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Força feminina no trade marketing: mulheres em um setor masculino

Independente do quanto as mulheres ainda perdem em representatividade para a maioria masculina, o importante é destacarmos histórias de valor como exemplos de inspiração

Por | 04/12/2017

pauta@mundodomarketing.com.br

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Passei por um dos maiores desafios profissionais há dois meses: subir ao palco ao lado de quatro nomes de peso do trade marketing para mediar um painel no maior evento de trade marketing do Brasil, o AEx. A discussão colocou em pauta a representatividade da mulher especificamente no mercado de trade.

Antes de contar sobre o que discutimos, uma pausa rápida para alguns dados: entre gerentes de trade marketing, 63% são homens e 37% são mulheres. Entre CEOs e diretores, a diferença aumenta. 76% são homens, 24% são mulheres. São informações importantes. Agora, sugiro: que tal ressaltarmos exemplos de mulheres do trade marketing que são imbatíveis em todos os sentidos? É o meu objetivo com este artigo.  

Naquele dia, estavam ao meu lado Tania Miné, Fatima Merlin, Simone Terra e Ana Paula de Andrade. Os nomes dispensam apresentações para quem é da área. Compartilhamos casos e a experiência de cada uma com o trade marketing. Mais do que ouvir a opinião de pessoas que são referências, foi uma oportunidade de descobrir outras mulheres na plateia. Entre elas, a Elisangela Aciole foi quem mais me marcou.

Ela tem uma força, de longe, perceptível. Foi o que me chamou a atenção desde o momento em que ela ergueu o braço para pedir o microfone e participar da discussão durante o painel.

A Eli, como se apresenta, é empresária e tem uma agência de trade marketing em Aracaju, Sergipe. Acabou sendo entrevistada pelo Clube do Trade para contar um pouco mais sobre sua vida. A Eli é mãe de uma criança excepcional, atua como conselheira do Sebrae e como vice-presidente da Associação Comercial e empresarial de Sergipe (Acese).

Sabe aquele tipo de profissional que você imagina atendendo o telefone, respondendo e-mails e conversando com você ao mesmo tempo? É a Eli. Mas o que tudo isso tem a ver com trade marketing?

É preciso pensar nas ações a serem planejadas, considerar que o promotor está em campo naquele momento, que um alerta pode chegar para avisar sobre uma ação arrasadora da concorrência a qualquer hora, além de se lembrar de que a meta do mês ainda está longe de ser alcançada. Isso não é tudo: o shopper não está mais se comportando de determinada forma, que a partir da próxima semana a estratégia de canais vai passar a ser diferente, que o relatório precisa ser reportado ao Comercial e que a equipe de Marketing está aguardando os números da performance da nova linha de produtos.

Um profissional atuante no mercado tem que ser apaixonado por trade marketing, ter muita energia e ser multitarefas, papel que as mulheres geralmente desempenham muito bem. Talvez esse seja o principal motivo para o sucesso crescente da força feminina.

A discussão no AEx motivou outros portais a abordarem o assunto ainda durante o evento. O Mundo do Marketing, por exemplo, conversou com a supervisora de merchandising do Grupo Technos, Fabiana Moraes. Ela contou que a equipe de trade marketing da empresa é toda liderada por mulheres.

E por falar em líderes, posso citar tantos outros nomes exemplares para mim: Priscilla Mancini (gerente de execução de trade marketing Bombril), Aline Scullion (Army Live & Trade Marketing), Indianara Gonçalvez Ferreira (diretora de negócios do Grupo NVH), Daniele Motta (head de desenvolvimento de categorias Nestlé Brasil), Raquel Soler (gerente de merchandising Multilaser).

Independente do quanto as mulheres ainda perdem em representatividade no trade marketing para a maioria masculina, o importante é destacarmos histórias de valor como exemplos de inspiração. É o que pode impulsionar mudanças em problemas persistentes, como diferença salarial e o tempo médio de permanência em um mesmo cargo.

Na condição de mulher e jornalista em contato diário com trade marketing, não aposto na virada desse jogo, mas sim no equilíbrio. Profissionais devem ser valorizados independente de qualquer característica que não seja bom desempenho no trabalho. 

Por: Arielli Secco

Coordenadora de conteúdo do Clube do Trade, portal da Involves voltado para a troca de conhecimentos e experiências






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