Por Luiz Dias*
A internet, as lojas virtuais e o marketing online trouxeram às posições de destaque jovens profissionais que se desvincularam da triste rotina da mera extração de dados gerenciais e planilhas retrógradas para dar lugar à incessante busca de novas informações, metodologias e ações inovadoras que estão sempre no olho do furacão do ambiente digital, deixando de ser mero robô analítico, mas trabalhando e compreendendo os números de maneira humana e criativa.
O nível de interdisciplinaridade que um Gerente de E-Commerce precisa assumir é do tamanho da humildade necessária para aprender sempre. Por isso, este artigo tem a mera intenção de trazer noções que façam pensar e não que venha vaticinar uma palavra final que, cá para nós, jamais existirá no marketing digital.
Partindo dessa premissa é imperativo afirmar que do estagiário ao presidente, das sempre simpáticas moças da limpeza aos especialistas em tecnologia, todas as informações são importantes. Em para isso é imprescindível a habilidade e conhecimento do Gerente de E-Commerce em coletar os dados e explorar as informações. No entanto, de posse delas, é preciso tornar a tomada de decisões mais precisa, cada vez mais próximo do planejamento e do conceito e milhas e milhas distante do próprio ego ou gosto pessoal travestidos de feeling.
A qualidade da hierarquização do conteúdo, bem como da usabilidade e experiência oferecidas ao usuário, tudo tem influência decisiva nos resultados online. Caso um funil de compra seja de difícil compreensão, automaticamente aumentará a taxa de abandono do seu carrinho. Esse tipo de comportamento é de fácil identificação através da correta utilização de ferramentas de análise como o Google Analytics, Yahoo Web Analytics, Predicta ou Adobe Omniture, por exemplo. O papel do Gerente de E-Commerce está em encontrar os problemas e recomendar as sugestões de melhoria, bem como traçar estratégias de organização da informação e encontrar ou criar as melhores oportunidades.
É importante verificar que, o excesso de recursos técnicos e quantidade avassaladora de tecnologias embutidas em ferramentas gratuitas de considerável simplicidade na utilização, resultam em um soterramento de dados e uma incontida ansiedade de aferir tantos ítens quanto possível. Na verdade, o gestor deve escolher poucos dados de preponderante relevância para serem mensurados e comparados (KPI). Posteriormente, caso haja necessidade, realizar sutis e pertinentes modificações neste processo.
Há de se evitar, também, tratar cada peça como uma só. Banners, E-Mail Marketing, Campanhas, Search Engine Optimization, Search Engine Marketing e imersão em Redes Sociais têm métricas e conversões específicas que devem ser planejadas e parametrizadas de maneira independente, cada qual de acordo com sua própria estratégia.
Não é pela óbvia necessidade de vender que o gerente tem que se preocupar tão somente em oferecer ao seu cliente ofertas imperdíveis, promoções inacreditáveis, infindáveis parcelamentos e frete grátis. O cliente online é exigente e permite poucas falhas. No entanto, existem estratégias que podem tornar o E-Commerce mais amigável, como por exemplo, as inúmeras formas de prestar serviços ao cliente, e para isso, as mais diversas formas de interações com as Redes Sociais.
Também existe a responsabilidade da infra-estrutura tecnológica. O Gerente de E-Commerce deve saber escolher a melhor tecnologia de vendas disponível para adaptar-se ao seu modelo de negócio bem como a segurança e certificações para as transações online em comércio eletrônico e por fim, e não menos importante, a questão logística, que consiste em acompanhar do controle de estoque e das operações, à expedição e ao pós-venda, seja como forma de prestar um serviço melhor ao cliente, seja na política de trocas e pronta solução de eventuais problemas que possam surgir.
O Gerente de E-Commerce tem a função de aumentar o número visitas do site e cuidar para que essas visitas sejam qualificadas, aumentando consequentemente a taxa de conversão das suas diversas estratégias. Acompanhar da oferta à expedição dos produtos certos para o cliente certo (relevância é o nome do jogo) e o compromisso com a total satisfação de quem realiza a compra, fidelizando-o a ponto desse mesmo cliente além de tornar a comprar em seu site, ser o próximo embaixador de sua loja virtual.
* Luiz Dias é Gestor Comercial de E-Commerce da CENTAURO.com.br e autor do site www.GerenteDeEcommerce.com.br
Thiago Carvalho
Gerente de Produto Web | GIMO
Muito bom o artigo. É impressionante como algumas empresas tendem a nao valorizar a funcao e responsabilidade do Gerente de eCommerce. O panorama esta muito diferente aqui na Europa. Muito bom, parabens!
Data: 02/03/2010
Marcelo Godoi
Empresário | Grupo AgaDN de Comunicação
Excelente o artigo. Um gerente de eCommerce, além das atribuições básicas reúne, também, outros aspectos que garantem o sucesso ou fracasso de uma operação. O Luiz deixa claro que o potencial consumidor pode ser impactado de diversas formas - cabe a este profissional saber quais são as de maior impacto e quais serão as próximas tendências do mercado.
Data: 02/03/2010
Andrea Hernandes
Gerente de operações e-commerce |
Belo artigo, com destaque para a interdisciplinaridade necessária e a visão 360º fundamental ao gerente de e-Commerce.
Data: 02/03/2010
Luiz Dias é Gestor Comercial de E-Commerce e autor do site www.GerenteDeEcommerce.com.br
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Supervisor de Criação
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Nicholas Bergantin | Redator da área de Criação Online
Onde está: AGE Isobar
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Para: auxiliar no desenvolvimento de campanhas da agência
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