As mulheres estão investindo e poupando cada vez mais. É o que aponta um estudo realizado pela Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do Grupo Bolsa de Mulher. De acordo com o levantamento, mais da metade (52%) investe parte da renda, contra 46% em 2010, e a estimativa de 67% delas é aumentar o valor nos próximos 12 meses.
A compra ou reforma de um imóvel é o principal motivo para realizar investimentos, apontado por 35% das 600 entrevistadas, com idades entre 18 e 60 anos. Fazer uma viagem é o que mais motiva 26% das mulheres, enquanto 23% pensam na aposentadoria e 19% querem comprar um automóvel. Entre aquelas que não conseguem poupar (48%), a principal razão é a situação financeira que as obriga a gastar, citada por 78%.
Já 13% afirmam gastar toda renda em compras. Mais da metade, no entanto, parece estar preocupada em guardar seu dinheiro: 28% separam um montante fixo regularmente e outros 28% fazem a conta e decidem quanto guardar antes de gastar, opção que era citada apenas por 19% no ano anterior. Há ainda 25% que não mantêm uma regra específica e poupam eventualmente.
Em comparação aos homens, as mulheres parecem ser mais prudentes. Enquanto eles esperam maior retorno, elas buscam menos risco. Para 14% delas, o público masculino arrisca mais e 5% se declararam mais conservadoras. Parte do público feminino (52%) também assume que precisa aprender mais sobre finanças pessoais, mas 22% já se sentem seguras e acreditam que aplicam bem o dinheiro.
Para a maioria (75%), a principal dificuldade está em entender as diversas opções de investimento, principalmente os informativos dos bancos, que utilizam uma linguagem muito técnica. A internet é a fonte de informação mais usada e o banco onde possuem conta corrente, o principal canal de investimento.
A poupança é a modalidade escolhida por 76%. Dos 24% que optam por outros meios, 27% costumam investir seus recursos em fundos de investimento com renda fixa (27%), seguido pelos títulos de renda fixa (19%) e CDB (10%). Já 11% delas escolhem diretamente em ações. Para trocar a modalidade de investimento, mais da metade das mulheres levariam em consideração a existência de uma ferramenta constante via internet, baixo investimento inicial e maior oferta de serviços financeiros, como seguros e empréstimos com menores taxas.

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