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Precisamos falar sobre os Millennials. Sabemos tudo sobre eles?

Nos últimos 10 anos grandes empresas mudaram o foco e público-alvo diante da transformação drástica de comportamento desta geração. Mas ainda é preciso entende-la

Por | 10/07/2017

pauta@mundodomarketing.com.br

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O futuro, o passado e o presente nunca foram e nunca serão iguais. E esse raciocínio se aplica às gerações. Os nossos avós cresceram em uma época em que a informação, o contato, a globalização e a tecnologia se desenvolviam lentamente. Eles não conheciam, por exemplo, tantos grupos musicais como nós conhecemos. Nós escutamos uma variedade tão grande de artistas de diferentes estilos que temos nossas próprias bandas preferidas - e que às vezes "ninguém conhece". E para achar essas bandas "desconhecidas", bastam alguns cliques atrás da tela do seu smartphone ou notebook. Em uma única busca conseguimos encontrar 25 bandas que surgiram ontem na Malásia. Hoje tudo é muito fácil e rápido.

O mundo inteiro pensa e age de forma diferente de 20 ou 30 anos atrás. Até a forma como enxergamos a vida é distinta. Às vezes me pego lendo e discutindo artigos e reportagens que difamam os tais dos Millenials. Se você não sabe quem são eles, pergunte à alguns, geralmente nascidos entre 1980 e meados dos anos 2000.

O primeiro ponto é que não há como negar: somos simplesmente viciados em tecnologia. Vivemos na mesma intensidade em que a bateria do nosso celular se descarrega, sempre correndo atrás de uma tomada e desesperados pela senha do Wifi. Não conseguimos manter a atenção em uma tarefa por mais de 8 segundos, não importa quão interessante ela seja. Isso acontece porque somos bombardeados 24 horas por um milhão de informações, pixels, definições, sensações e experiências. E, apesar de tudo isso, se você for rápido pode acompanhar o nosso ritmo e aprender muito com a gente.

Ditamos tendências
Nos últimos 10 anos grandes empresas mudaram o foco e público-alvo diante da transformação drástica de comportamento da nossa geração. Hoje representamos dois terços do quadro de colaboradores das empresas, segundo pesquisa realizada pela PwC. Estamos mudando o mundo, trazendo muitas críticas e questionamentos pertinentes, não acha? Nós exigimos que as campanhas sejam fundamentadas em responsabilidade social. O mínimo que queremos antes de comprar um produto é nos identificar com os ideais que ele comunica. Para nós, comprar é um ato político, pois exercemos as nossas escolhas baseadas em nossas próprias ideias. E considerando o crescimento da nossa força e do nosso poder de compra, as empresas começaram a repensar seus posicionamentos.

Detestamos os mentes-fechadas. Com a mente sempre ativa no modo aberto, cansamos de viver com a razão e passamos a nos questionar mais, sempre em busca de mudanças e diversos pontos de vista. 

Não toleramos mais empresas não sustentáveis, buscamos entender mais as minorias, somos mais responsáveis com a humanidade do que as gerações anteriores, não ligamos se você tem ou não tatuagem, buscamos resultados e não horas "trabalhadas". Diria que nos afastamos das mentes fechadas e nos aproximamos do futuro.

Somos menos materialistas
Um estudo recente da universidade de Harvard mostra que 51% dos jovens entre 18 e 29 anos não apoia o sistema capitalista. Porém, te garanto que mesmo tendo nossos iPhones, o moletom mais raro da Supreme, o carro mais descolado "do rolê", trocaríamos todos esses bens materiais por uma Eurotrip de 30 dias em busca de novas experiências. Trocaríamos um curso tradicional de Photoshop por um Workshop sobre "Como ter melhores conversas", na The School of Life. Segundo os escritores John Gerzema e Michael D´Antonio, "87,5% dos Millennials discordam da afirmação: `dinheiro é a melhor medida de sucesso´."

Tudo isso por quê? Por acreditarmos que o que nós somos se sobrepõe ao que nós temos. E quando nos conhecemos, o "ter" vira consequência, e não razão.

Desacredita? Somos a faixa etária mais expressiva no mercado de trabalho. Globalmente, temos um poder de compra de quase 3 trilhões. Sabe quantos zeros possuem 3 TRILHÕES? Segundo a consultoria Booz Allen, nós representamos 44% da população economicamente ativa do país, movimentando R$ 268 bilhões. Acho que isso já seria um bom motivo para as empresas nos enxergarem com novos olhos e tentarem aprender um pouco mais com a gente. Para nós, sucesso é muito mais do que horas extras trabalhadas e bens materiais. O nosso sucesso virá da nossa realização pessoal e das experiências que estamos adquirindo a partir da nossa criatividade. São as nossas ideias que desafiarão as gerações passadas e a nós mesmos por muito tempo.

Por: André Iosolini

Interactions Specialist da Fri.to






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