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Clubhouse - Tenho um convite para você

Rede social combina diferentes funcionalidades e tem atraído atenção dos usuários repentinamente

Por Anderson Palma - 05/02/2021

De vez em quando surgem uns aplicativos que acabam chamando a nossa atenção. Às vezes, é por uma feature do app que facilita ou resolve algum problema da nossa vida, as vezes porque alguém falou sobre ele.No caso do Clubhouse, é pelos dois motivos. Mas eu quero saber, porque você não está lá ainda? A resposta direta para essa pergunta é bem mais curta do que você poderia imaginar. 

1- Porque você não tem um iphone, ou...

2- Porque você ainda não foi convidado, ou até...

3- Porque você não entendeu o quanto isso é importante.

É isso. Eu poderia terminar esse texto aqui, porque, fora isso, não vejo motivos para você não estar no Clubhouse ainda.

Bateu a curiosidade, né? Então, deixa eu te explicar que #$% é esse tal de Clubhouse?

O que é o Clubhouse 

 

É uma rede social, como qualquer outra, só que não…

A analogia mais próxima que consigo fazer é o de um um programa de rádio onde os convidados aparecem de forma espontânea e que rola enquanto as pessoas da sala estiverem a fim de participar. Eu compararia também com um podcast aberto, onde qualquer um pode acessar salas de bate papo (tipo aquelas do uol antigas) para participar (moderar, ouvir ou falar) sobre os assuntos mais diversos. 

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Pense nele como um mix de sala de Zoom (sem chat escrito) + Podcast + Twitter + Painel de evento ao vivo + Programa de rádio. E se você quiser, também pode pular pra um papo de aúdio ao vivo com alguém que está na plataforma. Na real, é como se você estivesse em uma rodinha de conversa em uma festa, e por aí dá pra imaginar o tamanho do apêlo, especialmente em um momento de afastamento social como o que vivemos.

Nossa, mas eu já odeio áudio do Whatsapp, porque outro app de áudio seria diferente?

A parte mais bacana dessa nova rede social é que você pode ter acesso a pessoas que você não teria de outra forma, como se fosse uma mesa de bar (sem a parte da ceva). Então, não tem limite de palco e plateia, todos são bem vindos a participar (dentro dos limites da plataforma) e todo mundo consegue escutar o papo que tá rolando.

Outra coisa que diferencia o Clubhouse de outras redes sociais é que, depois de entrar em uma sala, não precisar olhar a tela para participar. Ou seja, você pode estar fazendo outras coisas enquanto interage com o app. Pois é, eu falei, rádio. Pensando bem, essa nem é a parte mais interessante. O fato de não ter maquiagem, haters ou posers começou a atrair muita gente importante a fim de discutir de forma aberta e franca coisas realmente importantes no mundo.

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No meu caso, no mundo do marketing, do empreendedorismo e do Growth, né (apesar de ter gente até dando a luz ao vivo por lá)?

Te dou um exemplo.

Ontem, escutei um papo com o Kim Dotcom (sim, o founder do Megaupload) sobre disrupção, de um papo onde 57 pessoas falavam, e tinha na platéia Mark Zuckerberg (CEO do Facebook), Dave Mcclure (da 500 Startups) e Mark Cuban (do Shark Tank), fora outros nomes como Oprah, Ashton Kutcher, Van Jones, Chris Rock e Elon Musk que são figurinhas carimbadas na rede.

 

Outros papos de Marketing e Growth com Flávio Augusto (Wiseup), Pedro Sobral (Comunidade Sobral), Thiago Nigro (Primo Rico), Tiago Reis (aqui da Suno), Rodrigo Noll (Base Viral), Marc Tawill (Tawil Comunicação), Matheus Emboava (Kmaleon) e 300 outros caras muito feras. 

 

Uma dessas conversas começou às 11h da manhã, eu entrei às 22h e quando saí às 3am, ainda estava rolando. Resumão, conversa boa não vai faltar.

Responsabilidade
Os Termos de Uso do Clubhouse são um show à parte. Se alguém for expulso de uma sala por algo mais pesado, como racismo, por exemplo, a pessoa e a pessoa que convidou ela podem ser expulsos para sempre da plataforma.  Sim, é isso mesmo, se você convida alguém, você se responsabiliza também pela pessoa. Então, ser hater ali não se paga. 

Ainda ontem, ouvi dizer que teve influencer famoso que entrou em sala grande pra mandar todo mundo a $%&* e foi expulso da sala. Não vou dizer quem e nem a fonte porque essa parte já é fofoca e nenhum papo de lá é gravado (isso mesmo, não deixa rastros), ou seja, nem dá pra provar… Mas, sinceramente, acho que existe uma grande chance de autorregulação por conta dessa maneira de funcionamento. 

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Já ouviu falar do Fear Of Missing Out?

Esse print saiu de um conhecido em um grupo de Whatsapp, e, apesar de saber que era brincadeira, esconde um fundo de verdade: Quem não tem iPhone, tá no mínimo curioso! Pois é, a galera do Clubhouse é especialista em psicologia e entende bem demais de Gatilhos Mentais, como os Gatilhos da Exclusividade, Escassez e outras técnicas como as da Indicação, que eu inclusive eu abordo em outros papos aqui. Mas para você ter uma ideia, o público está tão eufórico e com vontade de participar que tem gente vendendo e até sorteando convite e gente.

 

E não é pra menos, o medo de ficar de fora é real, já que a efemeridade da plataforma é enorme, principalmente por nada ser gravado e as transcrições do papo não ficarem gravadas, então você tem que estar lá para não perder o que está acontecendo em tempo real. Assim, as pessoas são incentivadas a passar mais tempo no app e faz com que a conversa pareça mais com uma conversa cara a cara offline.

O hype é tão grande que teve até empresa com nome parecido se beneficiando. Uma empresa de gerenciamento de projetos chamada Clubhouse está tendo instalação recorde do seu app (na play store) aumentada absurdamente por conta dessa procura.

Outra empresa, listada na bolsa americana, a Clubhouse Media Group, que fornece tratamento médico, pesquisa científica, ensino e serviços de saúde teve aumento de 83% nas suas ações. 

Ah, senhor mercado, que bola fora…

Mas é isso, não dá para ser um grande hype se não tiver calafrios, corrido do ouro e desinformação não é mesmo? Por outro lado, qual a chance de você ter acesso a bilionários, gente comum, famosa e Ídolos de vários ecossistemas diferentes, dando atenção para você?

Marcas e Monetização

Pois é, eu posso me estender bastante sobre esse assunto, mas a real é que ninguém sabe ainda como fazer para monetizar (além de vender convites ou falar da sua empresa enquanto está falando) ou como usar isso para vender suas marcas em escala.

É bem claro que a ferramenta não foi feita para isso, mas sim para manter um relacionamento, uma conversa real entre os participantes, sem patrocínios ou gente explorando influencers, mas até quando ela consegue sobreviver sem incluir as marcas na conversa?

Pra concluir

Acho importante dizer que não sou pago pelo Clubhouse para falar bem deles (aliás, Clubhouse, tô aceitando patrocínio, rss) mas o app também tem pontos negativos, que ainda podem ser corrigidos, claro, afinal ainda estão em beta. Aliás, tenho alguns pontos importantes que nem são realmente negativos, são mais uma questão de preocupação. 

- Por quanto tempo a plataforma vai permanecer assim, tão democrática e com papos tão abertos? 

- Será possível manter o nível de discussão ao longo do tempo? 

- Como vou dar atenção pras minhas filhas estando em um papo às 3 da manhã com titio Zuck e titio Elon ali do lado? 

... E como eu consigo o meu convite? Bom, essa é a graça da ferramenta. Nesse momento ela só funciona por convite e eles são muito exclusivos. Cada pessoa recebe inicialmente apenas 2. Então, o negócio é baixar o app para entrar na fila de espera ou aguardar alguém te convidar. E antes que você pergunte, os meus já foram! Mas espero te encontrar logo!

Não tenho convites para distribuir, mas se você já estiver na plataforma, meu convite é para me seguir e aí a gente bate um papo, o que acha?

Estou no Clubhouse, no insta, Twitter, Facebook, LinkedIn e onde mais imaginar como @anderpalma!

Quem recomendamos seguir no Club House: 

@anderpalma

@emboavamatheus

@brunomellomkt

Por: Anderson Palma

Partner | Diretor de inovação & Projetos de Crescimento | Suno Research