Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade Publicidade Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

Inovação e design, chaves para seduzir o consumidor do século XXI

O século XXI recebe um consumidor muito particular. É uma estranha mistura de ser

Por | 08/10/2010

Compartilhe

Por Adrián Pierini*

A realidade muda dia a dia, os gostos se diversificam e o ponto de vista sobre tudo aquilo que o homem deseja evoluciona. Fatores culturais, sociais e, porque não, contextos econômicos flutuantes afetaram sensivelmente e, desde sempre, a percepção dos consumidores sobre o que precisam ou sobre o que acham que precisam. De fato, a percepção sobre os objetos não podem ser separados da história transcorrida e do contexto no qual se movimenta. O ontem e o hoje se conjugam para estabelecer os parâmetros de valorização e de preferência.

O século XXI recebe um consumidor muito particular. É uma estranha mistura de ser exigente, esperando uma novidade, auto complacente, egocêntrico, sensível e desejoso de poder projetar através dos seus pertences, a maneira de entender a vida mesma. Muitos aspectos desta combinação genealógica não nós deveria surpreender, já que desde o começo dos tempos a humanidade utilizou os objetos como portadores de sentidos e por mais que poderíamos afirmar que essas mesmas características continuam no século XXI, basta observar a realidade circundante para poder conjecturar que vai se consolidando um forte perfil orientado ao consumo externo que, na minha opinião, não é mais que a manifestação mais clara do desejo do homem de reafirmar a sua posição no mundo: "Eu sou esta imagem que vocês vêem. Minha roupa, meus óculos, meu carro e até meu perfume contará tudo sobre mim".

Esta forma de expressar-se dos consumidores do novo século surge paradoxalmente em uma época de grandes avances tecnológicos, tanto comunicativamente como em gerir informação. Um mundo que se anuncia cada vez mais integrado, na verdade é vítima de um forte isolamento social, reduzindo o contato entre o homem e o universo circundante da língua visual, priorizando o intangível sobre "o presencial ou tangível". Contudo, toda esta introdução sobre a conduta consumista e de aparência que caracteriza ao homem atual tenta dar um framework que permita entender o porque das novas estratégias comerciais corporativas.

O que antes era uma função hoje é uma ilusão, o que no século passado era decoração hoje é uma manifestação concreta da realidade social; os objetos passaram de ser o meio através do qual as pessoas se comunicam, à transformar-se na comunicação em si mesma. As empresas  transformaram a sua visão sobre o mercado, entenderam este novo contexto macro econômico e puseram no desenho um dos principais pontos de ataque. A imagem agora é protagonista na nova geração de consumidores, por isso não é estranho que a estética alcance um lugar inestimável na hora de estimular o consumo. Dentro desta insinuante realidade, tentarei estabelecer algumas chaves básicas sobre o que pareceria ser a tendência à que apontam os novos produtos.

1-Algo novo, e original, duas vezes bom
O novo século coloca a inovação dentro dos seus pilares principais, a busca de originalidade e de novos caminhos que permitam redescobrir o que já existe, e a capacidade de dar uma resposta à um consumidor ávido de novidade devem ser premissas básicas no plano de todo lançamento.

2-A exploração da parte emocional brinda sentido ao óbvio
Os produtos sob o lema de inovação são redescobertos e expostos através do seu lado sensorial. É curioso, mas neste novo século o desenho de uma embalagem deve lograr o equilíbrio justo entre a eficiência necessária para tornar a proposta crível e o valor emotivo que produzirá o impulso de compra. O novo consumidor não se conformará com um bom sabor ou com a limpeza mais profunda si isso não é prometido, como um pack, um mundo de sensações por descobrir ou a felicidade instantânea em cada bocado.

3- O produto tem que chegar aos sentidos, mas também deve servir para estabelecer um vínculo com o meu entorno
Status, nível cultural, nível econômico, gostos. O desenho deve falar do consumidor e estabelecer desde o visual aqueles aspectos positivos que o definirão como um ser especial frente aos demais. A embalagem será uma arma de sedução até depois de cumprir seu papel primário de venta.

4- A especificidade como sinônimo de evolução, raciocínio e eficácia
O consumidor da nova era se movimenta em um entorno de alta tecnologia. Mesmo sabendo que não sempre acede a ela, poder alcançá-la e desfruta tanto da sua aparência como do seu uso. Os produtos devem tomar esta mensagem e pouco a pouco ir clarificando a sua oferta, buscando um lugar preciso no mercado que possa substituir os valores genéricos pelos atributos bem definidos. A especificidade é vista pelo target como portadora de especialidade, vanguarda, e alta eficácia (tecnologia), o que será maior qualidade e preferência.

5- O preço extra é preferido quando o beneficio é extra
O mercado pouco a pouco vai priorizando a qualidade sob o preço. Muitos produtos atuam como indulgências (reconhecimentos merecidos frente ao sacrifício cotidiano) ou como indicador de nível socioeconômico frente aos meus iguais. Pelo que é importante prestar atenção especial em tudo que "vestirá" no produto. Uma embalagem atrativa e um desenho correto e impactante somarão valor à oferta.

6- A globalidade da mensagem vai potenciar as opções de venta
O novo século se caracteriza pela consolidação do "conceito global". Cada vez há mais estratégias que consideram ao mundo como objetivo final. Impulsionar os novos desenvolvimentos a partir de uma visão abrangente permitirá aumentar a capacidade de oferta e maximização do sucesso comercial. A qualidade de desenho, o tom da mensagem e da originalidade da proposta será determinante para poder conquistar os mercados internacionais.

Estas seis chaves são somente algumas das considerações que todo lançamento que pretenda ter sucesso deverá implementar; realizá-lo lhe permitirá estar de acordo com as tendências de consumo do novo século e se preparar para as futuras mudanças importantes. A capacidade crescente e a velocidade de decodificação do target e os avanços tecnológicos na produção, embalado, e embalagem anunciam um futuro ainda mais surpreendente. 

A decisão de cada empresa em relação à esta nova realidade será determinante para sua subsistência no novo cenário mundial. A sua capacidade para compreender que as estratégias comerciais tradicionais são obsoletas e observar que a inovação e o desenho estão se transformando nos principais impulsores do crescimento do século XXI, marcarão a diferença entre convertesse em vanguardista ou concluir submergidas no estancamento.

* Adrián Pierini é Designer gráfico plaa Universidade de Buenos Aires (UBA) e diretor geral criativo da Pierini Partners. É autor de livro "Designers Go!".

Por: Adrián Pierini




Comentários


Acervo

Publicidade

Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss