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Dinâmica entre mídias on e offline começa a encontrar novos caminhos

O que levará as pessoas que acompanharam as Fashion Weeks mais badaladas do mundo pelo smartphone a comprar uma revista de moda que só vai trazer este assunto no mês que vem?

Por | 29/10/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Chamaram minha atenção recentemente três fatos, aparentemente sem qualquer ligação entre si, que dizem muito sobre o momento da comunicação que estamos vivendo. Sigo várias publicações tradicionais no Instagram como Vogue (de vários países), Glamurama, Madame Figaro, Harper'sBazaar, e também sigo editoras e blogueiras de moda, beleza e lifestyle. Esta foi a primeira vez que me dei conta que as semanas de moda do hemisfério norte acontecem em sequência: Nova York, Milão, Londres e Paris. Deve ser duro para as editoras e blogueiras acompanhar esse calendário, que além dos desfiles inclui ainda festas, jantares, almoços e outros eventos paralelos que exigem fôlego de atleta.

Ao fim desta maratona que durou quase um mês, percebi que eu tinha virado praticamente uma expert nas novidades do mundo fashion. Acompanhei o incrível desfile da Chanel em Paris, coberto em tempo real em 4 ou 5 perfis no Instagram com direito a vários vídeos de 15 segundos. Vi milhares de fotos de "streetstyle", ou seja, o que as pessoas "comuns" vestem para ir aos desfiles e aprendi que o tênis é uma tendência mesmo com trajes mais formais. Que as pantalonas voltaram com força total, que a palavra do momento é "normcore" etc, etc e etc.

E me pergunto: o que vai levar as pessoas que, como eu, acompanharam as Fashion Weeks mais badaladas do planeta pela telinha do smartphone, a comprar uma revista de moda que só vai trazer este assunto no mês que vem? Os puristas podem argumentar que o impresso traz uma análise mais profunda, com informações mais completas e um retrato mais fiel das tendências, mas... será que isso é tão relevante num mercado fugaz como o da moda, no qual as coisas mudam em um piscar de olhos?

Enquanto refletia sobre isso, leio que o New York Times dispensa esta semana cerca de 100 funcionários. Em nota oficial, o jornal disse que "os cortes são necessários para controlar os custos e permitir a continuidade dos investimentos na área digital do veículo". Há tempos os veículos impressos têm se debatido com questões de sobrevivência enquanto veem a circulação diminuir e os anunciantes cortarem suas verbas. O futuro do bom jornalismo é incerto; onde vamos saborear os textos dos grandes nomes da imprensa, com seu conteúdo de qualidade?

Ontem, rolando meu feed no Facebook, me deparo com o terceiro fato que motivou este texto: o Wall Street Journal, um dos inúmeros veículos que "sigo" através da rede social, promovia, naquele momento, um Q&A (Questions&Answers) sobre o vírus ebola. Os seguidores eram encorajados a postar suas dúvidas na página do jornal do Facebook e as respostas eram dadas em tempo real pela chefe da sucursal de Atlanta e pela editora de saúde do jornal. A iniciativa gerou cerca de 30 perguntas e respostas, um número ainda pequeno, mas que aponta um caminho interessante para os veículos de imprensa. Afinal, o papel da imprensa é informar - seja on ou offline - e repensar esta função, buscando dar a ela novas interpretações, pode trazer uma luz no fim do túnel.

 

Por: Andrea Janér

Diretora de Estratégia e Planejamento da Approach Comunicação Integrada


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