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Eventos: a produtividade do Tio Sam versus o jeitinho do Zé Carioca

O MMA da produção de eventos. O olhar de quem já viveu as alegrias e angústias na produção de Mega Eventos no Brasil e nos Estados Unidos. Primeiro round: a idade

Por | 06/04/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Para quem está de fora, com um olhar superficial e talvez um tanto quanto míope, a produção de eventos no Brasil e nos Estados Unidos pode apresentar uma certa similaridade. Ledo engano. Para quem vê de perto, sem a miopia da falta de conhecimento, a visão é bem diferente e a certeza de que cada um opera de forma bem peculiar é fato.

Primeiro round: a idade
O mercado de eventos no Brasil ainda é muito jovem e trás consigo sua ingenuidade e pré-conceitos peculiares de quem está no começo de sua trajetória.  Assume-se que para atuar nessa área, precisa ser jovem para aguentar o tranco.

Já nos Estados Unidos, a maturidade e os cabelos brancos contam a história de grandes entregas e produções de eventos memoráveis. Os produtores executivos e chefes de área do faturadíssimo Super Bowl, por exemplo, são sessentões respeitados e admirados que manobram o evento mais rico dos Estados Unidos. Há quem diga que o faturamento do Super Bowl com comerciais dá para bancar um ano da folha de pagamento do time de futebol espanhol Real Madrid.

Segundo round: a interlocução
Em tempos em que o cliente não sabe o que está comprando, o produtor não sabe o que está produzindo e a agência não tem clareza do que foi vendido, a juniorização das interlocuções é o mau do século. Vamos deixar mais caótico ainda o cenário? Adicione uma língua estrangeira, legislação diferente e hábitos de negociação peculiares.

No Brasil, o prazo de pagamento de fornecedores pode chegar a 180 dias, quando honrados no prazo. Ninguém questiona as negociações exigidas pelos grandes anunciantes que esmagam os preços e esticam absurdamente os prazos de pagamento.

Aqui nos Estados Unidos não existe isso. Primeiro se paga 50%, às vezes até 100%, na data de assinatura do contrato ou confirmação da contratação e, dependendo do fornecedor e do relacionamento que se tem com ele, tem que se pagar o restante um dia antes do evento. 

Terceiro round: o time e a produtividade
Outra diferença bastante grande é o tamanho das equipes de produção. Em um grande evento no Brasil, é necessário um produtor para cuidar de cada uma das frentes terceirizadas. É a famosa supervisão dos supervisores. Isso se dá à falta de comprometimento dos fornecedores que simplesmente não funcionam se não tiver alguém zelando por isso. 

Enquanto isso, aqui nos Estados Unidos, um único produtor cuida de todos a frentes.  Os fornecedores são comprometidos e andam com as próprias pernas. Ônus e bônus: o valor da mão de obra é mais cara, há o envolvimento dos sindicatos e o número de horas é restrito. Mas no final da planilha, nota-se o óbvio: se contrata menos gente para fazer a mesma tarefa.

Quarto round: a moeda e a conversão
Explicar essa diferença para o cliente brasileiro é tarefa árdua, ainda mais com o dólar a R$ 4,00.  Aqui em Vegas, quando aparece a linha da do serviço de limpeza na planilha a 100 dólares/dia, e o cachê do produtor a 5 mil dólares/mês é o praticável. Nem muito, nem pouco. Agora, imagina isso vezes quatro?

Quinto round: a distância e os pedidos online
Outra diferença aqui é que raramente se produz tudo em uma cidade só, muitos itens como material gráfico e brindes podem ser encomendados pela internet. Não tem a menor necessidade em se preocupar onde são produzidos. Fato é que no dia e hora combinados, lá estão eles!

Uma vez que o fornecedor aqui tem um cuidado maior com a entrega, abre-se precedentes para se realizar uma pré-produção inteira de um evento à distância. O deslocamento somente se faz necessário no dia da montagem. Estou produzindo um evento em Miami, cidade que fui a última vez há 26 anos. Tenho conduzido todas as demandas por telefone, email e Skype.

Knockout ou Nocaute?
Tanto faz. Desde que o corpo que esteja estendido no chão não seja o seu. Não se arrisque. Não entre em um ringue sem conhecer seu adversário. Vai fazer um evento fora de seu país? Contrate um produtor local, com conhecimento acumulado de ambos países e evite dores de cabeças desnecessárias.  Garanta a tranquilidade da execução e seu evento e facilite a ponte entre todas as interlocuções.

Nocauteie a concorrência e deixe seu cliente satisfeito

Por: Maurice Lisbona

Proprietário da MLisbona Entertainment






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