O ano de 2008 foi marcante para o setor de aviação no Brasil. Mas não necessariamente por conta de acidentes, atrasos ou cancelamento de voos. Em 2008, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras entrou no mercado em um momento conturbado, mas que serviu como “gancho” para que a empresa pudesse diferenciar a sua marca.
O nome da empresa foi escolhido pelos brasileiros em uma promoção com a participação de 158 mil pessoas. Distinguindo-se das tradicionais companhias do setor desde sua chegada ao mercado, a Azul contou com a participação de seus potenciais clientes pela internet para criar um vínculo emocional com a marca antes mesmo de um contato com o serviço.
Além do planejamento de voo e da estratégia de Marketing, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras já vem se preparando para possíveis momentos de crise antes de começar a voar. De acordo com o Diretor de Marketing da companhia, Gianfranco Beting, nada supera uma experiência no setor como tem o fundador David Neeleman e por isso a Azul está mais focada em oferecer um bom produto.
Tudo azul para os passageiros
A Azul é uma empresa que busca oferecer ao consumidor uma nova maneira de encarar o transporte aéreo. “O que diferencia a Azul das demais companhias é a noção e intenção de fazer diferente e o consumidor pode avaliar a partir do produto, serviço e dos diversos pontos de contato”, diz Gianfranco Beting (foto), em entrevista ao Mundo do Marketing.
Para reforçar este objetivo, Beting explica como o passageiro percebe a atuação da companhia. “Temos a maior concentração de totens para Check-in, treinamento aos funcionários para realizarem uma aproximação diferente aos clientes e o Web Check-in para diminuir a espera no aeroporto”, conta.
Para que o consumidor perceba a diferença da empresa com relação às outras companhias, a Azul aposta nos seus 90 pontos de contato, desde a consulta no site até a busca da bagagem. Ponto alto para os que voam com freqüência e sofrem com lanches à base de barras de cereal, o serviço de bordo da Azul oferece frutas e vinhos, por exemplo. “Desde a fundação da empresa, nada foi pensado diferente do que acontece hoje. Notamos que nossos passageiros perceberam uma sensível diferença com relação aos outros serviços oferecidos no mercado”, acredita o Diretor de Marketing.

Lucro X participação
A participação de mercado da empresa, que ainda não chegou a 5%, não preocupa Beting. O Diretor de Marketing informa que nunca foi fundamental no processo de estruturação da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. É uma consequência. “Temos maior interesse em sermos uma empresa lucrativa do que buscar participação maior de mercado a qualquer preço. Com um bom produto e serviço atingiremos a nossa meta”, afirma.
O posicionamento de marca da Azul Linhas Aéreas Brasileiras se traduz no dia-a-dia através de ‘uma nova fase na história do transporte aéreo do país’. Isto significa que, ao mesmo tempo em que a companhia foca em preço baixo com alta qualidade, o Marketing precisa levar passageiros para dentro dos aviões. “Temos que sensibilizar os que nunca voaram a voar com a gente, comunicar a acessibilidade e o quão agradável é a experiência de voar com a Azul diariamente”, conta Beting.

Atualmente, uma das ferramentas para estreitar o relacionamento com os consumidores é a internet. Depois que os internautas escolheram o nome da empresa, outras ações foram realizadas com o consumidor e a mais recente foi a escolha do nome de uma aeronave da companhia. Já a promoção Passaporte Azul, que oferece voos durante um mês inteiro pagando apenas R$ 499,00, serve também como forma de criar relacionamento com os consumidores, mas para Beting apenas isto não basta. “O nosso principal programa de relacionamento é tratar bem os nossos passageiros. Para ter sucesso nesta relação, é preciso um bom produto, preço justo e respeito e consideração em todas as etapas porque o produto é responsável pela sua divulgação”, ressalta.
Até hoje foram mais de um milhão de passageiros que voaram pela frota da Azul no Brasil. Para o final do ano – período em que cresce o volume de passageiros – a Azul não pretende fazer nada diferente da preparação normal. “O grande problema é trabalhar na baixa temporada. Estamos desenvolvendo ferramentas para trabalhar melhor neste momento com ações mais táticas”, aponta.
Adilson Giro
Representante Comercial | Gpav Representações
Sempre que necessito, dou prefer?ia pela Azul, gostei muito do atendimento e o respeito que tem com o consumidor.Acredito que em breve ser?uebrado o monop? da Tam e Gol que embora tamb?grandes empresas impedem a participa? da Azul em alguns aeroportos. Por que ser?
Data: 25/10/2009
jose luiz da costa
representante comercial | jose luiz da costa
A Azul, vai bem e obrigado.?s?idar das tarifas pois um dia paguei 109 R$ e cinco dias depois baixou para 79 R$, e n?me deu cr?to.O Brasil tem falta de transporte a?o, por?falta espa?nos aeroportos e tem aeroportos sucateados em cidades que podem receber avi?e assim os passageiro tem que ir de ?us.
Data: 22/10/2009
Daniele Mott
Tecn?a em marketing |
Depois de ler essa mat?a me deu vontade de voar com a azul rsrss..isso siginifica que metade da estrat?a de conquisatar clientes j?st?uncionando, o neg? agora ?ontinuar assim com inova?s para o setor ?o (caso que o mercado est?arente) e CUMPRIR com tudo o que disserem o cliente sempre dever?entir-se bem tratado e espera sempre receber aquilo que foi-lhe dito. parab? Azul!
Data: 22/10/2009
Patrícia Câmara
Finan? e Marketing | EMBRASCAR - Empresa Brasileira de Cargas
Acho que a estrat?a seguida pela Azul para trazer novos clientes e em manter aqueles que j?iveram o momento de experi?ia com o servi?e assim j?ossuem a sua percep? de valor em rela? ao servi? esta sendo muito bem direcionada. O foco no atendimento do princ?o ao fim de todo o processo, onde todos os contatos poss?is com o seu cliente est?sendo explorados com qualidade, ?rimordial para o segmento, j?ue o momento crucial onde o consumidor qualifica e absorve inconscientemente para a sua mem? a experi?ia, ? momento do contato "f?co", contato pessoal com a marca. O brasileiro d?alor enorme ao contato pessoal. O marketing usando seus recursos para as ferramentas humanas, tende a criar e agregar valor a este atributo, e ent?boas experi?ias ficar?na mente do consumidor positivamente. O boca boca ent?passa a ser a ferramenta espontanea, importante para o sucesso de qualquer organiza?, pois ? que tem maior peso na decis?entre uma ou outra marca, devido a credibilidade que traz, e neste caso far?om que a marca decole. Outro diferencial que vejo pode estar no servi?oferecido a bordo, j?ue um de seus concorrentes diretos, a Gol por exemplo, possibilita pre? mais acess?is aos clientes, mas para isso tem que reduzir seus custos oferencendo um servi?de bordo b?co, at?or serem trajetos curtos, de ambito nacional apenas, e tem como op? no card?o as barrinhas de cereais. A azul, podendo unir o atendimento com qualidade, o pre?baixo e um servi?de bordo mais requintado e melhor, e conseguindo manter sua margem de lucro exponencial para o neg?, tende a obter patamares cada vez mais expressivos na participa? do mercado que aos poucos j?em conquistando. Eu acredito que ainda ouviremos muito sobre ela.
Data: 22/10/2009
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