Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 29/06/2009
bruno@mundodomarketing.com.br
Em 15 minutos de conversa você já percebe a diferença entre as empresas de Marketing tradicionais e a Mandalah. A começar por um de seus sócios, Lourenço Bustani. Ele chega à casa onde fica a sede da empresa de camiseta, calça jeans e Havaianas e é recepcionado por um enorme labrador que faz a festa. Fazia uma semana que o cachorro não via o dono. Na sua sala, Bustani acende um incenso e toma chá. Um andar para baixo há uma sala de ioga, mas eles não estão lá se divertindo.
A Mandalah é uma empresa de comportamento e inovação, mas não tem produtos de prateleira e nada muito padronizado além da metodologia proprietária Behavioral-based Innovation. São imersões profundas no ser humano que existe por trás do consumidor a serviço das estratégias de Marketing para empresas como Natura, Chevrolet, Nike, Microsoft e Pepsi. Todos os projetos são diferentes para cada empresa. Por vezes, a equipe de não mais de 10 pessoas cria novas ferramentas para desenvolver projetos que passam pelo olhar comportamental para chegar em estratégias de inovação.
As metodologias da Mandalah não se limitam “ao raciocínio de olhar o consumidor no ponto-de-venda”, afirma Bustani em entrevista ao Mundo do Marketing. Eles traduzem os insights comportamentais para o desenvolvimento de produtos e para a criação de estratégias de comunicação diferenciadas para aproximar a marca de seus consumidores de uma maneira mais real. Para a Natura, eles desenvolvem uma plataforma inteira de uma nova marca desde a conceituação até o produto final. É um projeto de um ano e meio que Lourenço Bustani não revela mais detalhes.
Pessoas em primeiro plano
O foco é no ser humano. “Este é o ponto de partida para definir o caminho para uma marca”. Por isso há muita dissonância entre o que o Marketing faz e o que as pessoas sentem pela marca. Isso porque, para Bustani, o mercado está carente de novos olhares e novas ideias, está viciado em coisas que não trazem mais resultados. Não se pode ficar reagindo à demanda, mas sim antecipá-la. “O consumidor está muito mais próximo do processo de criação das marcas”.
Com este pensamento, saem de cena as salas espelhadas de grupos de discussão tradicionais e entram reuniões com pessoas em lugares poucos convencionais. São locais inspiradores como cabaret, templos budistas, olaria, um restaurante e um centro de ioga. E também não são pessoas comuns, que seguem tendências, mas que criam tendências. São influenciadores e agentes transformadores de comportamento. Outra diferença: o cliente não pode participar das discussões. “Com isso coletamos informações não óbvias”, aponta Bustani (na foto à esquerda ao lado do sócio Igor). “É um tabu, mas é para o bem das empresas”.
Outro tabu quebrado é o do perfil dos consumidores que participam destas discussões. Não são pessoas escolhidas aleatoriamente num banco de dados com determinado perfil demográfico. São pessoas selecionadas de acordo com o objetivo do projeto. Tem até perfis diferentes dentro de um mesmo grupo. Em comum, são todos influenciadores. E são pessoas, acima de tudo, pessoas.
Novos modelos
“O consumo é uma parte minúscula do que a gente é e do que a gente faz. Por aí você vê a limitação do olhar baseado apenas no consumo. A partir do momento que a pessoa compra, a empresa acha que acabou. Elas não percebem a continuidade e a experiência que as pessoas têm com os produtos. A diferença entre o consumidor e o ser humano é saber como consome e o por que do consumo”, aponta Lourenço Bustani.
Por aí se notam comportamentos que o consumidor influenciador não gostam numa marca, como ela não ser sustentável. Eles rejeitam ainda produtos impostos, que não pensaram em suas reais necessidades. A crise também impôs um novo comportamento. “É o fim de um modelo de consumo que se mostrou insustentável e as pessoas estão reagindo a isso”, comenta o sócio da Mandalah ao lado de Igor Botelho.
É a hora das marcas evoluírem. “Essa é uma boa oportunidade de se aproximar muito do consumidor, mostrando que você está ao lado dele. Não importa todos os investimentos em mídia se não há diálogo. A marca deve ser humana”, conclui Bustani, para quem as pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo.
Muito bom o seu artigo. Foi bom encontrar o seu blog poishttp://www.onovomarketing.com.br) que está começando, mas com foco nas mídias digitai. Parabens!
Analista de Marketing Digital | Agência Esinet | 03/07/2009
A orientação para o ser humano é a essência do Marketing, o que mudou ao longo do tempo foi a essência, no BR o MKT em quase todas as empresas 99,99% é voltado a mensurar e criar novas formas de vender, empurrar mercadoria adiante e não entender as necessidades e quem são seus consumidores e mesmo a pouca iniciativa que existe nesse segundo contexto, normalmente barra em custos de investimento (ou reinvestimento como no caso dos programas de relacionamento).
Generalizei com base no que vi, mas sei que existe sempre quem deseja ser diferente em meio ao caos!
Publicitário, Consultor de MKT, planejador e produtor de novos conceitos | | 02/07/2009
A RUMO CERTO BRASIL, ATUANTE DESDE 1988,NO BRASIL, SEMPRE ESTEVE PREOCUPADA COM ESSA ESSÊNCIA SER HUMANO & CONSUMIDOR, EM SEUS PROJETOS INOVADORES, TAIS COMO: FOMOS PIONEIROS EM ENCONTROS DE NEGÓCIOS AUTOMOBILÍSTICOS (CHAMADOS DE FEIRÕES DE FÁBRICA), ONDE SEMPRE DESDE SUA IMPLATAÇÃO, 21 ANOS ATRÁS, FOI EXATAMENTE,UM DOS MAIORES SONHOS, PRINCIPALMENTE DOS BRASILEIROS: COMPRAR UM AUTOMÓVEL...
AGORA, PRESTES A LANÇAR MAIS UM PROJETO NESSE SETOR, TOTALMENTE INÉDITO NÃO APENAS NO BRASIL,MAS NO MUNDO, BOM SABER QUE EXISTEM EMPRESAS ESPECIALIZADAS E PREOCUPADAS EM REALIZAR O VERDADEIRO MARKETING COMO A MANDALAH.
PARABÉNS MAIS UMA VEZ AO MUNDO MARKETING E A MANDALAH.
empresário/publicitário/jornalista | Rumo Certo Brasil | 30/06/2009
olhando o consumidor pelo lado humano, está ai um principio que, parece, até então esquecido. Acho que a frase do momento é "inovar com foco no cliente", um marketing de relacionamento, de permissão e não de imposição, parabéns por mais uma ótima matéria.
Estudante | | 30/06/2009
Tá aí um modelo de atuação de uma empresa de comunicação totalmente diferenciado. Até que enfim uma evolução em metodologias e estudos sobre o consumidor. Entendam o consumidor primeiramente como ser humano. Muito bacana.
PROFISSIONAL DE MARKETING | EM BUSCA DE RECOLOCAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO | 29/06/2009
E-commerce vive novo momento no Brasil
Aumenta contratação e atribuições do profissional de Marketing
Martin Lindstrom detalha o neuromarketing
Carnaval é um convite a jogar verba de Marketing no lixo