Você já ouviu falar em "loungerie"? É um misto de "roupa de baixo" e "roupa pra ficar em casa" (algo parecido com a proposta da Puket, por exemplo). Pois na França existe uma rede especializada neste tipo de roupa para crianças, chamada Jours Après Lunes. Em uma atitude ousada, a rede está apresentando sua nova coleção com fotos polêmicas, em que as crianças são apresentadas como "mini-adultos":
A campanha foi muito criticada por exagerar na sensualidade e na "adultização" das crianças, não somente pelas poses mas também pelas maquiagens e penteados.
Mas esse não é um caso isolado. A foto abaixo é da "modelo" Thylane Lena-Rose Blondeau, de apenas 10 anos de idade, que está fazendo sucesso no mundo fashion.
O fato é que as crianças estão "amadurecendo" cada vez mais rápido, e querendo virar adultas cada vez mais cedo. Ao mesmo tempo, os pais querem garantir que seus filhos aproveitem bem a sua infância e que não caiam nessa "roubada" de desperdiçar a fase mais gostosa da vida.
E aí, a loja exagerou ou não?
Franciani Galvão
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é um passo para a Pedofilia...e assim vão criando mais e mais pedófilos no mundo...
Data: 11/10/2011
Leticia
Gerente de Conteúdo |
Tudo tem seu tempo e lugar...a empresa apelou feio... Compra quem quer, mas todos nós acabamos tendo que conviver e engolir isso...não gostei...
Data: 12/09/2011
Rafael Reis
Designer | 4R
Acho injusto fazer uma crítica dessas. Vocês como publicitários estão esquecendo do mais importante, que é todo esse BUZZ que estão fazendo com a marca. Está chamando atenção! E outra coisa, as fotos não estão sensuais, pra mim parece tudo uma brincadeira. Brasileiro é soda. Gosta de imposto e restrições. É o cúmulo da hipocrisia por exemplo fazer uma propaganda de bebida e não poder dar um gole nela. Vocês não se lembram da campanha da C&A há um tempo atras pro dia das criaças que elas estravam muito mais sensuais que nessas fotos. O tempo vai dizer se é ou não um erro de marketing.
Data: 12/09/2011
Mauricio Inácio de Oliveira
assist adm | galvani
Uma agência experiente e que tem visão e conhecimento, pensaria em todos os problemas que pudessem ocorrer com a veiculação desse material, é claro e óbvio que as imagens fazem alusão a campanhas de cunho erótico de outras agências, claro e de forma bem menos explicita, mas é essa a primeira percepção, é óbvio que isso causaria problemas, erro da agência que não estudou antes, e óbvio que daria problema, total inexperiência de quem estava a frente
Data: 06/09/2011
Raquel
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Ao fazer esta propaganda, a empresa deve ter em mente qual seu publico-alvo. Sendo assim, pode até gerar polêmica, mas as pessoas já acostumadas a comprar da marca não deixaram de comprar. Mas o que houve, foi que a empresa afetou o Macro ambiente: PAIS que tem uma cultura diferenciada e não são muito modernos.
Data: 01/09/2011
Ana Karolina
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Apesar do modernismo de hoje, ainda sou uma pessoa conservadora e por isso falo com tanta convicção que acho errado essa total apelação com o corpo das crianças. E aqueles que concordam comigo com certeza não deixam seus filhos verem P* ou pelo menos tentam impedir ao máximo isso.
Data: 01/09/2011
Rafael
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a.b.s.u.r.d.o Desde quando uma criança, ainda mais uma garotinha, se preocupa em usar uma calcinha ou ainda mais um sutiã?? Desde quando elas querem se aparecer assim? É uma fase de brincar de barbie e não querer se focar para a aparência, por favor gente.. Estão estimulando a vaidade desde criança! Isso é o cúmulo.
Data: 01/09/2011
Henrique BG
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É preciso diferenciar ações de marketing do que é politicamente clichê. Fazer um discurso da "inocência infantil" é tão chavão quanto hipócrita (é fácil criticar uma campanha na internet enquanto deixa os filhos assistirem a putaria da novela). Vamos nos focar da discussão da profissão, não das imperfeições sociais e antropológicas do mundo. No mais me parece um erro de marketing sim, achei bom o post.
Data: 31/08/2011
Ana Karolina Oliveira
Estudante de comunicação/PP |
Qual a finalidade de colocar uma criança para esse tipo de campanha? Elas passam (ou deveriam passar) um ar de inocência; de pureza. Essa campanha foi infeliz ao utilizar meninas em poses sensuais para cumprir seu objetivo. Sinceramente, essas fotos podem acentuar ainda mais os casos de pedofilia.
Data: 30/08/2011
Erilúcia Abreu
Coordenadora de Marketing |
É uma campanha bizarra. Esse tipo de propaganda que distorce as fases da vida de uma pessoa, em especial das crianças,é irresponsável. Hoje em dia as crianças são tratadas como mini-adultos e acabam por não vivenciar a infância como deveriam, pulam as fases e disso resultam tantos desajustes como a violência e a crise de identidade. O que mais me enoja nessa campanha são as poses sensuais que acabam por incitar a pedofilia.
Data: 28/08/2011
Arnaldo Rabelo
consultor | Rabelo & Associados
As marcas que trabalham com o público infantil precisam zelar pelo bom desenvolvimento das crianças. Isso significa valorizar uma infância saudável. Não se pode, portanto, colocar a criança em uma situação de adulto. Normalmente isso acontece por falta de consciência da marca realizadora. A sociedade, mais cedo ou mais tarde, se voltará contra essas marcas.
Data: 27/08/2011
Marina Ribeiro
Profissional de Marketing | MRMKT
No início deste ano a revista Vogue francesa já publicou um editorial de moda com crianças que causou polêmica. Noticiou-se que a revista chegou a perder anunciantes devido ao editorial. Mais do que dever dos pais, a sociedade como um todo é responsável pelo tratamento que dá às suas crianças. E os profissionais envolvidos com comunicação não estão isentos desta responsabilidade. Muito ao contrário.
Data: 23/08/2011
Marcelo
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Quando vcs vaum aprender que isto, ainda, não pode ser considerado um erro de marketing.
Criança tem que ser criança. É fato cientificamente provado que o estímulo visual causa o desenvolvimento precoce, por isso as meninas menstruam cada vez mais cedo, e entram em crise. Não gostei da campanha. Achei um erro de Marketing sim, esse formato de campanha deve ser para maiores teria ficado lindo. Para as menores, uma campanha que integrasse lingerie e brincadeiras infantis chamaria muito mais minha atenção, até por que não sou contra as crianças usarem sutiã, pois sou mãe de uma menina de 8 anos e compro para ela, mas escolho peças que tenham tema de com bichinhos ou lisas, nada de renda ou com enchimento por exemplo. E digo para ela que menina tem que usar para não aparecer o que chamamos entre nós duas de "tete". Acho que com isso estou ensinando desde cedo que é importante e como ela pode preservar a própria imagem.
Data: 23/08/2011
Alexandre
Publicitário |
Achei linda a campanha. Os pais são os responsáveis pela criação dos filhos. Compra quem quer.
Data: 22/08/2011
Rafael Vilela
Publicitário | 2Fly Agência Digital
Achei um absurdo. Cada vez mais estamos ridicularizando nossas crianças com essa constante "adultização". Acredito que não há nada de ousadia nessa campanha, mas sim uma falta de respeito a pureza e a inocência de pessoas que ainda nem sabem o que vão ser no futuro. Ao meu ver, as maiores preocupações de uma criança seriam: qual a brincadeira do final da tarde ou ainda se já fez o dever de casa. Não qual roupa, corte de cabelo, maquilagem ou jóia usar...
Data: 22/08/2011
Alessandro Enes
Coordenador de Manutenção |
Culpados principais dessa campanha existir: PAIS. Pedofilia? Abuso a inocência infantil? Sexualidade desde cedo?
Data: 22/08/2011
Márcio
Analista de Mkt | Mueller Fogões
Criança, antes de tudo, precisa aprender a ser criança. Tudo tem limite, e acredito realmente que eles extrapolaram.
Depois do caso da Arezzo, agora foi a vez de outra rede de varejo de roupas entrar na mira das denúncias. Ontem, dia 16, o programa "A Liga", da TV Bandeirantes, apresentou um documentário sobre "trabalho escravo" no Brasil. Apesar de parecer coisa do passado, estima-se que 12 milhões de pessoas trabalham em condições análogas à escravidão. A reportagem mostra casos de carvoarias, contruções civis e outros tipos de negócios que exploram a mão de obra nessas condições no Brasil.
E, de repente, em meio à uma visita do ministério do traballho a uma confecção de roupas que foi denunciada, uma surpresa: várias pessoas trabalhando em condições desumanas na fabricação de roupas da loja Zara, rede europeia de moda. O programa "malhou" a Zara por um bom tempo explicitamente. Mostrou costureiros vindos da Bolívia que não estavam registrados, trabalhando em condições totalmente inadequadas e ganhando muito pouco (R$ 0,26 por calça jeans que costuram, por exemplo).
O programa inteiro já está disponível no Youtube. Vejam alguns trechos abaixo (assista a partir do 1'03''):
Uf... que dureza, hein? O caso ficou no TT do Twitter um bom tempo ontem à noite e trouxe um enorme prejuízo para a imagem da marca. Em tempo: no fim do programa, a representante da empresa alegou que esse é um caso isolado e que as providências já foram tomadas para corrigir o problema (veja o vídeo aqui, a partir do 7'22''). Mas depois de quase uma hora de exposição negativa, não tem discurso que consiga fazer milagre.
Edson Gomes
Diretor de Arte | Faro Comunicação Integrada
Não é um erro de marketing, é um erro em qualquer dimensão em que se olhe. As empresas precisam começar a assumir responsabilidades sobre o seu papel dentro de uma ordem mundial, ou elas não sobreviveram, ou nós é que não sobreviveremos a elas. É preciso que exista alguma de humanidade no processo.
Data: 29/09/2011
Luis Carlos
Assistente de Marketing |
Não sei por que, mas tinha certeza que a sua resposta seria do tipo você é muito jovem e tem muito que aprender... Talvez, não conseguiu entender o jovem aqui, pois em momento algum questionei os fatos baseados em PESQUISAS e ESTATÍSTICAS que mencionou com argumentos ufanistas e sim a questão de "brasileiros" utilizarem esses mesmos fatos para justificar questões como a que estamos discutindo... Sim, sou jovem e estou batalhando para me tornar um profissional melhor, assim como você certamente o fez em determinada fase de sua vida. Seguindo nessa batalha e até justificando o motivo do acesso a esse tipo de site, gostaria de pedir ajuda a profissionais experientes como você: Baseado em seus estudos de comportamento e seu conhecimento em aspectos científicos, se possível gostaria de saber claramente sua opinião sobre o que pode ser feito para evitar esses problemas em nosso país? Agradeço a oportunidade da discussão, pois como jovem profissional acredito que debates desse nível enriquecem meu conhecimento. Obs. Desculpe-me se no comentário anterior pareceu sermão, não foi minha intenção. Abraço...
Data: 24/08/2011
Ricardo Jardim
Publicitário | autönomo
Prezado Luis Carlos, em primeiro lugar não deixemos este tópico ir para níveis pessoais, não é esta, certamente, a intenção do articulista. Outro detalhe: não estou criticando-o por ser jovem, não sou tão "velho" assim, muito antes pelo contrário, mas tenho bastante experiência de mercado e estudo muito, sempre, o tempo todo. Admiro seu otimismo, mas o mercado não é gerido apenas por emoções e boa vontade, mas por números e resultados. Apenas para reforçar meu comentário deixe-me lhe passar alguns dados, replicando um pequeno trecho sobre o caso Arezzo (você deve ter ouvido falar): "Muito se discute sobre o potencial da mídia social em construir e destruir marcas, além de influenciar no comportamento de compra. O caso da Arezzo, em abril deste ano, quando a marca lançou e divulgou uma coleção de calçados e acessórios feitos com peles e pelos de animais, foi tratado como negativo para a empresa. Milhares de comentários desfavoráveis foram registrados. Houve até movimento de boicote e a Arezzo retirou a linha “Pelemania” das lojas. Agora, olhemos para as vendas no segundo trimestre da marca. Poderíamos esperar uma queda, ou pelo menos um crescimento perto de zero, certo? Mas a companhia registrou um lucro líquido 43,3% maior em relação ao mesmo período do ano passado, registrando um saldo positivo de R$ 24 milhões. De acordo com o resultado da Arezzo divulgado na semana passada, foram vendidos 1,56 milhão de pares de sapato e 103 mil bolsas entre abril e junho deste ano. Você consegue explicar este fenômeno? Mesmo com uma propaganda negativa, a Arezzo vendeu mais. E bem mais. Definitivamente temos que evoluir nos estudos e nas práticas dentro da mídia social. Está certo que o sucesso e a reputação de uma marca não podem ser medidos por um trimestre. Mas são para estes números que olham os investidores e CEOs, que, por sua vez, determinam os rumos de Marketing das empresas. Certo ou errado, temos que refletir." - entendeu agora o porquê de meus comentários? As intenções de compra de um consumidor vão muito além de matérias (até bem intencionadas) de redes de TV. Muitas vezes, nem as pesquisas acertam, haja visto tantos produtos que foram lançados baseados em pesquisa e afundaram no mercado. Por este mesmo motivo vivemos uma época em que, cada vez mais, o marketing é focado no indivíduo e não mais em faixas de consumo. Daí o grande êxito de investimentos em redes sociais. Abraço.
Data: 24/08/2011
Luis Carlos
Assistente de Marketing |
É disso que estou falando... Caro Ricardo, muito obrigado pelo esclarecimento e por compartilhar seus conhecimentos, jamais tivemos a intenção de direcionar a discussão para níveis pessoais e sim conseguimos debater pontos de vista com intuito de adquirir maior poder de argumentação, ampliar nossa visão de determinado case e ganhar um pouco mais de conhecimento... Sobre seus argumentos (extremamente bem fundamentados) me chamou atenção, a questão da necessidade da nossa evolução nos estudos e nas práticas dentro da mídia social, que por sinal tenho estudado muito a respeito dessa evolução e suas complexidades... Bom... Espero ter a oportunidade de dividir e participar de outras discussões com profissionais do seu nível... Muito obrigado! Abraço...
Data: 24/08/2011
Ricardo Jardim
Publicitário | autönomo
Luis Carlos, obviamente que seu comentário foi apontado em minha direção. Apenas, para você que está provavelmente começando agora, já que é assistente, vou utilizar uma expressão que fundamentou meu comentário e algo que você vai ter que se utilizar na sua vida profissional: PESQUISA! Estude estatística, vá atrás de informações e referências. Depois me critique e tente evangelizar com seu discurso ufanista de PRA FRENTE , BRASIL, que você certamente nem sabe o que foi. Não sou um niilista, estudo comportamento. Não sou emocional, como você está sendo e dando sermão. Sou adepto de aspectos científicos. Fique atento, depois me conte o que aconteceu! Abraçco.
Data: 23/08/2011
Luis Carlos
Assistente de Marketing |
O que realmente me preocupa e de certa forma até justifica a existência desse tipo de problema no país, são alguns comentários do tipo, brasileiro não tem memória, amanhã o povo esquece e voltará a consumir o produto da empresa!!! Eiiii, profissional de marketing ACORDA e saia dessa zona de conforto, você como um comunicador e com todas as tecnologias a sua disposição pode e deve abrir os olhos dos brasileiros. Tá na hora de acreditarmos que podemos serum país melhor e destruir a imagem que aqui tudo pode... Acredito e faço minha parte para viver em um país melhor... O dia que deixar de acreditar nesse conceito, possivelmente terei deixado de acreditar na vida humana.
Data: 19/08/2011
Ina castro
assessora | Estado
O problema não são as pessoas que se submetem a isso, não é a pobreza nem a falta de estudo. O problema é que a exploração do homem pelo homem é permitida. O Estado não protege o trabalhador, mas protege o explorador, permitindo altos lucros e deixando de oferecer o mínimo de direitos ou zelando pela defesa deles. O problema é o sistema capitalista, a busca do lucro a todo custo.
Data: 19/08/2011
Bruno
planner | br4.cgn
Gente, duas coisas: 1º - o caso da Arezzo é besteira. As pessoas se ofendem com coisas de pele mas nem ligam de usar coisas de couro. Ambos os produtos são a mesma coisa, só que um tem pelinhos e lembra mais o animal vivo do que o outro. 2º - até pode ser que a Zara não soubesse do trabalho, mas a maior probabilidade é de vista grossa mesmo. Agora, quem viu o programa pode notar os escravos pedindo para que a reportagem não denunciasse pois a vida de escravo no Brasil é melhor que a de trabalhador ou desempregado na Bolívia. O mesmo trabalho (costura), mas registrado em carteira na Bolívia pagaria 5 vezes menos para o 'escravo'. A nike, qundo foi acusada de pagar menos de um dolar por dia para crianças africanas em suas fábricas usou um discurso, até pertinente, de que eles preferiam pagar pouco para uma criança trabalhar do que deixá-la a mercê de uma sociedade violenta e miserável. Alegaram que o dolar diário sustentava uma família e que, por isso, não tinham peso na consciência. Pra eles funcionou na época...
Data: 18/08/2011
Cledson de Lima
Mercadólogo e professor |
A questão é a dignidade humana caro Bruno, e não sermos coniventes com esse tipo de postura, seja no Brasil, Bolivia, China etc. Marketing é outra coisa.
Data: 18/08/2011
Ricardo Jardim
Publicitário | autönomo
O comentário do Bruno, salvo algumas distorções de conceito, não deixa de estar correto. Fazem este bafafá todo em torno de empresas como a Zara, mas esquecem de algo muito maior: as distorções sociais que levam estas pessoas a aceitar estes sub-empregos. Cadê o Brasil rico, que está em franco desenvolvimento? Onde está o registro de carteiras assinadas aumentando a cada dia? Cadê este Brasil das campanhas políticas, cheio de criancinhas felizes, com hospitais limpos e escolas bonitas? Como o Bruno percebeu, muitas daquelas pessoas estavam temerosas de perder até mesmo aquele "trabalho escravo" que, a rigor, era a única perspectiva de sobrevivência que elas possuem. Muitas, morando no próprio local de trabalho. Muito bem, a justiça e o Ministério do Trabalho vão fechar estes locais, as pessoas irão trabalhar aonde e algumas morar embaixo das pontes? Onde está um sistema social que irá acolhê-las e ampará-las de forma digna e segura? Parece a mesma história das enchentes e tragédias do Brasil: enchem os noticiários ,mas na hora de amparar as pessoas afetadas desviam até o dinheiro do auxílio. Neste caso do programa A LIGA, quem se deu bem em termos de marketing foi a Band.
Data: 18/08/2011
Cristina Almeida
Coordenadora de marketing |
Bruno, deixa de ser alienada, a pele é retirada do animal vivo. Já imaginou uma pessoa chegar começar a arrancar a sua pele vivo para não danificá-la e vendê-la a outro ser? Já pensou na dor? Ah e depois você ficaria sangrando sem pele até morrer. Acho isso pouco???
Data: 18/08/2011
Gustavo Bastos
Diretor de Marketing | Nobre Ambiental
Uma vergonha generalizada.Assiti todo o programa. A representante da marca que no final do programa foi falar pela empresa se contradisse em diversas situações. Uma delas foi falar que a marca tem centenas de fiscais de qualidade no mundo todo que vistoriam os locais onde as peças de roupas são fabricadas. E na matéria é mostrado que os locais, que eram mais de 10, além das condições precárias, tinham mais de 3 anos de funcionamento. Sem falar no valor da peça paga para o local. R$ 7,00 e a mesma peça era vendida a R$ 150,00. Um absurdo. Gostava da marca, e vi que não passa de exploração. Nunca mais entro lá. Com certeza eles devem fazer isso também lá pela Ásia.
Data: 17/08/2011
Bruno
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Sem carteira assinada? Hahaha! Qual agência assina carteira. Queria ver se eles são corajosos mesmo e visitam as agencias de comunicação para fazer esta denuncia. Sem carteira, sem hora extra, sem plano de saúde...
Data: 17/08/2011
Cledson de Lima
Mercadólogo e professor |
Não entendi novamente o "erro de marketing". O que este caso mostra é sim um total descaso com a dignidade humana. Casos como esse existem aos montes. Um exemplo é a Nike também que explora mão de obra. Pessoas desinformadas que se "sacrificam" para terem produtos de "marcas consagradas". Nesta parte me envergonho de como o poder do marketing é usado de maneira nenhum pouco ética. Bruno, agências de comunicação é outra história. Não se compara o trabalho entre as partes, muito menos as condições que são oferecidas.
Data: 17/08/2011
Ricardo Jardim
Publicit[ario | autönomo
Olha, gente, comparar a forma como os profissionais de comunicação são remunerados e trabalho escravo é no mínimo desvirtuar o assunto. Os profissionais de publicidade não são obrigados a trabalhar desta ou de outra forma em termos de legislação de trabalho, possuem o livre arbítrio de escolha. Trabalho escravo pressupõe uma série de ações coercitivas que restringem o poder e a capacidade de escolha do trabalhador, inclusive a violência física. Nunca vi (e olha que trabalhei em várias) o dono de uma agência de propaganda espancar um funcionário, descontar comida, roupa, etc. Em todas as que trabalhei havia, sim, planos de saúde. Quanto às horas extras, isto era combinado quando da admissão, e geralmente funcionava desta forma com o pessoal da área de criação, onde estavam os maiores salários. Todos os setores administrativos e operacionais, recebiam, sim, horas extras. Eu, particularmente, não gosto muito desta coisa de generalizações e o que o programa se propunha, e o fez muito bem, era abordar exclusivamente o que se compreende por trabalho escravo. Quando houver (se houver) um programa que trate sobre condições ou relações de trabalho, então, talvez, os comentários sejam pertinentes ou relevantes. O que vejo muito hoje em dia, é uma gurizada que recém saiu das faculdades e já espera encontrar nas agências de comunicação um mar de rosas que muitas vezes é vendido erroneamente até mesmo pela mídia. Trabalhar em propaganda nos dias atuais exige determinação, persistência, muito trabalho, talento e, até mesmo uma dose coerente de humildade. Espero não ter ferido os brios de ninguém, mas algumas verdades são indeléveis. Abraçoes.
Data: 17/08/2011
Gabriela
Estudante |
O caso está sendo comparado ao da Arezzo, mas temos que lembrar que apesar da Arezzo ter ido contra um pensamento de não maltratar os animais, ela fez tudo dentro da lei (não vejo sentido em isso ser legalizado, mas esse é outro assunto). Já a Zara está agindo contra o ser humano, contra a dignidade, um pensamento retrógrado e mesquinho. Muitos estão dizendo que outras marcas fazem isso e dizendo para pararmos de reclamar da Zara, mas acho que temos que ir contra esse tipo de marca sim, pelo menos qndo sabemos que ela faz isso.
Data: 17/08/2011
Ricardo Jardim
Publicitário | autönomo
Desculpe-me o colunista, mas a rigor, isso nem é um erro de marketing, pois aspectos produtivos de uma empresa não estão associados diretamente ao marketing da empresa. Passa a ser um fato de marketing quando se torna público por uma distorçao como esta ou algum ganho social. Este caso não passa de uma quebra de valores morais e e de legislação vigente no país. Não houve uma proposiçao ou postura relacionada ao marketing da Zara, não sendo assim necessariamente um erro (de marketing, claro). Outro detalhe é que, se formos deixar de comprar produtos que quebrem preceitos sociais, morais e leis, deixaremos de comprar a grande maioria dos produtos. E, infelizmente, brasileiro não tem memória e logo os produtos "maravilhosos" da grife Zara estarão sendo consumidos ávidamente rapidinho.
A Mearim Motos (concessionária da Honda no Maranhão), que já foi homenageada aqui no blog, é um verdadeiro exemplo de superação. Quando a gente achava que aquela propaganda tosquíssima do "incrível hulk" ganharia o troféu de pior propaganda de motos Honda do Mundo, eles conseguiram se superar e lançaram uma nova campanha com... um cover do Chaves!
Por incrível que pareça, essa "peça" teve quase quatro milhões de views no Youtube, mas virou motivo de chacota para a rede. Vale lembrar que, fora a produção bizarra, a propaganda ainda mostra, teoricamente, "crianças", dirigindo motos sem capacete...
Natto Bretas
Jornalista e Publicitário | Natto Bretas - Comunicação e Marketing
Ninguém dirige motos, mas PILOTA motos. Dirige carros, guia bicicleta, conduz outras coisas e por aí vai...
Data: 06/09/2011
Thiago
hjsdh | jhjh
Se conseguir vender e gerar buzz então tá tudo certo!
Data: 31/08/2011
Cláudio
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Isso é o que acontece quando dá para uma criança fazer um comercial.
Data: 24/08/2011
Reginaldo Inácio
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rsrs. Que o comercial é horrivel, está claro, mas tenho quase certeza que funcionou. A marca já está consolidada a concessionária é que precisa do burburinho. Haja visto que já teve HULK e ESQUELETO.
Não dá para negar... é mais fácil lançar um novo produto com uma marca já existente do que lançar uma nova marca. Algumas empresas fazem isso muito bem, mas outras nem tanto. A marca Nescau, por exemplo, não é mais apenas um nome de chocolate em pó... virou uma "megabrand" com achocolatado pronto pra beber, cereal matinal, sorvete, barrinha de chocolate etc.
Apesar de parecer, decisões que envolvem extensões de linha ou lançamentos de flankers não são tão simples assim. É preciso considerar o público-alvo do novo produto, a necessidade que está sendo atendida, o impacto na imagem da marca etc.
Por exemplo: Dove começou como um sabonete com alto poder de hidratação. O que acontece quando essa marca passa a assinar um desodorante (um produto cujo maior benefício é a proteção e não a hidratação)? É preciso estudar muito bem esse movimento antes de fazê-lo, para garantir que o resultado será positivo pra todos os produtos da marca.
Para mostrar o estrago que uma decisão errada pode causar, vamos compartilhar alguns casos, no mínimo, bizarros:
- COMIDA COLGATE: o que será que passou na cabeça do dirigentes de uma empresa tão focada como a Colgate, quando decidiram lançar pratos prontos para comer com a marca de uma pasta de dente?? Aconteceu nos EUA, onde fica a sede da empresa:
- DESODORANTE BURGER KING: a rede de lanchonetes decidiu colocar no mercado, por tempo limitado, um desodorante com o cheiro do seu principal hamburger, o Whopper. Imagino alguém usando esse desodorante e sendo seguido por cachorros na rua... rsrs
- HIPOGLOS OFTALMICO: é difícil achar registros sobre isso, mas cerca de 15 anos atrás a marca de creme para assaduras também tinha uma pomada para passar nos olhos. Decidiram se concentrar apenas na sua especialidade, o "terceiro olho" :-)
e o chocolate dove? tem alguma coisa a ver com a marca de sabonete?
Data: 20/09/2011
Thais
jornalista e RP | www.insightcorporativo.com.br
Quando eu vejo essas coisas sempre me pergunto: como alguém teve a idéia e, pior, outro(s) aprovou(varam). O "criador" deve ser muito bom de lábia, mesmo!
Data: 12/08/2011
Marcelo Alves
Designer | Agência Click
Muito interessante esse post, mas ficou uma dúvida. Não há registros das bizarrices das empresas brasileiras?
Data: 11/08/2011
Felipe Freitas
Analista de Marketing Jr. | Coca Cola FEMSA
Impressionante! Comida Colgate, esta forçou a amizade! Ainda acho que o problema de extensão da marca vai além dos casos super bizarros. Produtos simples como a linha Gillette que estende sua marca para desodorantes, acaba sacrificando a associação que ela criou de sua marca para com seu produto. Ótimo post! Parabéns!
Data: 08/08/2011
Biografia
Esse é o blog de um profissional de Marketing que também já cometeu seus erros, mas que não se conforma com as atrocidades que vê por aí. Se cada erro traz um aprendizado, prepare-se... este blog vale por um MBA.