4 erros que você está cometendo no seu negócio | Mundo do Marketing

Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

4 erros que você está cometendo no seu negócio

As empresas têm enfrentado grandes desafios nos últimos tempos e muitas ainda cometem erros que corroem sua competitividade, impedindo que tenham resultados melhores

Por | 22/06/2015

pauta@arnaldorabelo.com.br

Compartilhe

As empresas têm enfrentado grandes desafios nos últimos tempos: mercado concorrido, baixo poder aquisitivo das famílias, custos crescentes, crédito caro e escasso, marcas não estabelecidas... E a lista continua. Mas ainda há muito a ser feito pelas empresas. Muitas cometem erros que corroem sua competitividade, impedindo que tenham resultados melhores. E quais são os erros mais comuns? Vamos a eles.

1. Falta de foco
Muitos produtos para muitos mercados. Este é o pecado mais comum. Muitos empresários acreditam que têm mais chance de sucesso ao oferecer um grande mix de produtos, atendendo a um público bastante amplo. Ledo engano. Nenhuma empresa sem foco prosperará, porque será mais difícil ser reconhecida em algo e perderá fatias de seu mercado para especialistas.

Empresas menores devem escolher de forma bastante seletiva um público bem específico - um nicho - e oferecer um tipo único de produto. Sendo especialista e aplicando os seus recursos em uma área tão específica, ganha força. O mercado é muito grande. Uma pequena fatia dele é suficiente para uma pequena empresa ter sucesso.

Na medida em que cresce, a empresa deve escolher se amplia sua linha de produtos, mantendo o foco no mesmo público, ou se passa a atender novos públicos com os mesmos tipos de produtos que já oferecia. Ela será uma especialista em um público ou especialista em um tipo de produto.

Como as marcas têm se orientado cada vez mais para o lifestyle do público e menos pela funcionalidade associada a ela, a opção de se especializar em um público específico - e não apenas em um tipo de produto - é a mais indicada.

2. Falta de diferenciação
Como muitas empresas se orientam pelo que os concorrentes fazem, acabam todos tendo produtos e esforços de marketing semelhantes. Com isso, constroem imagens parecidas na mente do público. E, não se enganem, a briga pelo mercado é uma batalha de percepções. Quando o público escolhe entre ofertas semelhantes, se orienta pelo melhor preço. Produtos desse tipo de tornam commodities, como feijão vendido a granel. A disputa não é entre produtos, mas entre preços. Com a briga por preços baixos, todos comprometem suas margens e muitos acabam não conseguindo se manter no mercado.

É imperativo para qualquer negócio ter um diferencial, algo que os concorrentes não tenham e que, mesmo assim, o público valorize. De preferência, deve ser difícil de imitar. Em produtos, cada vez mais é pelo design, pelo estilo e pela marca e não pela qualidade. Não porque a qualidade não seja importante, mas porque ela é necessária para todos, condição sine qua non para estar no mercado.

3. Falta de atenção ao intangível
Muitas empresas pensam: o que posso fazer no produto para ser mais competitivo? O que se faz pouco no Brasil é inovação. Não me refiro a melhorias, mas verdadeiras revoluções no produto. Isso depende de pesquisas e geração de conhecimento. Temos muito a evoluir nessa área.

Muito se pode fazer ao produto, mas às vezes já foi feito: investimentos em qualidade, matéria-prima, acabamento. Nesses casos, podemos nos tornar mais competitivos pelo que é feito fora do produto, criando outros fatores valorizados pelo público. Entre estes, destaco a marca.

Este pode ser o maior patrimônio de qualquer empresa, se ela souber construí-lo. Marcas são sinônimos de confiabilidade e reputação, mas também de um estilo de vida ou até uma causa. São fatores de autoexpressão para o público. Criam vínculos emocionais que podem motivar a compra.

Para tê-la, muito mais do que um logotipo, a empresa precisa definir um posicionamento, um conceito que sempre estará associado à marca. Tudo o que a empresa fizer terá que também expressar seu posicionamento. Persistindo neste caminho, constrói-se uma percepção de marca.

4. Falta de gestão
Por fim, as empresas precisam fazer sua lição de casa. Devem definir claramente para onde querem ir a longo prazo. Precisam comunicar às lideranças quais são os comportamentos esperados e as metas estabelecidas. Precisam criar ações que levem ao alcance dos objetivos e monitorar constantemente seu desempenho. Precisam planejar o que fazer e executar da melhor forma. Isso vale para produtos, vendas, marketing, finanças, logística etc. E continuar a fazer o que sempre foi feito é o caminho mais perigoso, porque o mundo - e o público - muda rápido. As velhas fórmulas precisam ser jogadas fora e novas precisam ser aplicadas.

Observando outras empresas, podemos aprender muito também, tanto as mais competitivas quanto as que estão com problemas, para adaptarmos seus acertos e não cometermos erros parecidos. Afinal, como já disseram, pessoas inteligentes aprendem com seus próprios erros, mas pessoas sábias aprendem com os erros dos outros.

Por: Arnaldo Rabelo

Arnaldo Rabelo é consultor em marketing estratégico, marketing infantil e licenciamento de marcas. www.novi.ly


Comentários


Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss