Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 08/01/2010
sylvia@mundodomarketing.com.br
Quem viveu a adolescência entre o final dos anos 1980 e o início da década de 1990 lembra da Pakalolo. Os moletons, frufrus e tiaras para cabelos, roupas e acessórios que abusavam das cores marcaram uma época e ainda estão presentes na memória dos consumidores. Prova disso é a volta da marca, que saiu do mercado no final dos anos 1990 e, em 2009, retornou como uma opção de franquia. Antes disso, a Pakalolo já distribuía sua coleção em multimarcas.
Comprada pelo Grupo Marisol em 2005, a Pakalolo vive o desafio de manter sua essência ao mesmo tempo em que seus consumidores já não são mais os mesmos. Originalmente, a marca paulista focava os pré-adolescentes, com idade entre oito e 14 anos. “A Marisol tinha duas alternativas: ou relançava a Pakalolo para este mesmo público, ou atingia os jovens entre 18 e 25 anos, que gostavam da marca há 10 anos”, diz Roberto Kanter, Consultor e Professor de Varejo do MBA de Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em entrevista ao Mundo do Marketing.
Entre as duas opções, a Pakalolo ficou com a segunda e decidiu crescer, assim como os seus antigos consumidores. Hoje, a marca foca os jovens da classe B, entre 18 e 25 anos. Os mesmos que, há uma década, ostentavam suas roupas e acessórios.
“Também tem aqueles pais que levam os filhos para conhecer a Pakalolo. Além do público-alvo, a marca acaba atingindo ainda os consumidores acima de 25 anos e os mais jovens”, explica Juliano Svizzero Reghini (foto), Gerente de Produto e Marketing da Pakalolo, responsável pelo projeto de branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Pakalolo aposta em edições limitadas
Um dos destaques da coleção de retomada é a linha de moletons, um dos maiores sucessos da Pakalolo. Para atrair os fãs, a empresa confeccionou peças em edição limitada e numeradas individualmente que poderão virar item de colecionador. São 20 modelos masculinos e femininos, como blusões, vestidos, shorts, coletes (foto), jaquetas e calças.
Para o relançamento da Pakalolo, a Marisol – que também detém as marcas Rosa Chá, Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Stereo e Marisol – baseou-se em uma série de estudos e análises. “Fizemos pesquisas qualitativas focadas em jovens de 18 a 25 anos. Queríamos entender o seu dia a dia e os seus hábitos de consumo para atendê-los de forma adequada”, conta Reghini.
Como resultado, a empresa percebeu um nível de rejeição praticamente nulo, o que foi um fator importante para a decisão de manter o nome Pakalolo e relançá-lo. As mudanças adotadas foram poucas e restringiram-se principalmente a uma atualização da marca em relação ao cenário atual. “Não gostaríamos de perder o DNA da Pakalolo. Não houve grandes mudanças. Readequamos a coleção e os pontos-de-venda para a época”, aponta Reghini, da Marisol.
Cores vibrantes ficam em 1980
As mudanças referem-se principalmente à logomarca (foto), que foi redesenhada, e à substituição das cores vibrantes – ícones dos anos 1980 – por tons como nude, mescla, cinza, verde, vermelho e preto. Para o lançamento, a Marisol contou com a consultoria de Lila Colzani, fundadora da Colcci.
Para Kanter (foto), da FGV, a marca está na direção certa. “A Pakalolo acabou por questões de gestão e pelo cenário econômico da época. Mas a força da marca se mantém, tanto que foi vendida quando já estava fora do mercado há praticamente uma década. A Pakalolo não deve renascer olhando para o passado, mas para o futuro”, acredita o especialista.
A principal dificuldade durante o processo de reconstrução do negócio foi recuperar todas as informações originais da Pakalolo. “Quando se faz algo novo, os consumidores captam mais facilmente a mensagem. Ao resgatar uma marca do passado, as pessoas podem não reconhecê-la. Tomamos muito cuidado para evitar isto. Agora que conseguimos é só dar sequência”, afirma Reghini.
Boca a boca mostra força da marca
Entre as estratégias adotadas para promover a volta da Pakalolo está o boca a boca. A notícia de que a marca estava voltando repercutiu entre os consumidores mais saudosistas que não demoraram em espalhar a informação em blogs e comunidades de redes sociais. “Acompanho pessoalmente o que é dito na internet sobre a marca e vejo que este canal tem uma força muito grande”, comenta o Gerente de Produto e Marketing da Pakalolo.
Para o próximo ano, a Marisol planeja ter uma consultoria que transforme comentários de blogs, redes sociais e e-mails em informações estratégicas. Outro projeto da empresa, já em andamento, é a reformulação do site da marca. Além do investimento em ações de Marketing tradicionais, como anúncio em revistas de moda e eventos de lançamento de coleção, a principal estratégia da Marisol para promover a Pakalolo foca os próprios pontos-de-venda.
Atualmente, a marca conta com três lojas, duas em São Paulo e uma em Florianópolis. O plano de expansão prevê a abertura de outras 17 unidades até o final de 2010. “Se a empresa não tem um canal de venda próprio, precisa fazer um esforço maior de construção de marca. Com as franquias, a loja é o cartão de visita. O grande segredo do varejo está em olhar para o ponto físico. O sucesso está ligado à mistura entre o layout do ponto-de-venda e o mix de produtos”, aconselha Kanter, da FGV.

Pontos-de-venda merecem destaque
Pensando nisso, a Pakalolo contratou a Consultive para o desenvolvimento visual das lojas, resultado da pesquisa feita pela Marisol entre os consumidores e que segue o perfil do público-alvo da marca. “O ambiente é jovem e a exposição dos produtos é direcionada a este público. Além disso, os vendedores foram recrutados para oferecerem um atendimento diferenciado. As lojas vêm para complementar a estratégia de produto”, ressalta Reghini durante a entrevista ao site.
O investimento em um ponto-de-venda diferenciado é fundamental para o reconhecimento e a valorização da marca. “No varejo, é raro ver lojas que tenham uma personalidade própria. Normalmente, vive-se de modismos. A Pakalolo trabalha isso para que seja reconhecida. Poucas marcas hoje conseguem dar um tratamento físico diferente para os seus pontos-de-venda”, avalia Kanter.
A aposta da Pakalolo em seus pontos-de-venda tem ainda outro motivo: acompanhar e conhecer profundamente o seu consumidor. “Frequento as lojas sem me identificar para saber que produto o consumidor leva ou deixa de levar. Estar próximo dos clientes é essencial para entender o que eles estão procurando”, aposta Reghini, da Marisol. É também nos pontos-de-venda que a Pakalolo perceberá sua verdadeira força como marca.
*Atualizado às 15h48 do mesmo dia
fico muito feliz com retorno ,pois a pakalolo tem uma importante passagem na minha vida.fui funcionario entre 93/96 e tenho otimas recordaçoes.adoraria contribuir novamente neste retorno
| | 08/08/2010
Bom, procurei no google e é real Pakalolo = Maconha e é triste ter sido destinado ao público adolescente e até crianças.
webdesigner | mack | 13/07/2010
como deixar uma marca que deixou muitos de receber as sua rescisões de 1998, ate hoje, como pode ,,funcionarios agurdando receber recisão de 1998, me expliquem como gostar de uma marca que so deixou gente sem salarios....lamentavel a justiça do trabalho , .........
sou ex funcionaria da ocean tropical (pakalolo) | | 21/05/2010
Nossa queria mt q a Pakalolo voltasse do geito q era ,mas enfim td muda n é mesmo.
Mas to feliz e quero saber onde encontro pois usava muito e queria q meus filhos usassem também,e se tiver p mim voltarei a usar.
Cabeleireira | | 25/03/2010
realmente, comprei muita ropua e acessóri na PAKALOLO.
Eram lindas as coisas e a loja sumiu do mmercado....Adorei a novidade....Ainda lembro do ceirinho da Loja e da Logomarca com letras grandes em amarelo, se não me falha a memória....
Administradora | Hi-Midia | 03/03/2010
Parabéns à equipe de branding da Pakalolo.
Fiquei nostálgica pela volta da marca que influenciou minha adolescência.
Administradora | Kaifield Pesquisa de Mercado | 26/01/2010
Voce sabe que Pakalolo significa "maconha" na lingua havaiana?
comercio | KIDS CLOTHING CONF. LTDA ME | 10/01/2010
Impossível buscar no passado as lembranças da infância e não me deparar com meu belo casaco ROXO de moletom da pakalolo. Fora a calça laranja.. entre outros!
Adorava essa marca e fico muito feliz que ela tenha voltado com força.
Semana passada descobri que em Curitiba também vende a marca e já fiquei animada! Sinal que ela ainda existia..
Jornalista | | 08/01/2010
Música, cheiro e tecnologia para aumentar as vendas
Marketing Digital precisa de profissionais qualificados
Coca-Cola homenageia mães na véspera do Dia dos Pais
Estudos apontam para mais mudanças do consumidor