Artigos

Publicidade
Publicidade
Planejamento Estratégico

Como criar uma estratégia efetiva de Marketing para indústrias?

Por se tratar de um público mais nichado, os cuidados devem ser ainda mais detalhados, e é aí que muitas indústrias pecam

Por André Palis - 25/04/2022

O senso comum costuma colocar o marketing em um lugar de diálogo com o consumidor final. Faz sentido, já que é a posição mais visível e frequente do marketing. Mas ele também é de extrema importância para os mercados B2B (Business to Business), uma vez que diversos negócios trabalham diretamente com a venda de produtos ou serviços para outras empresas. 

É o caso principalmente das indústrias, que representam uma grande porção do B2B — afinal, trata-se do setor correspondente a mais de 22% do PIB brasileiro, segundo os dados de 2021 da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Como se destacar dos concorrentes quando seu público não é amplo, mas sim um pequeno grupo de tomadores de decisão dentro das companhias? Essa é uma dúvida persistente na área. E a resposta está nas estratégias distintas utilizadas na indústria, que, por sua vez, tratam de desafios também específicos.

Por exemplo, uma das dificuldades do marketing tem relação com inovações, pois é um setor bastante tradicional. Segundo o Panorama do Marketing Industrial nas Indústrias Brasileiras de 2019, realizado pela Orgânica Digital, mais da metade das indústrias participantes tem mais de dez anos de mercado. Mais de 22%, inclusive, possuem mais de três décadas! Será que a maioria acompanhou todas as novidades no marketing durante esses 30 anos?

Seja por esse ou outros apertos próprios da área, o fato é que a indústria requer estratégias pensadas para o B2B e, mais particularmente, para o segmento de cada indústria. Certas ações serão comuns entre todas, naturalmente, mas uma estrada similar não significa que todos estão dirigindo o mesmo carro, certo?

Segundo o relatório mencionado acima, a maioria das indústrias usa redes sociais como estratégia de marketing (56,2%), seguido por e-mail marketing (33,8%) e banners (29,6%). Em contrapartida, há baixo uso de tecnologias como chatbots e Inteligência Artificial (9,1%) ou de marketing de conteúdo rico, como ebooks e infográficos (10,2%).

Os mais utilizados são, de fato, estratégias importantes. Os tomadores de decisão das empresas estão nesses dois canais com alta frequência. Entretanto, elas só funcionam se for um uso bem desenvolvido. As publicações nas redes sociais estão orientadas para o público certo? São realmente os C-Levels, sócios e compradores de mercadorias recebendo os anúncios? E a base de e-mails, é constantemente limpa e renovada?

Por se tratar de um público mais nichado, esses cuidados são ainda mais detalhados, e é aí que muitas indústrias pecam com seus setores de marketing. O caminho está certo, mas a execução também precisa ser caprichada.

Já as estratégias menos utilizadas na pesquisa, poderiam trazer resultados bem interessantes. O uso de IA já se mostra impactante em todas as áreas, então seria proveitoso analisar sua aplicação na indústria. Já os materiais ricos podem funcionar muito bem em combinação com o e-mail marketing e outras estratégias mais comuns, uma vez que eles explicam a fundo processos e produtos que são de interesse do cliente.

De forma geral, o marketing para indústrias está caminhando bem, mas possui muito potencial não explorado para crescer. As estratégias são comedidas quando podem ser muito maiores. Em um mercado que luta tanto por destaque e diferenciais, não há tempo a perder; enquanto uma indústria se mantém lenta, outra pode estar prestes a despontar e ter sua marca reconhecida de forma descomunal. Eu recomendo que você seja a segunda.
 

Por: André Palis

André Palis é sócio fundador da agência full service Raccoon. Em 2021, a Raccoon passou por um processo de fusão e agora faz parte da holding global S4 Capital.