delas também foram citadas por Robert Greene, no livro "A arte da sedução".

Mas, voltando aos tempos atuais, se você se identificou com o sapo da história anterior, não se preocupe: você pode voltar a ser príncipe rapidamente. Seguem algumas técnicas, adaptadas por mim, para te ajudar neste processo.

1 - Naturalidade - Este é um aspecto que todos valorizam. Seja quem você é, busque ter naturalidade nos seus argumentos e percepções, nada de fazer tipo, usar frases clichês, termos técnicos em inglês, rebuscados, ou querer ser quem você não é. Nos seus argumentos dê sua opinião, mas tenha sempre empatia, nada de sou verdadeiro e pronto. Falar a "sua" verdade a qualquer preço pode garantir um próximo aniversário com meia dúzia de amigos e, pior, um enterro só com o coveiro. Se você tem senso de humor, a hora é esta. Mas nada de levar para o lado da vulgaridade ou grosseria, a não ser que você queira ser percebido como neto do Costinha.

2 - Perguntas - As pessoas percebem mais quem você é e sua inteligência pelas perguntas que você faz. Isso mesmo. Não fale sem parar, faça boas perguntas. Este é o pulo do gato para uma boa conversa. Além disso, boas perguntas são ótimas se seu objetivo for motivar as pessoas a participar mais ativamente da conversa, ou descobrir suas intenções, desejos ou necessidades. Faça, sempre que possível, o uso de perguntas abertas, que provocam respostas mais longas, que exigem maior elaboração do raciocínio. Por exemplo: O quê? Por quê? Como? De que maneira?

3 - Escute - Saber perguntar é um ótimo caminho inicial, porém, escutar é fundamental também, é a segunda etapa. Aprender a praticar a escuta ativa, não ficar pensando no que falar em seguida. Ouvir de forma plena significa se envolver efetivamente com o que está sendo exposto a você. Formule suas percepções, sugestões e novas perguntas a partir disto. Acredite, dá certo.

Estas são apenas algumas técnicas que podem te ajudar, e muito, nos próximos encontros. Tente ficar atento a estes tópicos. Garanto que conquistará grandes amigos, será percebido e admirado. Se você é do tipo muito preocupado com aparência, estética, vale rever seus conceitos. Focar numa boa comunicação tem mais valor que se concentrar apenas na próxima série da academia.  

Por: Augusto Uchôa

Augusto Uchôa é graduado em Comunicação Social pela ESPM, mestre em Administração de Empresas pelo Ibmec-RJ com especialização em Marketing, doutorando pela Coppe/UFRJ, consultor de empresas e fundador do Boteco do Conhecimento


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