Os preços dos produtos ofertados em encartes de supermercados é diferente dos registrados nos caixas. É o que indica uma pesquisa realizada pela Proteste Associação de Consumidores que constatou diferenças em metade dos 19 estabelecimentos analisados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em um dos produtos a diferença chegou a R$ 15,00 a mais no caixa do que no encarte. O champignon à granel era anunciado por R$ 19,90 o quilo no Carrefour do Rio, mas saiu por R$ 34,90.
O levantamento também constatou que 90% dos produtos em oferta tinham preços afixados nas gôndolas, no entanto, no Extra carioca, este número cai para 82%. Dos produtos anunciados, 10% não foram encontrados nos estabelecimentos. A menor disponibilidade de produtos foi detectada em São Paulo, nos supermercados Econ, Carrefour, Compre Bem e Walmart.
A diferença cobrada também pode ser a favor do consumidor. Em 10 supermercados, os preços nos caixas foram menores do que os anunciados nas gôndolas ou nos encartes. Foi o caso do Extra, que cobrou R$ 4,00 a menos do que o anunciado pela Panesponja Spontex, o que mostra que essas diferenças decorrem muitas vezes de falhas no sistema interno que podem ser caracterizadas como propaganda enganosa.
Há ainda lugares que anunciam produtos em oferta sem tê-los em quantidade suficiente. Nos supermercados Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, Econ, Assai, Carrefour, Compre Bem e Walmart, em São Paulo, nem sempre os produtos anunciados são encontrados durante todo o período. O Prezunic, do Rio, foi o estabelecimento mais bem avaliado. Hirota, Sonda, Pastorinho, Econ e Assai, todos em São Paulo, assim como Mundial, Assai, Extra e Rede Economia, no Rio de Janeiro, se mostraram confiáveis. Guanabara, Sendas e Carrefour, do Rio de Janeiro, foram avaliados como aceitáveis na pesquisa devido à falta de organização.
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