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Vira e mexe, em palestras para estudantes, acabo escutando um argumento quase irrefutável.

Aprenda Internet. As agências online estão cheias de vagas abertas que não são preenchidas por falta de capacitação. As agências tradicionais não.

Se o intuito é convencer estudante a aprender mídia online, ótimo. Mas eu tenho uma visão um pouco mais crítica sobre o assunto.

Continue lendo ‘estamos contratando’



Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 16/5/2008

Leia os comentários:

natalia
olá Ricardo!

Gostaria de saber alguns cursos que você indicaria pois ainda estou estudando comunicação e vejo o quanto é difícil conseguir um bom estágio onde as pessoas nos levem a sério.

Obrigada e aguardando anciosa por conselhos!!

Abraços,

Natalia!!
estudante - FACHAData: 24/7/2008

Fabio Fernandes, Craig Davis e Google

Mesmo evitando um ou outro assunto de maneira mais direta, o que eu escrevo por aqui são coisas que acredito. Agora, o fato de acreditar nem sempre quer dizer que eu tenha certeza absoluta do que esteja falando.

Continue lendo ‘Fabio Fernandes, Craig Davis e Google’


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 12/5/2008


Videogames?

O Neil Young quer lançar um projeto interativo de sua obra com atualização via web. Ele recomenda usar o PlayStation 3 pra interagir com o projeto. Ainda não é exatamente o que eu gostaria de ver (trecho do meu livro abaixo), mas já é um começo para brincadeira ficar divertida. Não que precise virar regra, mas deixar de olhar para os meios de maneira engessada é uma oportunidade. Oportunidade para todo mundo, inclusive profissionais de comunicação.

"Utilizando consoles ligados à Web, empresas poderão fazer muito mais do que comerciais inseridos em jogos. Algumas ações que utilizam a Internet podem migrar para os consoles, mesmo sem estarem inseridas em um jogo. A Internet tem algumas limitações que impedem fazer ferramentas mais ricas, apesar de o Flash (software usado para fazer animações na Web) ter evoluído bastante, está longe do que pode ser oferecido pelas ferramentas que criam jogos de console. O poder de processamento e padronização dos videogames é um diferencial importante em comparação com a Web.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 12/5/2008


Money, money, money

Saiu o relatório anual do AdvertisingAge sobre o mercado de comunicação.

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Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 12/5/2008


Mistura sua laia

Prática comum do mercado, agências tradicionais sempre pediram apoio para agências online em concorrências. Para a campanha não ficar perneta, a online colaborava resolvendo parte do briefing e dando um certo brilho na apresentação.

A novidade do momento é ver o movimento inverso. Já tem agência tradicional ajudando agência online a ganhar concorrência.

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Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 12/5/2008


Maio na ESPM e FMU

Ando esquecendo de postar os eventos no blog, para não cometer esta indelicadeza novamente em maio:

A convite de Gil Giardelli Girardelli da Adrenax e Sandra Turchi da Associação Comercial FGV estarei dia 7 de maio às 21:15 na ESPM para dar uma palestra sobre inovação na comunicação digital. É trabalho do Centro de Inovação e Criatividade ESPM.

A convite do professor Douglas Miquelof, estarei na Semana Cientifica de Propaganda e Marketing da FMU. Será dia 14 de maio às 21:00 na mesa redonda sobre Ética na Internet.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 12/5/2008


A resistência está acabando?

Este texto começou como um comentário em outro post. Resolvi “oficializar” porque uma opinião que dei em março de 2007 acabou ficando datada.

Na época, falei sobre o principal motivo da resistência ao meio Internet dentro das agências tradicionais:

Não é por medo, nem ignorância como bradam alguns. É porque evoluir significa dar um tiro no joelho (lucratividade).

Antes de continuar vou fazer duas observações. Primeira: evolução não significa tirar grana de um meio e botar no outro, mas ter inteligência e neutralidade na escolha.

Segunda: não custa avisar que termos genéricos que costumo usar no blog como “mercado” ou “agências” não indicam que eu vejo todo mundo como uma entidade unicelular. O mercado é um baita grayscale composto por todo tipo, tamanho, sabor e cheiro de pessoas e empresas. Mesmo assim, é possível definir um norte e até uma certa uniformidade em alguns assuntos.

E voltando ao assunto, o que mudou?
Mudou que alguns anunciantes - querendo a agência ou não - aumentaram muito o que investem em web. Aumentar muito quer dizer crescer bem além da média medida pelo Intermeios ou Ibope. Média que já é alta em relação aos outros meios.

Grandes anunciantes destinando quatro, seis, oito milhões ou mais em web deixou de ser raridade. O montante que parece desprezível diante de verbas de 50 ou 100 milhões, é maior que a verba total de comunicação de muitos clientes nestas mesmas agências que gerenciam as grandes contas.

Três ou quatro clientes movimentando verbas deste porte dentro da mesma agência muda o cenário que desenhei ano passado.

Neste caso, a discussão deixa de ser “tirar da TV e botar na web” ou “tirar do que é lucrativo para botar no que é menos lucrativo” para ser “perder faturamento para outra agência” ou “abrir a porta para outra agência roubar a conta toda”.

E mais, poucos milhões pode ser merda pra você, mas anunciantes hoje contam centavos. Ter resistência descabida por algum meio não atende a necessidade do cliente. E fazer isso é muito mais arriscado do que perder “algum” dinheiro.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 4/5/2008


Seu telhado é de vidro?

Que eu não sou normal os mais próximos já sabem, mas trago aqui uma pequena prova (clique para ampliar). Quando bebê, só tinha cabelo em cima, quase nada dos lados. Um moicano alguns anos antes do movimento punk copiar o corte secular. Em duas décadas e alguns carnavais depois a coisa se inverteu. Bastante dos lados, sertão em cima. O punk virou bozo.

Fazendo um paralelo a esta inversão, há 3 anos escrevi O Marketing Depois de Amanhã, falando sobre tecnologias que iriam influenciar a propaganda e o marketing. Apesar de muito bem aceito, era comum ter pessoas me indagando se as tecnologias citadas realmente teriam relação com o nosso mercado algum dia.

Este ano, na primeira publicação do M&M do ano, eu defendi a idéia de que 2008 seria o ano da Internet. Não que eu não defenda o meio desde 95, mas dizer que celular ainda precisava tomar muito Nescau e que seria a velha web a estrela, era no mínimo estranho para um mercado que agora cultua as tecnologias que detalhei no livro.

Semana passada no M&M, o Antonio Fadiga descreveu sua impressão sobre a última NAB. Ele considera que agora nossos planos de comunicação ficaram desatualizados. Aponta o celular, os jogos, a propaganda contextual, serviços baseados em localização como algumas das razões.

Praticamente citou alguns dos capítulos do livro que escrevi em 2005. Veja bem, não que o livro tenha errado na previsão, já que a idéia era mostrar as tecnologias que fariam a diferença nos próximos 10 anos, mas mostra que o mercado não quer, não consegue, ou não enxerga a necessidade de se preparar para as mudanças.

Esquecendo o blá blá blá acima, a triste história sobre o meu cabelo e a terrível sunga do meu pai, o que importa não é se o celular vai pegar este ano ou o ano que vem. O que importa é a velocidade e o rumo das coisas, descritos no meu livro e alertados no texto do Fadiga. Três anos podem parecer uma eternidade nos dias de hoje, mas a maioria das agências leva mais que isso para mudar de rumo.

O texto do M&M também é importante por outro motivo. Fadiga é CEO da Fischer América, 15ª colocada no ranking das maiores agências do Brasil. Sua preocupação, assim como a presença do Golden Boy em sua agência, são duas amostras da atenção das gigantes.

Como um elefante, as grandes são lentas mas tem força em seu movimento. A Fischer é apenas um exemplo. Talvez a Fischer nem seja um exemplo, talvez só tenha discurso, o que importa é que as grandes estão sim atentas a mudança. Mudança que ocorreu e continua acontecendo. E a hora que um gigante resolve se movimentar, tem grana pra contratar seus golden boys.

Se você é gestor, sua agência não faz parte das top 10 e não aproveitou os últimos 5 anos enquanto as grandes ainda estavam dormentes, perdeu uma enorme oportunidade. Hoje você poderia ser a Crispin brasileira. Agora não adianta chorar. Por favor, fique quietinho e se conforme com o seu lugar no fundo da fila.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 4/5/2008


sex conferences

Bem observado pelo Baroni no Ice Cream, a Wired fez um post sobre o que podemos aprender com a indústria pornô. Mas você leu antes aqui.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 4/5/2008


Saudades do Stand Center

Meu último post foi pro blog Espicaçando o Marketing, do meu mentor de marketing direto Fábio Adiron. Veja aqui.

update: só para manter histórico aqui no coxacreme, fiz um copy/paste do post. Abaixo:

Saudades do Stand Center

Eu sinto muita falta do Stand Center. Sou capaz de cometer o sacrilégio de dizer que ele ter fechado mudou minha qualidade de vida. O pior é não sentir vergonha, nem de achar nem de falar isso em público. Será que sou um brasileiro que não está preparado para um Brasil honesto ou será que já passamos pra outra metade da Curva de Laffer?

Triste é constatar que um lugar ilegal, sabidamente por não pagar impostos, seria sinônimo de respeito ao consumidor.

Logo eu para dizer isso. Eu que sempre digo que marceneiro, contador e contrabandista não se indicam para amigos. Como sustentar que um lugar sujo, abarrotado de pessoas, servido por pessoas que mal falam a nossa língua, geralmente mal educadas, seria o melhor modelo para nos espelharmos.

O atendimento era prático, a oferta e condições de pagamento eram rapidamente esclarecidas, sem truque ou taxas extras. Os produtos de boa qualidade. Lá você era informado quando o produto era original e quando a Sony não era a Sony.

E quer saber, a garantia funcionava muito bem, eu e vários amigos experimentamos na prática. Não é bondade, o contrabando sabe que além do bom desconto oferecido pela “isenção” dos impostos de importação, é em cima da confiança que o modelo se sustenta. Por melhor que seja o preço, poucos clientes comprariam um bilhete de loteria premiado.

Quem quer bondade ou benevolência dos prestadores de serviço? Quem quer fazer amigos? Tudo o que queremos é uma relação honesta e transparente. O mimo é bem vindo quando não é falso. Quando não entrega o prometido, o sorriso no rosto é entendido como um tapinha nas costas, daqueles que gruda uma plaquinha escrito “otário”. Amigo a gente vira depois de um histórico positivo.

Eu trocaria o sorriso da aeromoça, as opções de suco, o amendoim e até as milhas ganhas por 2 horas a menos de atraso no vôo. Trocaria tudo isso pela certeza de poder programar uma viagem sem medo.

Também trocaria as mensagens graciosas e aveludadas dos call centers por um atendimento mais prático e honesto. Quisera eu que o atendente da minha operadora de celular falasse grosseiramente com um forte sotaque chinês mas rapidamente resolvesse meu problema.

Não estou ignorando o relacionamento, o branding, a propaganda, o marketing. Estou apenas dizendo que hoje em dia não adianta ter discurso e não ter prática. O consumidor não separa mais a experiência de comunicação da experiência do serviço, do produto. Ou como diria um amigo meu, não adianta jogar perfume no cocô.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 4/5/2008


Braincast episódio 12

Com um time de peso, literalmente, o Braincast 12 está no ar. Eu, Carlos Merigo, Cristiano Dias, Fábio Seixas e Mentor Muniz Neto falamos de blogs a grife infantil, de marketing invisível a iPod no palito, de cerveja Polar a birras publicitárias.

Comentamos algumas questões repercutidas depois do Braincast 11, e falamos mais de blogs e como adentrar na panelinha da “umbigosfera”. Discutimos também sobre o “Safári Urbano”, ação da LG com diversos blogueiros e twitteiros em São Paulo. E para finalizar, a velha rixa entre planejamento, criação e atendimento em uma agência de publicidade.

Escute aqui.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 4/5/2008


Marcello Serpa

ale a pena ler sobre a participação do Marcelo Serpa na Semana da Criação, falando de temas importantes e que já foram tratados aqui no coxa como o risco das leis para o nosso mercado, a importância dos contadores de história, o vídeo “amador” que virou sinônimo de viral e solução simples e barata, o marketing invisível e a questão da ética, a falta de visão dos jovens na escolha das oportunidades.

Faltou eu falar sobre os bureaus de mídia. Já escrevi e joguei fora duas vezes. Quem sabe na terceira eu publique algo.


Postado por Ricardo Cavallini no Coxa Creme (http://www.coxacreme.com.br) - 4/5/2008


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