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Reportagem Mundo do Marketing

Nestlé aposta em Nescafé Dolce Gusto para a massa

Sistema inspirado no Nespresso é voltado para a família e conta com modelo de negócio amplo

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 07/06/2010

bruno@mundodomarketing.com.br

Nestlé aposta em Nescafé Dolce Gusto para a massaAos poucos, as cafeteiras que por anos a fio fizeram o café da manhã tradicional dos brasileiros sairão de casa pela porta da cozinha. Enquanto isso, pela porta da frente, entrará em cena uma máquina capaz de produzir café espresso, cappuccino e chocolate quente para toda família. Pelo menos esta é a aposta da Nestlé ao lançar o Nescafé Dolce Gusto com força total, depois de introduzir o modelo lançado na Europa em 2006 e por aqui no ano passado, sendo o primeiro país da América do Sul a receber a novidade.

Nescafé Dolce Gusto aposta num modelo que une uma marca reconhecida a um desejo latente do consumidor brasileiro da classe média: preparar em casa as mesmas bebidas que está acostumado a degustar nas cafeterias. Tudo isso, aliado à facilidade de utilizar a máquina com sistema de cápsulas, a um design diferenciado e a um preço acessível. Qualquer semelhança com o seu primo rico Nespresso não é mera coincidência.

O novo produto foi desenvolvido para preencher um espaço que não estava sendo atendido por Nespresso por conta do preço, da marca e do modelo de distribuição. Uma máquina que prepara apenas o espresso tradicional pode custar até R$ 3 mil e um dos sistemas Nespresso mais em conta sai por R$ 1 mil. Já Dolce Gusto pode ser adquirido por R$ 600,00. Enquanto Nespresso é super premium, focado no café gourmet, na seleção de sabores de café e é vendido em boutiques próprias, Nescafé Dolce Gusto é para massa, com bebidas à base de café e vendido no grande varejo, desde lojas de eletrodomésticos e até supermercados.

Novidade para a família
O posicionamento de Dolce Gusto é de uma máquina - desenvolvida em parceria com a Arno - voltada para a família por ter uma variedade de bebidas, como o espresso tradicional, o espresso intenso, o caffè lungo, o cappuccino, o latte macchiato, com uma combinação do espresso com o leite, e Chococino, um chocolate quente. “O consumidor queria ter estas bebidas diferentes dentro de casa”, aponta Liliam Mirando, Diretora de Cafés e Bebidas da Nestlé. “Ele está ávido por novidade e tinha oportunidade para oferecer uma opção diferente com qualidade e valor”, completa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Nestlé levou dois anos para lançar o sistema no Brasil, porque desenvolveu pesquisas quantitativas e qualitativas com consumidores e com revendedores. Descobriu-se que um dos motivos para não comprar as máquinas de espresso, além do preço, era a dificuldade de se preparar a bebida. A multinacional também introduziu o produto de forma gradual para poder corrigir eventuais falhas que, segundo a empresa, não ocorreram. “Queríamos entender a aceitação do consumidor num primeiro momento”, afirma Liliam.

Nescafé Dolce Gusto chegou às lojas primeiro em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “A aceitação do consumidor tem sido ótima. Os produtos têm surpreendido o cliente”, comemora a executiva. Os próximos mercados a venderem o produto são Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Todas as cidades brasileiras, no entanto, podem receber as máquinas pelo fato da companhia vender também pela internet.

Nestlé aposta em Nescafé Dolce Gusto para a massaDesign faz a diferença
O público-alvo do produto é amplo. São pessoas que gostam de café, acostumas às cafeterias e que queiram bebidas de qualidade em casa também. Há consumidores que escolhem lugares de destaque na cozinha ou na sala de jantar para exibir a máquina. A ideia é justamente expor o design diferenciado que ganha cor preta, branca ou vermelha, a mais vendida. Outro atributo do produto valorizado é a personalização. Com Dolce Gusto é possível preparar um café com leite com menos café ou menos leite.

E é no ponto-de-venda que a Nestlé está destacando estas características. Um dos desafios é mostrar que é simples preparar um café espresso. As ações de degustação representam um dos principais pilares de promoção. “Há um mito de que manusear uma máquina de café espresso é difícil. Mostramos que é simples, fácil e é só apertar um botão”, explica Liliam Mirando, da Nestlé.  “Temos trabalhado para ter uma conversa próxima com o consumidor para explicar sobre o conceito”, ressalta a Diretora, que estima já ter impactado mais de um milhão de pessoas no PDV.

Outro ponto de alto investimento para a marca é a comunicação. Nescafé Dolce Gusto ganhou o Brasil com comerciais na TV e com merchandising em programas como O Aprendiz, da Rede Record. Agora, a meta é fazer o consumidor comprar. “Gostaríamos que cada brasileiro tivesse uma máquina em casa”, conta Liliam. “Somos referência na produção e devemos ser também no consumo. Dolce Gusto é a democratização do café de qualidade”, acredita.

Nestlé aposta em Nescafé Dolce Gusto para a massa



Allex Martinez

Marketing Comercial | Amp Service Radiocomunicação

Acompanhei as campanhas pela Tv, os merchandisings no programa Aprediz e o esfor?que a Nestle est?azendo no mercado para ter a aceita? da massan, acredito que com um apelo mais emocional voltado pela paix? desejo e tradi? que o brasileiro tem em tomar caf?ela manh?eria uma op? mais eficaz, o pre??elevante, mas hoje os formatos de pagamento facilitam e est??ina Dolce Gusto tem um desing arrojado ?e f?l manuseio e oferece op? pelo cappuccino e leite com caf?O maior problema seria o refil, consegui identificar na prova do Aprendiz. A Nestle tem e deve solidificar o PDV fazer despertar a aten? e o desejo pelo aparelho, trabalhar com uma linguagem simples e buscar no sua distribui? maneiras de f?l acesso pelo consumidor.

Data: 14/07/2010

Marcelo Chehab

Professor universitario e empresario | Unifran e Sandy

O produto ?egal e ate acredito que com o passar do tempo e a massifica? do produto fa?com que os valores caiam um pouco ja que ?deia da empresa ter uma maquina a cada residencia, um pouco ambisiosa, mas ?ma ideia. Porem ja vejo problema , pelo valor do refil, que sai por volta de R$23,00 para 8 cafes e na falta de distribuicao ?ificil encontrar esse produto. A empresa precisara criar pontos de apoio e feed back sobre o uso do produto senao a manutencao do mesmo no mercado nao sera uma tarefa facil nao!

Data: 18/06/2010

Carla Ponce de Leon

| FGV

Esse argumento do pre?para a massa j?st?bsoleto. Aqui no Rio de Janeiro ?oss?l comprar a m?na da Nespresso la loja Spyce por 600 e poucos reais. Se a m?ina dulce gusto ?ara massa, deveria ser mais barata.Outro argumento bem furado ?obre a pesquisa, que apontou dificuldade de preparar o caf?a m?ina da Nespresso!!! N?h?ificuldade alguma, n??oss?l que o resultado da pesquisa esteja correto!!!

Data: 09/06/2010

Paulo Dimas

Administrador | spmmarketing

O caf? um produto muito forte na mesa dos brasileiros, essa m?ina pode ser mais um produto na cozinha sem muita utilidade como a pr?a cafeteira, espremedor de laranja, entre outros, que pouco ?sado pelas pessoas em casa.Vamos esperar pra ver.

Data: 08/06/2010

Antenor Ramos Netto

Marketeiro |

Do luxo ao lixo ... Massa? R$ 600,00 de custo s? m?ina? Onde o sal?o m?mo do Brasileiro ... PEDESTRE ?e pouco menos que isso? U?ser?ue eu dormi em 1992 e acordei s?ora? Massa gente ... ?oca Cola ... ?radesco ... ?rahma ... enfim ... Produto que nasce com um posicionamento como o do Dolce Gusto n?pode virar plebe assim, s? algumas pe? do mkt acreditam que essa estrat?a vai vender mais ... aumentar share ... enfim ... Bom, sei la .. de repente, as coisas est?mudando e eu ?uem estou ABSOLUTAMENTE defasado ... Parab? Nestle ... case fail pela frente ...

Data: 08/06/2010

Lucas Davi S. de Moraes

Estudante | Facamp

Concordo com os coment?os acima. Tentar uma estrat?a de massifica? do produto com um valor desses? ?simplesmente um erro infantil da Nestl?Concordo que existe esse desejo latente na classe m?a, no entanto, o pre?sugerido ?ncoerente com a realidade financeira dessa classe social. Mais um Case de fracasso a vista....

Data: 08/06/2010

patrick rocha

designer | w3b

Particularmente acho um ?o produto. Entretanto, se a Nestl?ealmente pensa em populariza? ou mesmo em "colocar uma m?ina na casa de cada brasileiro", deveria tentar principalmente rever os custos dos saches/refis...

Data: 07/06/2010

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