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As instituições de ensino superior ainda são um bom negócio?

É claro, mas não declarável publicamente, que a febre da educação, especialmente do ensino superior privado, está apenas começando. Vejamos alguns dados

Por | 19/09/2013

pauta@mundodomarketing.com.br

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Contrariando a opinião de alguns especialistas, tudo indica que sim, são um excelente negócio. Ainda há cartas na mesa. Instituições (algumas bastante tradicionais) sendo vendidas, ou adquiridas por grupos de investidores buscando negócios promissores. Um conhecido jogo de monopólio e empurra-empurra para ver quem fica com o maior pedaço do bolo.

Vamos aos fatos
- O último Censo Educacional do Mec, com os resultados de 2011, revelou um ligeiro aumento no número de instituições em relação ao relatório anterior.  Um total de 5.746.762 alunos estão matriculados no ensino presencial e 992.927 na educação a distância;

- Os números mostram que, no período 2010-2011, a matrícula em cursos de graduação cresceu 8% na rede pública e 5% na rede privada;

- O percentual de estudantes entre 18 e 24, que cursam ou já cursaram o ensino superior é de, acredite, apenas 17%;

- É crescente e diversificada necessidade das empresas brasileiras de mão de obra mais especializada, mais qualificada. Estas organizações, de visão, muitas vezes buscam soluções próprias para qualificar sua mão de obra, através de universidades corporativas;

- Os incentivos e financiamentos estudantis, públicos ou privados estão mais acessíveis para quem quiser estudar;

- Novos cursos estão surgindo a cada ano. Profissões que precisariam ser explicadas às gerações anteriores como social media, gerente de inteligência de marketing, desenvolvedor gráfico e por aí vai. Isso sem mencionar cursos rápidos, on-line, gratuitos.

- A oferta de vagas que historicamente, esteve localizada em cursos de bacharelado e na modalidade de ensino presencial volta-se para o ensino a distância. Do total de matriculados no ensino superior, esta modalidade já representa 15%. Era de 2% em 2005. Fica evidente que o crescimento desses cursos, indicam a necessidade de respostas mais rápidas para a formação de profissionais.

É claro, mas não declarável publicamente, que a febre da educação, especialmente do ensino superior está apenas começando. Nosso País acabou de acordar para os benefícios da formação e da educação. E esse sono durou séculos!

Mas, e como sempre há um mas, fica na mão dos mantenedores e novos acionistas do segmento, a herança de estudantes com péssima formação na educação básica. O Brasil é um dos países piores avaliados no PISA, exame mais reputado da educação básica no mundo (60ª posição).

Falta falar ainda da deficiência na formação mais abrangente, humanística, histórica, social, enfim, a educação verdadeira. Mas isso fica para a próxima.

Por: Alexandre Rodriguez

Mestre em Administração pela Puc-SP e especialista em marketing educacional






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