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Crianças estão hiperconectadas ao celular, aponta Officina Sophia

Dos pequenos com sete a 12 anos, 62% já têm seu próprio aparelho e metade, com acesso à internet. Um quarto das crianças com sete e oito anos afirma que nunca desliga o gadget

Por | 08/06/2016

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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As novas gerações já são conhecidas como "nativas digitais". Não há dúvidas de que são hiperconectadas, mas as companhias ainda buscam pistas do que exatamente as crianças fazem quando estão navegando na internet. Esse foi um dos temas explorados pela pesquisa "A Voz das Crianças", realizada pela Officina Sophia e que será apresentada em duas reportagens do Mundo do Marketing. Esta primeira aborda a relação dos pequenos com os equipamentos tecnológicos e sua interação com o mundo através deles.

Não se pode mais subestimar o grau de conectividade dessa turma. O primeiro sinal disso aparece no índice que mostra que 62% das crianças com idades entre sete e 12 anos já contam com seu próprio celular, sendo que delas 36% já tiveram mais de dois aparelhos. De todos os pequenos na faixa etária, 50% têm acesso à internet pelo dispositivo. O uso dos gadgets também é muito intenso: um quarto das crianças com sete e oito anos afirma que nunca desliga o celular. Esse percentual sobe para 34% entre aquelas com nove a 10 anos e para 36% entre as de 11 e 12 anos.

Também chama atenção o nível de autonomia dos pequenos em relação à escolha da marca do aparelho. A própria criança foi responsável pela decisão entre 37% dos entrevistados. Esse índice sobe acompanhando o ganho de idade: é de 22% no grupo de sete e oito anos; 30%, de nove e 10; e 47%, entre os de 11 e 12 anos. "Os pais também controlam muito pouco o uso da internet. Das crianças entrevistadas, 40% afirmaram que podem fazer tudo o que querem na web e 36% disseram não saber se os pais proíbem algum uso, o que na prática significa liberdade total", ressalta, em entrevista ao Mundo do Marketing, Naira Maneo, Diretora da Officina Sophia e responsável pelo levantamento que foi apresentado no congresso da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep).

Metodologia
A pesquisa contou com 1.500 entrevistas, sendo 74% delas realizadas no Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), 16% no Sul (Porto Alegre e Curitiba) e 10% no Nordeste (Recife e Salvador). Os respondentes tinham entre sete e 12 anos, 53% deles eram do sexo masculino e 47%, do feminino. A metodologia contou com uma fase inicial qualitativa, que buscou validar o questionário com cinco minigrupos em São Paulo, e com um segundo momento para a sondagem quantitativa. Nesta etapa, as crianças responderam as perguntas presencialmente em um tablet. Houve ainda entrevistas pessoais para a obtenção de depoimentos.

Uma das conclusões é a de que a tecnologia é uma ferramenta de inserção e interação dos pequenos com o mundo. "A ideia do que as crianças fazem quando estão conectadas com o celular ou o tablet ainda está equivocada. O adulto olha e as imagina isoladas do mundo, quando na verdade estão interagindo de uma maneira diferente. A noção de amigos delas é outra. Quando questionadas, dizem ter cerca de 150 amigos, sendo grande parte deles conhecida pessoalmente. Essa separação do real para o virtual torna-se muito pequena para a nova geração", relata Naira.

Embora o principal motivo para acesso à internet pelos dispositivos seja os games (66%), essa interação com outras pessoas também aparece em destaque (54%). O Facebook é a rede social mais acessada, embora, no momento em que são questionados em relação aos canais que mais gostam, o WhatsApp quase empata com Facebook. Em terceiro colocado está o YouTube, fonte de muitos ídolos dessa nova geração. "Essas pessoas são mais próximas deles, são reais e abordam assuntos interessantes e até delicados de forma divertida. Esse é o canal ideal para marcas se aproximarem dos pequenos", aposta a executiva.

Equipamentos ultrapassados
Aquilo que já está caindo em desuso entre os adultos já está completamente ultrapassado para as crianças. É o caso do telefone fixo: de 10 ligações feitas pela nova geração, 7,5 são realizadas pelo celular. Uma parte desta parcela é executada pelo WhatsApp: 62% usam o APP para enviar mensagens de texto e o mesmo percentual, para mensagens de voz. Já em relação ao grupo de 11 e 12 anos, esses índices sobem para 71% e 70% respectivamente.

O acesso à internet via desktop tradicional existe, mas o PC tende a ser cada vez menos utilizado. Na faixa etária de sete e oito anos, o gadget mais usado ainda é o computador (50%), seguido do tablet (41%) e do celular (35%). Entre as crianças com nove e 10 anos, o líder também é o desktop (62%), seguido do celular (55%) e do tablet (25%). Já entre os mais velhos, com 11 e 12 anos, o celular aparece na preferência (72%), seguido do computador (55%) e do tablet (23%).

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