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Lembra a publicidade que você conhecia? Ela está chegando ao fim

Os comportamentos sociais e as preferências pessoais dos consumidores influenciam muito as campanhas publicitárias de hoje. Triste da marca que não respeita isso

Por | 30/01/2017

pauta@mundodomarketing.com.br

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O mundo da publicidade tradicional está em transformação. Não arrisco dizer que acabou por completo, mas posso afirmar que segue em franco declínio. Hoje, as principais agências do país já criaram seus departamentos digitais investindo em mão de obra especializada para praticar o "real-time marketing", onde a equipe monitora dados sobre o desempenho das campanhas, como comentários em redes sociais e acessos ao site do cliente, visando orientar ajustes necessários na estratégia de comunicação das marcas ou até mesmo mudar toda a campanha.

Ainda assim, temos visto algumas marcas se jogarem em campanhas que pouco conversam com seu público ou que ignoram por completo o surgimento de novos comportamentos sociais que são capazes de modificar a forma como pensam os consumidores mais antenados, influenciadores de relevância para as marcas.

Um exemplo recente foi o lançamento, no mínimo desastroso, da Cerveja Proibida Mulher, que sugere um formato para o público feminino que aprecia a bebida. A estratégia não agradou e a marca apanhou muito nas redes sociais onde as consumidoras criaram a hashtag #NãoSouProibida para apontar os erros da campanha lotada de estereótipos, o que deu espaço para a concorrência responder à altura.

Acerte no alvo
Pensando nisso, percebo que o marketing digital é uma realidade que se consolida a cada dia. Com ele, as campanhas conseguem ser mais assertivas e segmentadas, com o foco exato no público a ser atingido após estudo prévio de tendências e do cliente ideal daquela empresa, daquele segmento ou produto (personas).

Um novo marketing chegou trazendo uma inteligência capaz de atingir o consumidor com a eficiência que as marcas precisam, identificando interesses, hábitos de navegação, até mesmo a marca e o modelo do dispositivo que está sendo utilizado. É possível levar conteúdos relevantes para pessoas verdadeiramente interessadas. Posso escolher entregar minha publicidade para pessoas casadas, de 35 a 50 anos, que gostem de comida natural, frequentem a lagoa Rodrigo de Freitas, tenham afinidades por passeios de bicicleta e utilizem iphone 7 plus, por exemplo.

As redes sociais como Facebook, Instagram, YouTube reúnem milhares de usuários, sedentos por consumir os mais variados tipos de informações, produtos e serviços. Se você souber como chegar até eles e oferecer exatamente o que eles buscam, certamente você estará criando grandes chances de fazer seu negócio crescer. Todas essas possibilidades estão ajudando profissionais liberais, microempreendedores e pequenas empresas ganhar novos mercados, atingindo em cheio novas audiências, levando o faturamento que pode ser de dois a quatro vezes maior.

Para onde sopram os ventos
Para 2017 estudos apontam alguns caminhos que valem a pena dar destaque. O primeiro deles é que imagens serão muito valorizadas como o recurso para vender na web. Redes sociais como o Pinterest, por exemplo, tende a ser uma grande vitrine para diversos segmentos, bem como o Instagram. Para se ter uma ideia, no Pinterest, 96% dos visitantes usam o site para planejar uma compra e 87% compraram após consulta ao site. Em 2017 ele deve se tornar a nova plataforma de comércio social.

Outra tendência forte é que o vídeo continua crescendo e gerando amplas oportunidades de conversão. A cada dia cresce a escolha do usuário pelo YouTube para fazer pesquisas - já é o segundo maior (perdendo somente para o Google), 42% dos compradores online utilizam vídeos para pesquisar antes de comprar e 80% das visualizações na rede social são de fora dos EUA. Hoje já é possível o usuário navegar no YouTube em até 76 idiomas diferentes (o que abrange 95% dos usuários da Internet). Sem contar que o Brasil é o segundo maior consumidor de vídeos da rede social no mundo. A rede lançou versões locais em mais de 88 países.

O Facebook (incluindo o Messenger) continua a ser a plataforma social mais popular entre os americanos mais jovens e no Brasil essa força permanece, já que irá fortalecer o posicionamento e autonomia das marcas, que estão mais voltadas para um conteúdo autoral com o retorno do crescimento dos sites de marcas e empresas (muito mais que APP). Nesse sentido, ferramentas como o Facebook Instant Articles e Linkedin Pulse, que funcionam como uma espécie de bloco de notas - um mini blog - dentro dessas redes, comprova como as mídias sociais se tornaram, em si mesmas, uma verdadeira mídia e editora. Acredito que até mesmo o jornalismo convencional morreu um pouco em 2016. Para se ter uma ideia, vivemos hoje a era do "Face News", em que especialmente o público jovem se informa através da timeline do Facebook, e não dos jornais impressos e portais de veículos midiáticos. O conteúdo vai ditar o ritmo das conversões também em 2017.

Tenha uma boa flecha
Não esperem por milagres. É preciso ter realmente um produto ou serviço de qualidade, pois o novo usuário está acostumado a realizar pesquisas, buscar informações de referência da marca e opiniões de outras pessoas sobre o produto que pretende adquirir. E outra, sabe aquele velho jargão "quem não é visto não é lembrado"? Pense que hoje, quem não é encontrado nas pesquisas do Google não é lembrado. Invista no Google, mesmo que seu orçamento seja apertado.

Patrocine suas publicações ou crie anúncios no Facebook e Instagram para que seu conteúdo alcance o maior número de pessoas possível, mantenha sempre suas redes sociais atualizadas com imagens e vídeos envolventes e acompanhe diariamente os resultados de desempenho dos seus perfis. O desafio das marcas está na criação da "empatia" para conectar seres humanos de um modo mais profundo, mais intenso. 

Por: Augusto Custodio

CEO e Fundador da Agência Zoor


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