Por Beth Furtado - Consumo e Inovação, do Mundo do Marketing | 05/11/2009
bfurtado@aliasite.com.br
Vivemos tempos plurais. Tempos de misturas, de usos híbridos e multifacetados. Em alimentação, misturamos em um mesmo prato ingredientes e temperos doces com salgados. Misturamos alimentos quentes com frios. Crus com cozidos. E atiçamos apetites.
Misturamos verduras orgânicas com frituras. Fazemos exercícios de vez em quando e trabalhamos demais. E nos sentimos menos culpados. Em vestuário, misturamos peças básicas com sofisticadas e nos sentimos descolados.
Em decoração, misturamos a alta tecnologia de eletrônicos com ambientes étnicos. E nos sentimos em casa. Vivemos a era dos celulares que tocam música. Compramos comunicação ou entretenimento?
Dos computadores que fazem ligações telefônicas. Compramos conexão, informação ou telefonia? Das máquinas fotográficas que fazem filmes. Compramos registros de imagem ou movimento?
Tempos improváveis os nossos. Tempos que inspiram estratégias móveis, principalmente considerando as perspectivas. As misturas tendem a aumentar com as novas gerações. Adolescentes ouvem música, surfam na internet, falam pelo celular e assistem à TV, simultaneamente. E ficam entediados.
Até que ponto nossos produtos, serviços, lojas, pensamento estratégico e marcas conseguem refletir estes tempos plurais? Tempos em que os hábitos de compra são um alvo móvel.
Beth, qual o e-mail que possa me comunicar contigo.
| | 10/11/2009
Gleudo, o consumo já se tornou uma âncora e uma terapia para muitas pessoas. Algumas pela quantidade e frequência, outras pelos significados que as marcas transmitem, completando a parte que lhes falta. Grande abraço,
| | 09/11/2009
Beth, é instigante e muito revelador esse post.
Quando chegamos perto dos clientes humanos, percebemos que o plural passa ser singular, e o cliente se revela...
as necessidades são escancaradas, e fica mais fácil sacia-las.
Um dia somos multidão, no outro solidão.
Não anseio que as lojas, mercados, organizações se tornem consultórios psicológicos de clientes, mas desejo profundamente que haja um esforço maduro em entender do comportamento desses consumidores humanos, e que não DEIXARÃO NUNCA DE SER.
| | 05/11/2009
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