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Diversidade é o presente e o futuro para o consumo

Incorporar práticas que abranjam a pluralidade, a multiplicidade e a intersecção de diferenças traz resultados positivos em um país de múltiplos perfis e etnias

Por | 12/09/2018

anap@marcoconsultora.com

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O varejo brasileiro e mundial tem enfrentado os mais variados desafios para se conectar com o presente e o futuro. Muito se fala sobre a inteligência, sobre a gestão de dados e sobre o avanço da tecnologia por meio de aplicações de realidade virtual, por exemplo, mas a grande verdade é que todas as disciplinas ligadas à dinâmica do consumo, como o marketing, estão diante de uma revolução humana. Esse processo é guiado, principalmente, pela inquietação trazida pela geração Millennial, que se preocupa muito mais com o "fim do mundo" do que com o "fim do mês" e que, por isso, se relaciona muito mais profundamente com a noção de propósito.

E é nesse contexto que uma preocupação que estava adormecida no subsolo das companhias começa a ganhar destaque. É a diversidade e suas questões do dia a dia, como, por exemplo, como trabalhar ações de conscientização com equipes de campo que lidam rotineiramente com pessoas dos mais variados estilos, perfis e necessidades.

A realidade de que o nosso mercado ainda não está preparado para lidar com a diversidade é traduzida em uma pesquisa realizada pela Croma Solutions, que leva em conta o olhar para o público LGBT+, negros e PcDs, por exemplo. Dentre os entrevistados, 88% concorda que as lojas física e online no Brasil não oferecem estruturas preparadas para atender pessoas com deficiências, 70% aponta que o atendimento de vendedores e call centers ainda está muito aquém da necessidade desse grupo, 53% acredita que as marcas deveriam ter propagandas específicas para elas e 59% diz que produtos e serviços deveriam ser desenvolvidos para esse público.

Olha o grande nicho de mercado aí. O consumo precisa se adaptar aos novos tempos, quebrar os paradigmas que se apresentam, entender que lidar com o desconhecido também faz parte do processo de aprendizagem e crescimento. A sociedade brasileira abrange uma população de várias cores, etnias, religiões e gêneros e, assim, as companhias não podem se posicionar a margem dessa discussão. Sabemos que para prosperar é preciso entregar resultado financeiro, mas para sobreviver no cenário atual apenas isso não basta. É necessário também mostrar seu impacto positivo para a sociedade. Ou seja, incorporar práticas que abranjam a pluralidade, a multiplicidade e a intersecção de diferenças.

Desde a criação de produtos e serviços até a forma como acontece a comunicação no ponto de venda. Em tudo deve ficar evidente a construção de um ambiente diversificado e inclusivo. Mais ainda, é preciso investir em treinamento. Seja da equipe interna, que precisa se despir de conceitos pré-concebidos para encarar o novo e as necessidades do outro. Seja dos profissionais que se relacionam diretamente com os consumidores. Um vendedor com a habilidade de se conectar emocionalmente com seu público-alvo tem muito mais probabilidade de oferecer o que realmente lhe convém.

Isso deve ser levado em consideração por todos os elos (desde a indústria, até o canal) porque, no final do dia, o que vale não é apenas a venda por si só, mas o ato de ter resolvido problemas, de ter satisfeito desejos e de cobrir necessidades. Isso é o que gera fidelidade e isso é o que promove a sensação de respeito e de ser tratado de maneira individual, com transparência e com propósito na relação.

Por outro lado, inserir a diversidade na pauta de temas estratégicos para os negócios também reflete no ambiente interno. Estabelecer princípios em relação ao tema mostra que isso é algo relevante para a organização e colabora para que cada um seja incentivado a apresentar novas ideias, buscando soluções diferenciadas para os problemas do dia a dia.

Os principais nomes do varejo já entenderam que o mercado converge para delinear um mundo que seja único, totalmente integrado e conveniente para o consumidor. Entretanto, a diversidade, a quebra de barreiras e as condições para que todos, sem exceção, possam usufruir de tudo que eles possibilitam é algo que permitirá colocar aqueles que a encaram de forma intrínseca à estratégia na vanguarda, passando seu posicionamento da tendência para os espaços de liderança.

Por: Ana Paula Andrade

Ana Paula Andrade é country manager da Marco Marketing Brasil, empresa com 20 anos de mercado e especializada em Field Marketing. A executiva está acompanhando a NRF 2018 e escreveu este artigo exclusivo para o Mundo do Marketing


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