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Era uma vez um gigante chinês...

Comprar sempre é sobre ir até uma loja ou fazer a escolha e o pagamento online, certo? Na NRF 2019 ficou claro que o online e que o offline não são os únicos formatos existentes

Por | 17/01/2019

anap@marcoconsultora.com

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Atualmente, a escolha de grande parte dos consumidores é pelo recebimento das suas compras na porta de casa, o que significa "espremer" o varejo tradicional. Mas, nem tudo o e-commerce consegue entregar e é por isso que o cliente continua indo sim até as lojas físicas. Entretanto, no fundo, se considerarmos apenas essas opções a experiência pode ser frustrante e decepcionante.

É por isso que durante a NRF 2019 ficou bem claro que o online e que o offline não são os únicos formatos existentes. Na China um novo modelo de varejo vem aparecendo e quem está promovendo essa rápida evolução é nada mais nada menos que a gigante Alibaba, um dos mais conhecidos marketplaces on line do mundo, combinando o que existe de melhor dos dois universos. Eles foram os grandes protagonistas do principal evento de consumo do mundo falando não apenas sobre os desafios da expansão para novos mercados, mas também transformando tudo aquilo o que conhecíamos como fórmula de sucesso hoje.

Para eles, o futuro não significa a dominação total do e-commerce, mas sim a completa digitalização de todo o comércio como a chave para salvar o varejo tradicional. Esse é movimento batizado internamente de "o novo varejo". Isso, assim de forma bem simples e ao pé da letra!

É isso, por exemplo, que está ajudando o mercado alimentar a se adaptar à nova dinâmica que pendem os consumidores por meio de aplicações e experiências surpreendentes e criativas!

Vamos ser sinceros: poucos de nós realmente gosta da experiência de compra de um supermercado tradicional, mas este tipo de compra no ambiente online também não é ideal. Você quer tocar e escolher produtos de última hora e nem sempre você pode receber uma compra de mês em casa, por exemplo! Na China, o supermercado Hema (propriedade do Alibaba) já é tão popular e preferidos dos chineses que as pessoas passaram a escolher onde morar de acordo com a localização de uma das unidades abertas. Trata-se de uma loja construída do zero e já planejada neste novo cenário de disrrupção digital. Ela é tão atraente em termos de experiências que os consumidores querem, desejam mesmo, ir e comprar seus alimentos. É possível potencializar a sua jornada por meio do próprio celular ao escanear os itens para ter todas as informações sobre ele: preço, validade, índices nutricionais ou ainda o modo de preparo de receitas, sugestões relacionadas etc. E que tal comprar seu peixe literalmente fresco? Escolha no aquário qual lagosta te parece mais apetitosa. Eles retiram da água o animal ainda vivo e logo encaminham para ser preparado. Você pode receber em casa em até 30 minutos se morar no raio de 3km de uma loja ou então um robô traz a sua comida até a mesa quando estiver pronta.

A mesma lógica vale para quando você decide comprar um carro novo e não sabe ao certo qual marca quer. Quantos finais de semana dedicados a rodar as concessionarias para conhecer os modelos e falar com dezenas de vendedores que tentam a todo custo te convencer que aquele é o modelo ideal? E se bastasse visitar somente um grande "vending machine", com várias telas digitais equipadas com realidade virtual e aumentada para poder experimentar, comparar e cruzar as opções disponíveis de marcas e modelos, cruzar com informações do seu perfil e fazer projeções de pagamento? Ou seja, tudo o que precisa para afunilar as opções de compra para, então, ir direto às suas opções favoritas de compra. Aqui cabe também um paralelo bastante interessante: um dos carros mais desejados atualmente, o nosso querido Tesla, quebrou o status quó ao ser vendido somente pela internet e atualmente conta com filas e filas para ser comprado. Quando há tempos atrás imaginaríamos essa categoria sendo comprada desta forma?

Falamos de shoppings também! Sim, aqueles conglomerados de lojas que estão assombrados a desaparecer, Bem, o certo é que eles não irão desaparecer, mas sim se transformar! Você pode ver de perto lojas e produtos, tocar e experimentar se quiser. Mas, se por algum motivo você não desejar levar o produto na hora ou não encontrar aquela blusa preta ideal no seu tamanho, é possível simplesmente buscar o produto em uma prateleira digital, scanear com o seu celular e esperá-lo em casa sem nunca ter falado com um vendedor ou sequer tocado na carteira ou no cartão de crédito. A ida ao banheiro também pode ser divertida. Você pode experimentar vários tipos de maquiagens no espelho digital de maneira virtual. E se você assistiu a um anúncio ou mesmo um clipe musical e gostou do estilo de roupas da sua artista POP favorita, imagine então rodá-lo em frente a uma tela que buscará para você lojas e marcas dispostas nos corredores com produtos iguais ou similares com informações de onde e por quanto dá para adquirir. Mas, não se preocupe! É claro que uma opção é ir até o estabelecimento para provar e a outra é já pode comprar diretamente no seu smartphone e esperar no conforto do seu lar.

E agora em uma proporção menor: uma loja de conveniência, aquela de bairro que se dedica a atender a comunidade local. Ela pode ter acesso a dados analíticos de seus estoques e, com base no conhecimento dos hábitos de seus clientes, saber exatamente quais produtos deve comprar, com qual quantidade de dias de reserva e que preço praticar de acordo, muitas vezes, com cada consumidor pelas ofertas especializadas. A chance de você encontrar sempre o que quer e em um valor adequado faz com que haja maior fidelidade.

As possibilidades do novo varejo são ilimitadas, uma vez que você rompe as barreiras dos ambientes online e offline e imagina tudo com base no que os consumidores realmente querem experimentar e comprar. O segredo para salvar o varejo tradicional é esquecer completamente a tradição!

Por: Ana Paula Andrade

Ana Paula Andrade é country manager da Marco Marketing Brasil, empresa com 20 anos de mercado e especializada em Field Marketing. A executiva está acompanhando a NRF 2019 e escreveu este artigo exclusivo para o Mundo do Marketing


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