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Brasileiros economizam no lazer real e não abrem mão do virtual

Idas a restaurantes e cinemas estão cada vez mais raras, enquanto gastos com internet, games e TV por assinatura permanecem blindados. Dados são da Bridge Research

Por | 10/10/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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Felipe Menezes, Diretor de Negócios da Bridge Research e responsável pela pesquisa Lazer Real x DigitalOs gastos com lazer são os primeiros a serem cortados em momentos de crise para reajustar o orçamento doméstico. A área foi apontada por 39% dos entrevistados na pesquisa nacional realizada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), seguida das contas de consumo, como água, luz e telefone (18%) e alimentação (15%). Para compensar a redução em alguns itens de entretenimento, o consumidor está encontrando alternativas mais em conta para se divertir. Uma delas é a diversão digital, que, por enquanto, parece não ser negociável para o brasileiro.

Enquanto a ida a bares, restaurantes, shows e baladas são riscados da programação, gastos com TV por assinatura, Internet, Netflix, Spotify, créditos em games e APPs para os dispositivos móveis estão blindados. Isto é o que aponta a pesquisa "Lazer Real x Lazer Digital: qual sofre mais com o mindset de corte de gastos?", conduzida pela Bridge Research, para tentar entender qual formato era mais importante para o consumidor.

O levantamento ouviu pessoas acima de 18 anos, das classes A/B/C em todas as regiões do país. A diferença de gastos entre cada modelo de diversão pode ajudar a entender o corte. "Uma possível explicação é que os gastos com o lazer real são mais relevantes e o consumidor está atacando o problema maior. Além disso, o lazer digital faz parte de pequenos momentos da vida do brasileiro e já foram consolidados, o que fica um pouco mais difícil de abrir mão", explica Felipe Menezes, Diretor de Negócios da Bridge Research e responsável pela pesquisa Lazer Real x Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Clima é de austeridade
O levantamento aponta que não há um clima de pessimismo, mas de austeridade. Mais de 80% dos entrevistados afirmaram que estão com o emprego estável e, inclusive, com perspectivas de melhora. No entanto, questionados sobre a intenção de gastos, 83% estão reduzindo ou pensando em diminuí-los. Diferente do levantamento realizado pela Boa Vista SCPC, a redução de cortes com lazer ficou em segundo lugar na pesquisa da Bridge Research, atrás apenas das despesas fixas como energia elétrica.

Nenhuma possibilidade de diversão real apresentada pela pesquisa escapou do corte e a intenção de redução de gasto está presente em todas as classes sociais analisadas. De maneira geral, idas a bares, restaurantes e baladas aparecem como os mais propícios a serem cortados. Já programas culturais como cinema e teatro tiveram índices menores de pretensão de corte. Por outro lado, atividades tecnológicas ou virtuais parecem ser essenciais para o brasileiros.

Entre os serviços de entretenimento digital mais utilizados estão a TV por assinatura e a banda larga de internet, ambos têm grande importância na vida do consumidor. Este último, inclusive, é o mais protegido a cortes. Em todas as classes sociais o índice entre "os que não conseguiriam viver sem isso" ficou acima de 80%. "Os itens digitais são mais blindados, pois o consumidor não o percebe como um grande investimento, que faça diferença financeira caso seja eliminado dos gastos. A lógica de quem está com o mindset voltado para redução de despesas é a de suprimir o que é mais caro", comenta o responsável pela pesquisa.

O Netflix, no entanto, tem uma blindagem diferente entre níveis econômicos. A Classe A é a que menos abriria mão do serviço. A mesma que também gostaria de deixar de assinar o Spotify (71%). "A forte blindagem da TV por assinatura em relação ao Netflix foi uma surpresa, pois outras pesquisas apontam que o consumo de conteúdo on demand cresce a cada dia e que o brasileiro não acha mais tão interessante o conteúdo com grades fixas. No entanto, o interesse pela TV foi maior, o que pode ser explicado por programas como novelas e telejornais", acrescenta Menezes. 

APPs que economizam
Apesar de enxergarem nos canais digitais uma boa oportunidade para se divertir sem gastar muito, o brasileiro ainda não tem em mente que este mesmo canal pode contribuir para economizar como um todo. Apenas 11% dos entrevistados disseram que utilizam algum aplicativo para gastar com moderação, mostrando que para eles esta ainda não é uma ferramenta relevante quando o assunto é gastar menos. O comportamento é ainda mais fraco entre os consumidores da Classe C.

O Buscapé e o WhatsApp foram os mais citados de maneira espontânea. Um para ajudar na pesquisa por preço e o outro por permitir a comunicação com menos custo. Apesar não o enxergarem como ferramentas de economia, quando estimulados, eles reconhecem que o uso de alguns APPs os ajudam a economizar. Entre os que a percepção é maior estão "Meus Preços", "Hello Food", "Guia Bolso" e "Uber", este último ainda mais se comparado aos APPs de Táxi. "É provável que o índice seja maior do que 11%, pois a população ainda não tem a lembrança reforçada para encarar algumas coisas como algo que contribui para economizar e focam na facilidade. Uma hipótese é que esse uso seja de fato mais amplo, mas eles ainda não encaixaram na mente que é uma ferramenta de economia", comenta Felipe Menezes.

A crise econômica está transformando completamente o consumidor brasileiro. Tendo que ajustar e reduzir os gastos, ele passou a valorizar mais a experiência, deixando o consumismo puro de lado. Os desejos reprimidos poderiam ser atendidos se tivesse mais dinheiro disponível. Entre os anseios do brasileiro, a vontade de viajar ou passear lidera o ranking, em seguida vem o conforto financeiro, para dar tranquilidade após período de turbulência. "Este momento é uma janela de oportunidade para quem tem tíquete-médio baixo e que quer estar ao lado do consumidor neste momento. Nos Estados Unidos, em momentos de crise as empresas de comida pronta, delivery e conteúdo multimídia online crescem, pois apesar de não sair, o consumidor continua se divertindo", finaliza o Diretor de Negócios da Bridge Research.

A pesquisa "Lazer Real x Lazer Digital: Qual sofre mais com mindset de corte de gastos?" está disponível no Mundo do Marketing Inteligência.

    

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