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Planejamento Estratégico

O que converte no mobile?

É de interesse de qualquer empresa investir na área, uma vez que o mobile é o modo de acesso à internet favorito dos brasileiros

Por André Palis - 24/01/2022

Enquanto o mobile domina o mercado, os aplicativos dominam o mobile. Em outras palavras, há um vasto campo de ação para o marketing digital nesse espaço, e é de interesse de qualquer empresa investir na área, uma vez que o mobile é o modo de acesso à internet favorito dos brasileiros.

Vamos aos dados: um levantamento da App Annie Intelligence apontou o País como primeiro lugar em tempo de utilização do celular no mundo todo. Em 2021, havíamos alcançado a marca de 5,4 horas de uso diário do smartphone, um número consideravelmente maior do que a média global de cerca de 2 horas e meia. Vale considerar também que houve um bom crescimento entre 2019 e o ano passado, graças à pandemia (45%).

Esse tipo de informação não choca aqueles que já estão de olho no modo de acesso dos brasileiros ao mundo online. Qualquer marketeiro digital sabe que um site, por exemplo, deve sempre ser adaptado para o uso móvel, através da responsividade. Contudo, ainda é possível aproveitar bem mais dessa tendência. Não ficar para trás é de maior importância, certamente, mas existem outros caminhos no mobile para se destacar, e todos eles apontam para os aplicativos.

As 5,4 horas diárias do smartphone são passadas sempre em algum app. Ainda de acordo com a Annie Intelligence, os aplicativos mais baixados no mundo são TikTok, YouTube, Facebook, WhatsApp e Zoom. Ou seja, em sua maioria, redes sociais. Mas existem outras categorias bem populares; CapCut, por exemplo, está em 9º e é um app de edição de fotos e vídeos.

Nesse sentido, vale a pena olhar para os aplicativos além dos mensageiros e redes sociais e observar o que se pode ganhar por meio deles. Afinal, muitos deles são uma presença constante no cotidiano dos usuários e não são tão explorados pelo marketing digital quanto poderiam.

Segundo o último Panorama Mobile Time, da Opinion Box, 60% dos brasileiros já realizaram algum tipo de compra dentro de um app. 22% também afirmaram já terem pago para baixar um app. E a busca por novidades não costuma parar: 39% dos entrevistados haviam instalado um novo aplicativo no celular nas 24 horas anteriores, e 46% fizeram o mesmo no período de um mês antes da pergunta, exceto as 24 horas prévias. Ou seja, 85% das pessoas baixam novos apps ou reinstalam os antigos todos os meses.

Como aproveitar

O uso dos aplicativos no marketing pode variar bastante, desde anúncios em vídeo até compras in-app. O modo de atuar depende principalmente da categoria em questão.

Segundo a Adaction, adtech especializada em mobile marketing, a categoria com maior índice de conversão é a de games. Isso faz sentido com o relatório da Opinion Box, que aponta 53% dos brasileiros como jogadores.

Em seguida, vêm as categorias Ferramentas e Utilitários, Lifestyle, Notícias, Produtividade; e Fotografia e Vídeo. Há uma vasta gama de possibilidades nesses espaços. Imagine trabalhar com marketing de conteúdo em um app de produtividade, por exemplo, para uma empresa que vende programas de gestão? Ou anúncios sobre equipamentos e acessórios de fotografia em um app de edição?

Por fim, vale dizer também que a própria criação de aplicativos viabiliza o marketing em mobile. Se fizer sentido para a marca, há uma série de oportunidades, como apps próprios de venda de produtos ou até carteiras digitais exclusivas.

De uma forma ou de outra, os aplicativos ocupam boa parte da atenção da população. Tenho certeza que sua empresa aproveitaria muito bem essa atenção.
 

Por: André Palis

André Palis é sócio fundador da agência full service Raccoon. Em 2021, a Raccoon passou por um processo de fusão e agora faz parte da holding global S4 Capital.