Olá Pessoal, estou de volta para mais uma temporada! Estarei trazendo nos próximos meses muitas novidades do varejo europeu, eventos, matérias e muiiiiitas fotos.
Ontem tivemos um evento maravilhoso no Rio de Janeiro, foi o “III Encontro Internacional de Comportamento do Consumidor Cátedra L’oréal – COPPEAD/UFRJ”. As palestras foram maravilhosas e pudemos perceber como o desenvolvimento da parceria “Academia/Empresas” vem enriquecendo o mercado comprometido com as melhores práticas. O encontro demonstrou a importância de “olhar o consumidor mais de perto e entender em profundidade suas práticas de consumo: a casa, interações com o varejo, espaços de lazer, papéis e relações sociais”.
Minha palestra demonstrava como os valores culturais regionais compõem e interferem nas relações de compra, a partir do momento em que os atributos de escolha e os tipos de necessidades são reflexos desses valores. Evidenciando como as marcas de supermercado se estabeleceram ou mesmo contribuíram para o reforço dessas diferenças de valores.
Constatei em meus estudos que os valores nacionais de base, os que permeiam praticamente todos os brasileiros, apresentam peso e gradações distintas em função das regiões de nascimento e, principalmente, do convívio de um grupo de indivíduos. São diferenças, por vezes representativas, na maneira com as quais os indivíduos se relacionam com o consumo, na importância que dão à valorização de determinados bens ou marcas, em suas necessidades de reconhecimento ou pertencimento, em sua forma de comprar e no modo com o qual fazem suas escolhas. Percebemos igualmente que algumas marcas, com sua comunicação, atitude ou forma de operacionalização, no caso do varejo, atendem melhor ou pior a estas necessidades específicas. O que podemos averiguar no desenvolvimento do mercado nacional varejista é que, por exemplo, nem sempre uma rede de supermercado ou de eletrodoméstico que tem muito sucesso em uma região terá o mesmo resultado em outra.
O que apresentamos buscava demonstrar especificamente como o processo das diferenças dos valores dos recifenses, paulistas e cariocas contribuiu, se apoiou, rejeitou ou promoveu a construção das maiores ou mais importantes marcas regionais de supermercado. Contudo, abordamos a relação destes indivíduos com as redes Bompreço, Pão de Açúcar, Zona Sul e Mundial, respectivamente.
Essas conclusões foram baseadas na realização de estudos etnográficos, qualitativos e quantitativos que empreendemos ao longo dos últimos 10 anos nestas cidades para redes de supermercados, marcas de produtos, empresa de serviços e estudos que empreendemos nós mesmos sobre consumo em relação à influência das diferenças regionais.
Esse é um tema que muito me interessa, mas como uma boa carioca interessada em ser interessante, muitos são ainda os temas que me interessam estudar nesta vida. Essa paixão que porto por meu trabalho é que mantém esta busca por conhecimento acesa.
Adorei participar do evento e estou feliz em poder ter um pouco mais de tempo para voltar a lhes escrever sobre minhas reflexões e pensamentos. Viver é fundamental, sobretudo em plena simplicidade e usufruindo o máximo possível de sua presença própria. Isso já é um enorme e maravilhoso trabalho nessa passagem terrestre, não é mesmo? Bom desfrutem de vocês mesmos. Aqui e agora. Até breve!
Postado por Simone Terra - Shopper View - 27/08/2010
Olá amigos,
Que boa notícia no Mundo do Marketing a respeito da vinda da Sephora para o Brasil! Aguardávamos ansiosas, não é mesmo meninas? (Ops... meninas e meninos. Me desculpem, meninos!). Estamos falando da catedral da beleza francesa, que já se encontra em outros países além da França e que inspirou marcas como MAC em termos de experiência de compra no PDV.
O conceito é muito interessante e se baseia em uma fórmula de venda com muita assistência, experimentação, variedade para diversos gostos e bolsos, marca própria e muitas novidades nos segmentos de perfumaria, beleza e, cada vez mais, cuidados com a saúde e a qualidade de vida. A Sephora também vem nesta corrente de qualidade de vida e oferece produtos para lhe ajudar a estar bem cuidado e feliz.
Estou saindo para minha pesquisa de varejo francês e vou mandar umas “fotinhos" atualizadas para nos dar ideias em trade e PDV. Mas primeiro vou tirar uns diazinhos de férias, ok?
Até lá continuamos nos falando, até breve!
Postado por Simone Terra - Shopper View - 06/07/2010
Olá Pessoal!
Hoje farei alguns comentários sobre as palestras de canais que tivemos no ABA Trade, realizado em São Paulo, no dia 26 de maio.
- Rogério Lima, Gerente do curso, Gerente de Trade Marketing da Boehringer Ingelheim e Presidente do Comitê de Pomoção, Trade e Varejo da ABA, abriu as palestras do dia 26 falando da busca do Sell Out através da compreensão dos canais. Rogério dividiu o Sell Out em etapas e ressaltou a importância de cada uma delas: A definição estratégica dos canais (que tipo de canal a empresa atua e qual o papel de cada canal), o aprofundamento do canal, seu “modus operandi” (como esse canal opera, qual a importância da categoria do canal) , o comportamento de compra do canal (como o shopper atual nesse canal), a definição do plano tático e, finalmente, a execução do canal.
- Rodrigo Bertoncin, da Kraft Foods (que comprou recentemente a Cadbury), falou sobre a visão estratégica dos canais na holística comercial da empresa. Ele trouxe a discussão de como, dentro do cenário da empresa e a partir de uma visão estratégica, chegar à conclusão de qual canal trabalhar.
- Aurora Yassuda , Business Development Director da Millward Brown, apresentou o seu conceito de ROI, abordando uma visão macro sobre os investimentos nos canais. Aurora mostrou que precisamos derrubar o mito de que “metade do dinheiro investido em comunicação se perde”, fazendo uma conta diferente de quanto se vendeu por quanto se gastou. Temos que pensar que Trade, Marketing, vendas e toda a cadeia trabalha para construir marcas, que é o artigo de maior valor da empresa e o mais difícil de mensurar. A palestrante continuou dizendo que a cultura da empresa tem que estar voltada para o entendimento e a busca do ROI, que é um processo complexo que passa por todos os níveis da empresa.
Aurora destacou ainda que temos que ver o PDV como ponto de conexão (impactando o consumidor) e aliar seu poder ao hábito de compra e à sensibilidade de preço, efetivando essa compra. A palestrante concluiu explicando que o PDV tem que focar em alavancar tanto demanda (que seria a “venda antes da venda", onde levamos em consideração memórias, associações e sentimento), quanto ativação, que é a efetivação dessa compra.
No próximo post tecerei mais comentários sobre os excelentes palestrantes que tivemos nesses dois dias de curso.
Até logo!
[1]
Rodrigo Boldrin
Adoro ler artigos relacionados ao trade, shopper.Gostaria de receber informaçoes e artigos.
Parabens, perfeito.
Gestor Trade Marketing | Grupo Rosario Distrital - DF Data: 24/06/2010
Postado por Simone Terra - Shopper View - 23/06/2010
A Viscom Paris 2010 acontecerá de 21 a 23 de setembro. Para os possíveis interessados, a feira trata de vários assuntos ligados à comunicação visual em Trade (merchandising, DG, novidades em equipamentos...) e também conta com um congresso com algumas palestras interessantes. Vale a pena conferir!
Abraços,
Simone Terra
Postado por Simone Terra - Shopper View - 08/06/2010
Olá pessoal,
Como combinado, vamos falar um pouco das palestras que aconteceram no curso de Trade da ABA - SP; as que eu ministrei dia 24 e as que eu pude participar . A Helena, da nossa equipe, estava lá nas palestras que eu não pude comparecer no dia 25 e irá me contar um pouco do que foi falado para que possamos repassar essas experiências para vocês.
Começo contando sobre o tema de minha primeira entrada, comportamento de compra.
O homem se constitui em função do meio em que está inserido, sofrendo influências sociais, geográficas, políticas e culturais de tudo que o envolve: situação financeira, família, religião, tipo de educação, meios de comunicação... Assim, ele constrói sua estrutura de valores e sua identidade principal. A cultura e os hábitos de consumo estão o tempo todo em movimento nesse mundo globalizado. A cultura brasileira sai do Brasil tanto em forma de música, estilo de vida, entre outras formas, como – finalmente – através de seus produtos. Podemos citar como exemplo as Havaianas, que estão no pé de celebridades internacionais, como Jennifer Aniston e Paris Hilton; vemos também o carnaval brasileiro acontecendo na Inglaterra e, cada vez mais, exposições e reconhecimento dos artistas nacionais. Mas a cultura também vem: e já vem, inclusive, há bastante tempo, nossa “velha conhecida”. Estamos impregnados com modos de comportamento e estilos musicais de outros países, por exemplo, o rap.
Os movimentos de consumo são resultantes da afirmação de identidade + tendências globais + fenômenos de moda. Entretanto, quanto maior a globalização, maior a afirmação da identidade e da regionalização. Nunca o Maracatu foi tão de Pernambuco, assim como o samba do Rio de Janeiro e a eficácia e organização de São Paulo foram tão valorizadas mundialmente. A simpatia, logicamente, continua sendo a grande marca brasileira! Mas, independente dessa fluidez cultural, o posicionamento daquilo que se pretende valorizar precisa estar claro em todos os momentos em que o consumidor interage com nossas marcas. Quando o consumidor vai fazer uma compra, ele está entrando no PDV com os seus valores, seus desejos, suas necessidades básicas e com toda a construção de imagem das marcas da categoria que ele irá comprar. Contudo, como tenho dito sempre, ali no PDV, tudo que está inserido é um estímulo para ele transformar sua decisão, inclusive mudando a imagem que ele tem construída, basta estimulá-lo a fazer novas experiências. Por isso, é fundamental conhecer o consumidor, entender por qual processo ele passa antes de fazer a seleção de compra, qual seu comportamento durante a compra e compreender como ele aproveita os produtos que compra.
Só entendendo toda essa cadeia do antes/durante/depois poderemos chegar à conclusão do que realmente importa para trabalhar nessa categoria de produtos, no desenvolvimento de novos produtos, nas ações de Marketing que devemos tomar para atingi-lo em seus valores e em seu imaginário como devemos trabalhar o Trade Marketing para concretizar tudo isso no PDV.
Bom feriado!
Abraços,
Simone Terra
[1]
Douglas Costa Neves
Achei que teria coisas novas, falou obvio e nada de diferente.
Gestor de Marketing | NeoNutri Suplemetos Data: 07/06/2010
Postado por Simone Terra - Shopper View - 02/06/2010
Essa semana tivemos o curso de Trade na ABA - SP. Foram dois dias com palestras maravilhosas, onde nos aprofundamos de A a Z no Trade Marketing e ouvimos dos profissionais que executam o Trade as diferenças, as oportunidades, o modus operandi, seus cases... Tudo isso com o fluxo que abordava o conhecimento do consumidor e do shopper, ativação do PDV e segmentação de canais, passando por planejamento de Trade e incentivo em diversos segmentos de mercado para diferentes canais de compra. Nos próximos dias contaremos aqui um pouco das coisas maravilhosas que ouvimos durante esses dois dias. Mantenham-se ligados!
Bom final de semana!
Postado por Simone Terra - Shopper View - 28/05/2010
Novos produtos para a era do consumo consciente
Ontem tive a oportunidade de visitar a feira BIO BRAZIL FAIR 2010, em São Paulo. O mercado Bio ainda é muito incipiente no Brasil, com pouquíssimos produtos e opções. Contudo, esse segmento conta com o apoio enorme do governo e do SEBRAE e demonstra ser uma categoria com grande tendência de crescimento nos próximos anos. Na feira estava presente, por exemplo, o Ministério da Política Agrícola, Alimentar e Florestal da Itália, com o objetivo de criar aproximação e compra dos importadores nacionais com o produto bio orgânico italiano. Comparando a feiras anteriores com a de 2010, comenta-se que cresce cada vez mais o número de produtos , tanto os produzidos internamente, quanto alguns que vêm de fora. Já temos no Brasil, por exemplo, leite de arroz, leite de quinoa com sabores diferenciados, entre outras coisas desse tipo como a importadora
SIM alimentos.
O que mais me encantou na feira foi um produto para a reciclagem do lixo orgânico. Ele cabe em qualquer apartamento, em qualquer lugar.
.jpg)
Esse produto, batizado de Minhocasa, me faz pensar na mudança de consciência e na nova reflexão que temos que ter sobre a nossa responsabilidade ambiental e nosso papel de atuação no planeta. O Minhocasa pode ser para duas ou quatro pessoas; são três caixas, uma em cima da outra. Numa delas há um pouco de terra com minhocas e joga-se ali todo o lixo orgânico. As minhocas vão transformando o lixo orgânico em esterco, um dos melhores que existem. Quando acaba-se de usar uma caixa, elas migram para a caixa de cima depois de fazerem o adubo, recomeçando o mesmo processo em uma nova caixa de dejetos orgânicos.
Na última caixa fica o chorume dessa decomposição, que não possui absolutamente nenhum mau-cheiro e é um excelente adubador para as plantas. Ou seja, cria-se um pequeno ecossistema em sua casa para decompor o seu lixo orgânico. Quem tiver consciência ecológica pode separar o lixo reciclado: plásticos, garrafas, latas etc. Sendo assim, você produz praticamente nenhum lixo que não possa ser reaproveitado. Gente, em épocas de tragédia como no Morro do Bumba e das lixeiras municipais que não conseguem mais suportar a quantidade de lixo produzido, essa é verdadeiramente uma grande tacada para quem tem compromisso e consciência ambiental. Parabéns para o pessoal do Minhocasa pela iniciativa e segue o site abaixo para que todos possam ter sua caixa de dejetos orgânicos em sua casa. Obrigada.
Postado por Simone Terra - Shopper View - 21/05/2010
No Brasil, ainda vivemos uma realidade completamente diferente dos países desenvolvidos, onde têm se reforçado a tendência de protecionismo por parte dos consumidores no consumo dos produtos nacionais e na valorização dos produtos que são, inclusive, de origem regional. Na Europa, vemos um festival de produtos dentro dos PDVs escrito “Produzido na Espanha”, “Produzido na França”, “Produzido na região de Bretanha”, “Produzido na Borgonha”, “Produzido na Catalânia”, e assim vai. Ou seja: legitimado pelo movimento de afirmação da identidade mundial, os consumidores têm valorizado a compra dos produtos locais procurando, dessa forma, otimizar o trabalho local, manter a produção regional, fortalecer o trabalho dos agricultores, no caso de produtos hortifrutigranjeiros, lutar contra a imagem passada pela China de exploração dos trabalhadores e das crianças e também dos baixos preços com que a China trabalha no mercado.
Logicamente, quem faz parte desse movimento é uma camada da população que, na maioria das vezes, pode se permitir pagar um pouco mais caro pelos produtos nacionais, pois nem sempre a população de base consegue consumir integralmente sua própria ideologia. Mesmo nas classes mais baixas existe esse movimento de protecionismo e, sempre que é possível, essa população costuma comprar o que é produzido em seu país. Exceção que certamente toca, além dos menos favorecidos, os estrangeiros, que, na maioria das vezes, pertencem também às classes mais baixas.
Quando pensamos no Brasil, por exemplo, as clases C e D vivem o momento da ascensão social que culmina com o acesso a produtos e bens que nunca puderam obter: celulares, DVDs, jogos eletrônicos etc e, de uma forma geral, esses produtos vêm na maioria das vezes da China, sem nem existirem em produção nacional. Temos produtos chineses para todos os lados: em todos os camelôs, em todas as lojas de R$1,99, nos supermercados, nos pequenos shoppings de eletroeletrônicos etc. E o povo está bem contente por poder comprá-los. Afinal, é a possibilidade de comprar MP3, máquinas fotográficas e gadgets em geral, o que não poderiam fazer se fosse de outra forma.
Sendo assim, as questões ideológicas ficam subjugadas às necessidades e aos desejos de consumo, à exceção de uma pequena nata intelectual, em sua maioria com um certo poder aquisitivo, ou com alta consciência política, que evita comprar produtos chineses, inclusive no campo profissional, como que não querendo compactuar com essa concorrência ideologicamente comprometedora e por muitas vezes desleal. Com o aumento do nacionalismo e, consequentemente, do regionalismo, me pergunto: Se o Brasil tivesse um parque industrial mais estruturado, uma política fiscal menos sobrecarregada e uma infra-estrutura governamental mais eficaz, também não estaríamos no movimento dos países desenvolvidos, de preferência declarada na vida e consumo dos produtos nacionais?
O que sei, e posso dizer, pois atesto em meus estudos, tanto etnográficos como em grupos qualitativos (inclusive em alguns testes quantitativos em que fizemos validar algumas hipóteses de nacionalização de marcas, de incorporação de marcas nacionais por marcas estrangeiras), é que cresce avassaladoramente o sentimento de pertencimento à nação brasileira, assim como aumenta a afirmação identitária regional e, cada vez mais, percebemos as implicâncias típicas de comportamento de pessoas de diferentes estados, ou a defesa inflamada da cultura, dos produtos e inclusive da matéria-prima regional, como vimos por exemplo no caso do petróleo no Rio de Janeiro.
Tem sido muito comum também ouvirmos comentários por vezes preconceituosos a respeito da invasão de coreanos, chineses, latino-americanos e africanos no Brasil. Todo esse movimento ainda é muito novo, pois o Brasil apenas recomeçou a ser rota de interesse de imigrantes do mundo inteiro que vêm tentar a sorte no país. E quanto mais o país se afirma internacionalmente como uma grande potência, mais isso será uma prática comum. Muito me preocupa ver um povo tão integrador em sua base de valores prioritários estar manifestando alguma espécie de preconceito ou rejeição a imigrantes estrangeiros. Isso sempre me assustou, em todas as partes do mundo onde vi ou vivi esse tipo de situação e, confesso, pensei que isso nunca aconteceria no Brasil.
Afinal de contas, se não fossem as empresas multinacionais, o movimento estrangeiro e a imigração de povos de além-mar e a miscigenação que se deu nesse país, não seríamos hoje a nação que somos, com qualidades e propriedades que são apreciadas e até invejadas por uma série de países no mundo. Aqui falo do que é bom e do que tem de bom nesse povo: do amor, da música, da esperança e de toda a capacidade que temos de flexibilizar, de se adaptar e de transformar o caos num belíssimo samba. Espero que tenhamos a sabedoria e o aprendizado suficientes com tudo que já aconteceu na história Ocidental, na história capitalista, ou seja, na história do mundo moderno, para integrar os seres que vêm de fora como parte comum dos movimentos migratórios de população terrestre, lembrando-se do ensinamento maravilhoso dos índios de que a Terra é de todos os seres vivos que a habitam e não dos governos que determinam território, divisões geográficas e políticas. E, ao mesmo tempo, que saibamos valorizar os nossos produtos e o que construímos internamente para ajudar a movimentar trabalho para os que aqui estão e para aqueles que estão por vir.
Sejam todos felizes, honestos, responsáveis, humanos e, assim, bem-vindos a este país!
Obrigada
Postado por Simone Terra - Shopper View - 19/05/2010
Amigos,
Estaremos realizando um curso de Trade Marketing na ABA de São Paulo com grandes especialistas do mercados que executam com grande maestria o Trade, nos dias 25 e 26 de maio de 2010.
"A área de Trade Marketing, a cada ano que passa, vem se consolidando como uma das principais áreas de importância dentro das organizações. Além do seu papel mediador entre Vendas e Marketing, Trade Marketing hoje desempenha funções que buscam garantir a excelência na execução, tanto no aspecto da ativação de marcas, quanto de canais, buscando sempre a melhor relação custo x benefício dos recursos e investimentos. Estes dois dias buscam traduzir um mergulho dentro do processo do Trade Marketing no que tange os temas ATIVAÇÃO e CANAIS, através da participação de profissionais que dividirão as suas experiências em cada um dos temas abordados".
Quem atua, interage com a área ou tem vontade de atuar, não pode perder. É um curso completo!
Espero vocês lá.
Abraços
[1]
Catherine Rocha
Boa tarde Simone!
Gostaria de saber como posso me inscrever no curso de Trade Marketing, por favor.
Aguardo detalhes por e-mail.
Obrigada!
Jornalista | Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Data: 18/05/2010
Postado por Simone Terra - Shopper View - 13/05/2010
O canal Farma está em plena transformação, com crescimento e concentração varejistas acentuados, mudanças fiscais, reestruturação operacional e consequente necessidade de ajuste nos papéis dos profissionais do segmento (proprietários, gerentes, farmacêuticos, balconistas e assistentes à venda).
Em um cenário cada vez mais difícil para o segmento farmacêutico em termos de ativação de marcas no PDV, após genéricos, RDC044 e onde alguns fabricantes de forma não muito ética trabalham com incentivos altos por venda de caixa de remédio, tornou-se imprescindível ao Trade Marketing farmacêutico conhecer e trabalhar profundamente os interlocutores deste canal.
O canal farmacêutico se divide basicamente de três formas em relação ao perfil de PDV e à forma de atendimento:
- As redes que têm um comprometimento maior com a ética e a indicação de medicamentos;
- A pequena rede (às vezes fruto do associativismo) - trabalha mais parecido com a independente, mas é onde temos constatado que o incentivo financeiro vem, inclusive, atingindo os farmacêuticos;
- A farmácia independente, onde o incentivo já é uma prática comum entre balconistas, compondo sua remuneração, e alguns farmacêuticos nem atendem o consumidor no balcão.
Fora isso, também existem diferenças entre os perfis dos profissionais que atendem o consumidor, em sua forma de abordagem, grau de conhecimento técnico, tipo de aperfeiçoamento profissional, motivações aspiracionais, assim como, no comprometimento, no interesse e na forma de se relacionarem com laboratórios e marcas. O que exemplifica a importância destes profissionais para as marcas em termos de construção de imagem e resultados nas vendas.
Postado por Simone Terra - Shopper View - 10/05/2010