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Marketing e Mídia Social: um momento de reflexão da publicidade

Num mercado de redução de lucratividade e de alta competitividade, as agências maiores estão optando por adquirir agências digitais

Por | 04/02/2011

pauta@mundodomarketing.com.br

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Por Agenor Burla*

Em todos os segmentos empresariais, a operacionalização de produtos e serviços em série e a automação, como estratégias de redução de preços de venda e custos, convivem quotidianamente com a expectativa de atender clientes cada vez mais exigentes, ávidos por serviços e produtos personalizados. Tais expectativas têm sido também percebidas nos meios de comunicação e publicidade.

Em seu artigo "Agências profissionalizam RH para reter talentos" em Meio & Mensagem de 25 de outubro de 2010, Guilherme Felitti, analisando o mercado de trabalho das agências de publicidade, com destaque para aquelas mais tradicionais, informa que entre as estratégias de retenção de talentos está em a oferecer "empregos com carteira assinada", como resposta à investida dos clientes, visto que "Os anunciantes sempre tiveram plano de carreira, mas a publicidade sempre foi mais informal", numa citação à consultora Ana Leme da The Talent Business.

No aspecto RH, ele cita ainda uma constatação de Joseph Teperman, da Michael Page, acerca do "Aumento do número de publicitários contratados em regime de CLT." Segundo Teperman, "Há dois ou três anos, era raro ver empregos CLT na publicidade nacional." Por fim, destaca-se ainda uma manifestação de Cyd Alvarez, Presidente da ABP e da NBS, que afirma ser necessário revolucionar a estrutura das agências e que a questão de gestão passou a ser crucial. "O dinheiro não pode mais escorrer pela má administração das agências", diz Cyd.

É neste ambiente de 1- acirramento de competitividade, 2- aumento de custos, via regularização dos vínculos com os colaboradores e 3- redução do valor das receitas, que a atividade de marketing e publicidade em mídia social dá os seus primeiro passos enquanto atividade econômica. Enquanto, em alguns ambientes, as mídias convencionais, televisiva, impressa, radiofônica e até eletrônica, ainda apresentam resultados satisfatórios, com processos de produção "off line", a publicidade em mídia social, operando "on line", com interações constantes e interferência direta do público alvo, vem apresentando melhor retorno do investimento, em virtude de sua velocidade e baixo preço de contratação, sendo considerada a forma do futuro para a atividade de propaganda. Algumas constatações o confirmam:

1- O aumento da quantidade de usuários que fazem uso de blogs e chats como fonte de consulta para o consumo;
2- O aumento quantidade de usuários de Facebook, Orkut, entre tantos outros canais, além do surgimento constante de novos canais;
3- Os primeiros movimentos de aquisições de agências de Mídia Socialpor grandes agências, além de fusões;
4- A chegada da TV digital interativa;
5- O crescimento do uso de mobile marketing; e
6- A capacidade do marketing digital de atender anunciantes mais exigentes.

Em recente censo, a ABRADi - Associação Brasileira de Agências Digitais, divulgou que o setor teve um aumento de 2009 para 2010 de 29% em faturamento e de 10% na quantidade de agências. Ainda assim, o setor ainda apresenta comparativamente uma capacidade muito inferior de gerar receita por funcionário à apresentada pelos segmentos de publicidade mais convencionais, considerados os dados das cinco melhores agências para trabalhar no Brasil.

Ou seja, num mercado de redução de lucratividade e de alta competitividade, as agências maiores estão optando por adquirir agências digitais, setor em expansão, com metodologias de trabalho diferenciadas, serviços significativamente mais dependentes da capacidade criativa do corpo de funcionários e margens de lucro mais baixas, demonstrando, com isso, que acreditam no aumento futuro da participação do setor digital  no mercado publicitário, reproduzindo uma estratégia de fusão de empresas e departamentos off line/on line, já há algum tempo percebida fora do Brasil.

Por fim, é necessário destacar que o aumento da participação da mídia digital acontece num mesmo momento em que se noticiam parcerias para a publicação de jornais tradicionais via "tablets", a perspectiva de migração dos sites das empresas para as redes sociais, a projeção de evolução de faturamento do Orkut e do Twitter maior do que aquela a ser vislumbrada para os meios televisivo e radiofônicos, entre tantos outros indicadores. Pense nisso!

* Agenor Burla é Diretor Administrativo-Financeiro da Ideia s/a.

Por: Agenor Burla




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