Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade Publicidade Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

Pronto para mudanças?

Nossa vida virou um jogo de improviso e adaptação. Nunca tantas mudanças aconteceram ao mesmo tempo. No mundo corporativo, sobreviverá quem tiver a maior capacidade de adaptação

Por | 15/07/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

Compartilhe

Se imagine num jogo de improviso. Um palhaço dita as regras e quando você começa a aprender a jogar, ele buzina e grita "troca". Aí vem uma nova regra, e quando você está começando a aprender a jogar, vem a maldita buzina - "troca". Para a grande maioria este cenário assusta. Alguns têm vontade de sair pela lateral na hora que não tiver ninguém olhando. Outros brigariam com o palhaço. Seja como for, nossa vida já virou um jogo de improviso e adaptação - nunca tantas mudanças aconteceram ao mesmo tempo. No mundo corporativo, sobreviverá quem tiver a maior capacidade de adaptação.

Nas décadas de 1980, 1990 e 2000, as grandes mudanças aconteciam em longos ciclos e envolviam a corporação como um todo - centralização, descentralização, produção enxuta, downsizing, implantação de ERP. Hoje as grandes mudanças acontecem com maior frequência, junto de uma infinidade de pequenas mudanças - novos paradigmas, fusão de categorias, reinvenção de negócios, crescimento de substitutos, aquisições impensáveis - tudo ao mesmo tempo. Por enquanto, a característica da contemporaneidade é a mudança constante.

A revolução industrial aparece como grande marco (quase indiscutível) da mudança das estruturas produtiva, familiar e social. A vida começou a respeitar os tempos da fábrica e a sociedade se moldou a essa nova realidade. As principais teorias da Administração e do Marketing foram escritas considerando o mundo criado pela revolução industrial. Nas últimas décadas algumas revoluções paralelas surgiram e se desenvolveram simultaneamente. Como estamos ainda passando pela mudança, ainda não existe uma clareza e consenso da fase iniciada.

Alguns autores valorizam a tecnologia e batizam a nova era como Revolução Digital. A tecnologia passa a ser o viabilizador do "empoderamento" do usuário que passaria de consumidor para gerador de informação - user generated content (UGC), sociedade em rede, geração e troca de informação. Outros autores enaltecem o conteúdo e para estes iniciamos a Era do Conhecimento. A evolução tecnológica seria então um viabilizador para a troca e aprendizado. A construção de conhecimento seria o meio e o fim. Por fim, os pensadores da Pós-Modernidade têm o consenso que não nascemos, não crescemos, não casamos, não trabalhamos, não pensamos, não vivemos e não morremos mais como antes, mas assumem que ainda estamos em uma fase de transição - e ao negar a modernidade, batizam esse momento de pós-modernidade. Não temos mais ídolos e causas para morrer por, não acreditamos mais nas instituições tradicionais (País, Igreja, Empresa) e nós voltamos para o que nos parece mais importante (a Família e o Indivíduo). Carentes de ícones, deixamos as marcas ocuparem mais espaço na definição de quem somos nós - mas mantemos um ceticismo saudável frente a suas promessas.

Independente de qual prisma se olhe, convivemos com paradoxos - somos globalizados, mas temos de criar a proximidade da lojinha do bairro; buscamos escala e customização ao mesmo tempo; queremos diferenciação, mas desde que com baixo custo; somos apaixonados pelas marcas, mas céticos com suas promessas. Vivemos num mundo de verdades transitórias e a máxima do casamento nunca fez tanto sentido - que seja eterno enquanto dure.

Para o gestor de marketing, viver esse com os paradoxos significa ser especialista e generalista, o que envolve principalmente 4 grandes pontos:

1. Aliar a profundidade do conhecimento funcional como uma visão holística sobre a empresa, consumidores e mundo.

2. Entender dos detalhes do portfólio, concorrentes e categoria, mas ter uma visão sobre benchmarking e alta capacidade de pensamento lateral.

3. Ter a visão estratégica, ser um líder inspirador e garantir uma execução sem falhas.

4. Formular as perguntas não óbvias, buscar a certeza nas informações, interpretá-las com criatividade e saber lidar e decidir mesmo com a dúvida.

Desta forma, estar pronto para mudanças virou uma das principais habilidades do gestor contemporâneo. Mais do que apenas estar aberto para o novo, é necessário pensar a mudança em termos de processo (o que precisa ser feito de forma sistemática), pessoas (sem elas não existe mudança) e estruturas (como moldar a organização para que a mudança proposta ocorra).

Estar pronto para mudanças significa compreender que a mudança é o novo jogo, aceitar o "aprender fazendo" e viver como beta eterno. Estar pronto para a mudança é abraçar o novo, entrar no jogo e parar de culpar o palhaço e sua buzina.

E você, está pronto para mudanças?

Por: Alexandre Salvador

Professor de cursos de pós-graduação e MBA, incluindo ESPM, FIA e FGV. Doutorando e Pesquisador na área de Gestão de Crise e Educação em Marketing pela FEA/USP


Comentários


Publicidade

Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss