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As ondas passam e o mar fica

O que buscam os alunos e pós-graduação x o que eles realmente precisam. Base dá autonomia para o profissional continuar atualizado mesmo com as mudanças das ferramentas

Por | 04/06/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Globalização, conectividade, big data. Tudo muda cada vez mais rápido. O desafio é se manter atualizado e conhecer os novos conceitos de marketing uma vez que os conceitos antigos já estão ultrapassados, certo? Não. Não mesmo. Um bom conceito não perde validade tão facilmente. Ele continua sendo aplicável pelo uso de diferentes ferramentas.

Conversando com alunos de pós-graduação e MBA tenho percebido que muitos aprenderam os conceitos com superficialidade em suas graduações por ainda não terem clareza da sua importância e aplicação futura. Depois, aprenderam Marketing na prática em seus estágios e primeiros empregos, com muito foco na aplicação das ferramentas (demanda do momento), mas sem questionar a base conceitual sob a ferramenta.

Com as mudanças de ambiente e com a repetição da aplicação, algumas ferramentas perdem eficiência e então sobra a sensação que o mundo mudou e o Marketing antigo não vale mais. Os profissionais buscam então cursos de atualização para aprenderem um novo Marketing e é neste momento onde o profissional tem contexto e sabe da importância daquilo que é ensinado, que o conteúdo transferido pode fazer muita diferença.

  • Quando falamos em pesquisas em redes digitais, ferramentas como SCUP são incríveis para identificação de grupos e comportamentos frente a produtos e marcas. Com aumento das comunidades virtuais, a investigação do comportamento online virou, ao mesmo tempo, uma oportunidade e uma necessidade. A netnografia se propõem a estudar o comportamento de grupos pela observação de seu comportamento em seu ambiente natural. Nesse sentido, a netnografia bebe das fontes da etnografia que tem a característica de minimizar os vieses de mudanças de comportamento ao não extrair o objeto de estudo de seu habitat, como ocorre com grupos de pesquisas. Conhecer sobre etnografia dá base sólida para aprofundar o conhecimento em formas de pesquisas em comunidades, sejam elas digitais ou não.
     
  • Big Data é o termo do momento. Temos informações em volume, velocidade e variedade como nunca tivemos. Contudo, muitos conceitos base para seu entendimento vem de business intelligence e datam do final da década de 1980 e 1990. Berenson, ao falar sobre a necessidade de sistemas de informação, explica que (i) a redução do ciclo de vida dos produtos demanda mais precisão na tomada de decisões sobre o mix de marketing dada a necessidade de busca de retorno em menor espaço temporal, (ii) a cenário competitivo acirrado cobra dos decisores assertividade na tomada de decisão, sendo chave para isso um robusto sistema de informação e (iii) as mudanças tecnológicas passariam a exigir um novo perfil do profissional de marketing, o que faria deste profissional pronto para lidar com as novas tecnologias um profissional escasso e disputado. Isso não poderia ser mais atual, mesmo tendo sido escrito em 1969, num contexto de aparecimento dos sistemas de informação de marketing. 
     
  • O capítulo sobre CRM dos livros de marketing vem ganhando cada vez mais destaque, mas os principais conceitos já estavam lá. Os produtos continuam sendo produtos, contudo cada vez mais os bens apresentam maior participação de fatias de serviços (e vice versa). As teorias sobre precificação e distribuição continuam válidas e requerem adaptação da aplicação uma vez que a arena competitiva está mudando para a palma da mão.

Voltando aos nossos alunos, cursos extremamente práticos e aplicados darão ao aluno a sensação de Popeye com sessões dinâmicas e muita, muita ferramenta para ser aplicada amanhã no trabalho. Contudo, os deixarão dependentes de outra dose assim que o ambiente mudar novamente. Cursos predominantemente teóricos darão sono no profissional após a jornada de trabalho e, por mais que dotados de conteúdo relevante, podem ter assimilação prejudicada pela falta capacidade de despertar o interesse.

Uma aula de pós com bom equilíbrio de teoria e prática não só desperta o interesse pela facilidade de visualização da aplicação, como cria uma base de autonomia para o profissional continuar atualizado mesmo com as mudanças das ferramentas (ele sabe como o mundo funciona).

Novas ferramentas fascinam, mas boas teorias garantem o entendimento das relações de causa e efeito e a autonomia de se manter atualizado. Assim como devemos fazer no mar, busquemos o equilíbrio.

Tendências, Profissão, Profissional de Marketing, Pós-Graduação

Por: Alexandre Salvador

Professor de cursos de pós-graduação e MBA, incluindo ESPM, FIA e FGV. Doutorando e Pesquisador na área de Gestão de Crise e Educação em Marketing pela FEA/USP


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