Newsletter

by

Facebook Mundo do Marketing Twitter Mundo do Marketing Google BookMarks Mundo do Marketing RSS Mundo do Marketing Youtube Mundo do Marketing

Mundo do Marketing | Seu portal de Marketing, propaganda e publicidade

Publicidade
Links Rápidos:
Pesquisas |
Estudos e Análises |
Agenda de Eventos e Cursos |
Vagas de Trabalho |
Clube de Desconto |
Infográficos

Reportagem Mundo do Marketing

Em alta, mercadinho demanda profissionalização e atenção da indústria

Profissionalização dos pequenos varejistas e abordagem arrogante das empresas distribuidoras são problemas para um canal com voz e vez no país. Crescimento ultrapassa grandes hipermercados

Por Isa Sousa, do Mundo do Marketing | 02/07/2012

isa@mundodomarketing.com.br

Mercado de vizinhança,mercadinho,hipermercadosA passada rápida no mercadinho ao lado de casa após um dia de trabalho ou estudo já se tornou um hábito na vida do brasileiro. Em alta, os chamados mercados de vizinhança no Brasil já ultrapassam os hipermercados nos índices de crescimento: em 2010 os pequenos cresceram 8,5%, enquanto os grandes estagnaram. O grande desafio, porém, reside na profissionalização dos varejistas e na atenção da indústria, que ainda não enxerga a expansão do canal como deveria.

Hoje, os “mercadinhos” de um a quatro check outs passam de 55 mil estabelecimentos, com uma média de crescimento de 5% ao ano. “No ano passado, os grandes cresceram de 1% a 2%, o que ainda representa uma grande distância do pequeno varejo, que vai continuar crescendo”, afirma em entrevista ao Mundo do Marketing Marco Aurélio Lima, Diretor da GfK no Brasil e responsável pela pesquisa “Mercado de Vizinhança – Um desafio para a indústria”, apresentada no 5º Congresso Brasileiro de Pesquisa.

Para comprar o jantar do dia ou o pão do café da manhã, é cada vez mais comum a praticidade que o consumidor busca. Parte da receita do sucesso dos mercados de vizinhança está na estabilidade econômica do Brasil e na melhoria de renda da população, que juntas refletem na desconcentração da economia e da indústria.

Outra parte se deve à conveniência: o canal respondeu por mais de 40% do volume das vendas em alimentos, higiene, limpeza e perfumaria no país em 2011. De acordo com a pesquisa, 50% dos brasileiros frequentaram lojas de pequeno varejo nos últimos seis meses.

Grande entrave: profissionalizaçãoMercado de vizinhança,mercadinho,hipermercados
Com números invejáveis para o setor, os mercados ainda enfrentam o desafio de se estabilizarem e crescerem com profissionalização adequada. A pesquisa da GfK mostra que 80% dos varejistas não cursaram ou concluíram uma universidade. Com experiência de 16 anos, em média, faltam entendimento e discernimento para os lojistas se relacionarem com consumidores e a indústria.

O reflexo da falta de adequação pode ser visto nas perguntas que não souberam responder sobre o próprio empreendimento: 30% não definem claramente o tamanho do estoque que possuem, 75% não sabem sobre o ticket médio, 55% desconhecem quantos clientes vão às lojas e 45% não quantificam o percentual de perdas ou quebras.

Em sua maioria de origem familiar, com índice de 85%, as empresas ainda terão um longo caminho pela frente. A profissionalização é essencial, porém não imediata. “Uma pessoa não muda de uma hora para outra e nem consegue fazer uma faculdade em um ano. Existem associações que estão ajudando, por exemplo, a Associação Brasileira de Supermercadistas e suas regionais. O movimento é muito pequeno e, provavelmente, muitos varejistas começarão a participar de cursos e crescer. Mas ainda ficará por alguns anos como uma questão muito familiar”, explica o Diretor da GfK.

Indústria: outro desafio
Se por um lado falta profissionalização do pequeno varejista, por outro, a indústria ainda não descobriu a melhor forma de se relacionar com esses empresários. Ainda que a comparação com o grande varejo seja inevitável, ela deve ser evitada pela própria forma familiar com que os mercados de vizinhança trabalham.

Uma das maiores queixas do varejista, de acordo com o estudo feito pela GfK, é a forma do contato da indústria. “O que percebo é que as marcas chegam de uma forma muito arrogante, se impondo, ‘Olha, eu sou a Ambev, sou a Pepsico, então você tem que comprar meus produtos’. Hoje, se olharmos o mercado, poucas empresas são realmente parceiras do pequeno varejo. Destacaria a Coca-Cola e a Unilever”, diz Lima.

A falta de tato da indústria reflete nos pequenos lojistas: entre 40% e 50% não conseguem ver parceria com ela, o que mostra um grande gap entre ambas. Segundo a pesquisa, pequenos atos como ensinar a colocar produtos nas gôndolas, organizar o estoque ou manusear alimentos que exijam mais cuidados são exemplos simples e claros da forma como os varejistas gostariam de ser tratados.

Outro recurso, ainda pouco usado pelas marcas, é o investimento nos pequenos lojistas. “O grande x da questão é que a indústria terá que desembolsar um pouco mais em processos internos para entender e chegar no pequeno varejo. A grande incógnita é até onde vale a pena gastar para ter um retorno. As marcas que investiram já perceberam que dá certo. Às vezes a indústria gasta dinheiro com campanhas em mídias tradicionais, sendo que uma campanha no pequeno varejo teria um grande retorno. Falta pouco para a indústria chegar lá e, claro, algumas investirão e outras não”, avalia Marco Aurélio.

Mercado de vizinhança,mercadinho,hipermercadosDois Brasis
Ainda que a comodidade e estabilidade financeira sejam essenciais para o desenvolvimento dos pequenos mercados, o cenário não é homogêneo no país. Compartilhando de características similares quando o assunto é preço, os grandes centros ainda se distinguem dos pequenos em relação ao motivo da escolha de se tornar consumidor dos mercadinhos.

Com pouca expectativa de ampliação do pequeno varejo, os consumidores de cidades mais populosas são dominados pela praticidade e economia de tempo. Eles preferem pagar um pouco mais caro nos produtos a pegar o carro, enfrentar engarrafamentos e demorar horas na fila de um hipermercado.

Por outro lado, nos pequenos centros, os mercadinhos tendem a crescer devido à evolução de renda da população, com ênfase maior nas classes C e D. Com a estabilidade financeira, em parte alcançada por meio de programas governamentais como Bolsa Família ou Bolsa Escola, os consumidores compram mais e buscam produtos que antes não tinham condições de comprar.

Entre pequenos e grandes centros, é como se os mercados de vizinhança dividissem o Brasil. “São dois Brasis que estão crescendo, mas são duas formas de olhar totalmente diferentes. Nas grandes capitais há conveniência e praticidade, porém a economia já está mais estabilizada. Na outra ponta, uma pessoa que tinha R$ 100,00 ou R$ 200,00 para gastar no mercado, hoje tem R$ 300,00 para comprar produtos básicos, que fazem o varejo crescer. São regiões pobres que terão um desenvolvimento comercial cada vez maior”.



Leia Também

28/06/2012

Novos canais e formatos no varejo de alimentos

Há oportunidades para inovações em formatos e canais, desde que se faça o básico bem feito

25/06/2012

O varejo como a mais completa experiência de branding

Flagship stores, uma “experiência de branding” que só o varejo é capaz de nos proporcionar

14/06/2012

Gestão Já no Varejo

Não se mede, não se controla, não se atua, não se prevê; quando muito se reage

29/05/2012

Redesign - Design Estratégico de Varejo

A arquitetura de varejo amadureceu

ArtigosArtigos

Cristian Gallegos

Cristian Gallegos

Faíscas entre Marketing e vendas? Automação de Marketing neles!

Gustavo Bastos

Gustavo Bastos

Pra frente é que se anda

EditoriasEditorias

Mercado

Mercado de arroz busca consumo premium

Mercado de arroz busca consumo premium

Marcas apostam em novas receitas e diferentes grãos

Comportamento

Um dia de compras com a nova classe média

Um dia de compras com a nova classe média

Pesquisar é fundamental e preço não é o suficiente

Marca

Lorenzetti completa 90 anos e amplia portfólio

Lorenzetti completa 90 anos e amplia portfólio

Lorenzetti completa 90 anos com foco sustentável

Relacionamento

Como o Marketing de relacionamento é visto?

Como o Marketing de relacionamento é visto?

CRM é a questão considerada mais importante

Promoção

Consumidor quer presente que destaque sua mãe

Consumidor quer presente que destaque sua mãe

Estudo da WMcCann revela fatores decisivos na compra

Digital

E-commerce: não há mais espaço para amadores

E-commerce: não há mais espaço para amadores

Cenário digital está mais competitivo

Planejamento

Mahogany se expande para o interior

Mahogany se expande para o interior

Novos públicos são estratégicos para a marca

Pesquisa

Novos e-consumidores buscam melhores preços

Novos e-consumidores buscam melhores preços

Pesquisa mostra que eles compram por indicação

PDV

Empresas online abrem lojas físicas

Empresas online abrem lojas físicas

Iniciativa facilita a aproximação com o público

Publicidade

Marcas pensam em solteiros no Dia dos Namorados

Marcas pensam em solteiros no Dia dos Namorados

Algumas ações dão espaço ou focam no público

Como reverter prejuízo em lucro

Como reverter prejuízo em lucro

Empresas focam em processos e custos

Profissionais de MKT têm consumo específico

Profissionais de MKT têm consumo específico

Pesquisa evita influências pessoais na comunicação

Citi mobiliza funcionários em prol de ONG

Citi mobiliza funcionários em prol de ONG

Arrecadação financiará cirurgias de crianças

Netflix fecha acordo com DreamWorks

Netflix fecha acordo com DreamWorks

Parceria prevê a criação de conteúdo exclusivo

Perdigão dá brindes em bares e restaurantes

Perdigão dá brindes em bares e restaurantes

Kits serão distribuídos em cerca de 20 locais

E-commerce: não há mais espaço para amadores

E-commerce: não há mais espaço para amadores

Cenário digital está mais competitivo

Profissionais de Marketing têm comportamentos de consumo específicos

Profissionais de Marketing têm comportamentos de consumo específicos

Pesquisa evita influências pessoais na comunicação

Diletto lança cinco sabores de sorvetes de massa

Diletto lança cinco sabores de sorvetes de massa

Versões serão vendidas em cups de 500ml